A cultura brasileira que muitos não conhecem

A exposição “Saudade é uma Palavra Brasileira” explora como o povo do país sente e interpreta esse sentimento. Saudade é um termo exclusivo da língua portuguesa, que carrega consigo uma grande amplitude de significados, ou seja, é um privilégio que poucas nações do mundo têm. Em outros idiomas, existem frases que expressam o mesmo sentido, mas não há outros lugares que sintetizem o conceito em tão poucas letras.

De todos os lugares do planeta, o Rio – em especial – tem explorado mais esse sentimento nos últimos anos. A terra dos sambas, das bossas, dos chorinhos, das poesias e dos amores perdido expressa, em suas músicas, o sentimento contido nessa palavra. Saudade de alguém; saudade de um lugar; saudade de uma sensação. Esse conceito é quase uma base para a cultura carioca.

O objetivo da exposição, localizada em Santa Teresa, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, é mostrar como – atualmente – as pessoas se esquecem do gênero musical mais importante do país e como tudo que foi feito nesses últimos cem anos é rico, mesmo sendo pouco lembrado. “O valor do samba é gerar renda para quem faz a segurança e a limpeza, para aqueles que vendem a cerveja e a pipoca, para todo mundo. É proporcionar um evento cultural para eles e para todos os outros trabalhadores desse Brasil. É um evento que integra a sociedade em geral”, conclui George Nascimento (20), curador da mostra, que mesmo com a pouca idade, já mostra ser muito experiente quando o assunto é música. “ A nossa cultura é tão rica quanto a dos outros países, as pessoas da minha geração não conhecem muito bem isso e não sabem o que é samba de verdade”.

george-e-luana

George Nascimento (dir.) grafitando parede.

Além de falar sobre do samba e seus valores, a exposição também aborda temas sobre o movimento negro, passando por assuntos como a importância desse povo na história do Brasil. Para George, as duas culturas andam lado a lado, pois o samba tem foi criado a partir de ensinamentos do povo da África e isso só agrega valor ao estilo musical do país. “O Brasil é fruto de uma miscigenação entre raças. As raízes africanas estão presentes no nosso dia-a-dia, seja na religião, na música, na dança, na alimentação ou na língua. Apesar da repressão que a sociedade impõe a esse povo, a influência negra está presente em tudo “, finaliza o artista George Nascimento.


João Vitor Barros– 6º periodo

Instruído para o sucesso

Jovens moradores da cidade do Rio têm a oportunidade de trabalhar como jovens aprendizes nos Jogos Olímpicos 2016.

Na tarde desta segunda-feira (15), foi realizada no Rio Media Center (RMC) a coletiva de imprensa para apresentar o Projeto Jovem Aprendiz do Desporto (Jade 2016). A atividade atende 455 jovens e inclui formação teórica e prática para atuação na organização de eventos esportivos durante os jogos olímpicos e paralímpicos Rio 2016. O evento teve participação do Superintendente Regional do Trabalho, Helton Yomura, do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e o Secretário de Relações do Trabalho, Carlos Lacerda. Também fizeram parte da coletiva, quatro jovens aprendizes em período prático. Ruan Ricardo (Jovem Aprendiz no Maracanãzinho), Lorena Silva e Leandra Patrícia (Estádio Olímpico), e Ana Gabriela (Sambódromo).

JM Coelho (2)

Jovens aprendizes durante coletiva. [foto: JM Coelho].

Logo no início, Ronaldo Oliveira comemorou o sucesso do Jovem Aprendiz de Desporto. Ele ainda destacou a experiência que os jovens estão tendo, podendo conhecer a realidade do país, ainda em um período festivo e ainda informou que todos os selecionados recebem uma bolsa na faixa de meio salário mínimo, lanche e vale transporte.

No entanto, o destaque da coletiva ficou pela fala animada dos estudantes. Mesmo nervosa a jovem aprendiz Leandra Patrícia saudou os jornalistas do RMC e contou um pouco sobre a sua experiência: “Tem sido uma oportunidade maravilhosa! Faço novas amizades e, além disso, consigo aprender sobre novas culturas”.

JM Coelho

Leandra Patrícia, aprendiz do Estádio Olímpico, durante coletiva. [foto: JM Coelho].

Outro estudante, Ruan Ricardo Guimarães, além de destacar como está sendo incrível participar do intercâmbio cultural, ainda parabenizou o projeto pela forma dinâmica que as aulas teóricas são feitas. “Aprendemos por meio de oficinas, com crianças e discutindo com colegas. É tudo feito de uma maneira diferente do já conhecido contexto de sala de aula, que é só professor e aluno”.

Foram 1,600 jovens inscritos no projeto e cerca de 500 selecionados. O ministro do trabalho explicou que o critério utilizado para a seleção dos estudantes foi a situação socioeconômica de cada um, e que todos eles estivessem matriculados e cursando o ensino médio. Ele ainda enfatizou que a ideia da organização é de estender o projeto para outras unidades para que ele venha a ser um programa permanente que ajude muitos outros jovens no Brasil.


Fatima Amaral – 6° período
Rodrigo Soares – 6° período

Rio 2016 e as mudanças operacionais na cidade

Na tarde da última sexta aconteceu a 3ª coletiva de imprensa no Rio Media Center. Para explicar as operações da cidade na primeira semana dos Jogos, a entrevista contou com a presença do Diretor de Operações da Cidade da Empresa Olímpica Municipal, Leonardo Maciel, do Secretário de Transporte, Rafael Picciane, e com a Presidente e o Diretor da CET-Rio, Claudia Secin e Joaquim Dinis, respectivamente.

O secretário Rafael Picciane, ressaltou a importância do uso de conduções públicas para os acessos de locais interditados. Recomendou, também, o uso do cartão RioCard durante as competições, uma vez que ele é ser ilimitado e unifica os transportes regulares da cidade, como metroviários, ferroviários e rodoviários, incluindo até mesmo o BRT e o VLT. Rafael ainda recomenta que quem não for participar do evento, não faça percursos de maiores movimentações.

Jpeg

Autoridades na 3ª coletiva de imprensa do RMC. [foto: Victtor Luca/ Agência UVA]

Quando o assunto é um atentado terrorista que possa acontecer durante os Jogos, Rafael Picciane conta que pelo Brasil não ter nenhum histórico de ataques, e ser um país pacífico, torna a situação mais tranquila. Mas que todas as forças de segurança estão em alerta, e garante à população: “não temam nenhum tipo de ações desse modo”.

Já o diretor de Operações da CET-Rio citou algumas das transformações que estão ocorrendo na cidade. Entre elas a criação das Faixas Olímpicas, que tem o intuito de facilitar o deslocamento dos competidores entre a Vila dos Atletas e as instalações dos Jogos, começando a valer neste domingo até o dia 22 de agosto.  Quanto aos transportes rodoviários, 109 linhas municipais e 50 intermunicipais terão os itinerários alterados. Como forma de apoio para manter a população mais informada, haverá Painéis de Mensagens Variáveis pela cidade.

Tocha Olímpica e a Cerimônia de abertura

Diversas operações especiais serão feitas em todos os bairros do Rio para dar apoio a passagem da tocha, como pontos de bloqueio, rotas alternativas, acessos dos pedestres, atividades de logística operacional, entre outras. Todo esquema contará com 485 controladores da CET-Rio e agentes da Guarda Municipal, além de 25 veículos operacionais, 40 motocicletas e 45 reboques, para casos de acidentes ou quebra de veículos.


Passagem da tocha olímpica pela cidade

  • QUARTA-FEIRA (03/08): Centro, Saúde;
  • QUINTA-FEIRA (04/08): Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Campo Grande, Bangu, Padre Miguel, Realengo, Magalhães Bastos, Vila Militar, Deodoro, Vila Valqueire, Oswaldo Cruz, Madureira, Centro, Jardim Botânico, Lagoa, Ipanema e Copacabana;
  • SEXTA-FEIRA (05/08): Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico, São Conrado, Leblon, Ipanema, Copacabana, Urca, Flamengo, Catete, Glória, Lapa;

Fonte RMC


Na a Cerimônia de Abertura, que acontecerá no Estádio do Maracanã, o estacionamento das vias em torno do estádio estará proibido a partir das 17h do dia 03, até duas horas após o término do evento, tudo isso será feito para preservar a circulação dos veículos de serviço e garantir a segurança para o trajeto dos pedestres. Essa operação conta com 650 controladores da CET-Rio e agentes da Guarda Municipal; 70 painéis de mensagens variáveis; 65 veículos operacionais; 85 motocicletas; para monitoramento de toda a região e rápido deslocamento em caso de alguma necessidade; e 40 reboques. Lembrando que apenas veículos autorizados poderão circular nas áreas bloqueadas.


Caroline Iglesias- 5º período;
Victtor Luca- 5º período.

Inauguração do Rio Media Center

A nove dias do maior evento esportivo do mundo, acaba de ser inaugurado o Rio Media Center, na Cidade Nova. O espaço será um importante ponto de referência para os veículos nacionais e internacionais de comunicação. O espaço tem o intuito de manter os jornalistas informados de todas as transformações urbanas feitas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. No local, os interessados poderão fazer um acompanhamento ao vivo do dia-a-dia da cidade, conhecendo as principais atrações urbanísticas, culturais, sociais e turísticas do Rio de Janeiro.

Ao som da Orquestra Jovem do Centro de Ópera Popular de Acari, a cerimônia de abertura contou com a presença do Prefeito Eduardo Paes, com o Ministro do Esporte Leonardo Picciani, o Presidente da Autoridade Pública Olímpica Marcelo Pedroso, o Secretário-Chefe da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro Leonardo Espíndola, o Governador em exercício Francisco Dornelles e o Chefe de Gabinete do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 Leslie Kikoler, representando o presidente da instituição. No local, eles fizeram uma coletiva para sanar as dúvidas dos jornalistas.

coletiva

Autoridades públicas durante coletiva.

Ao começar o discurso, o Prefeito ressaltou que as Olimpíadas representam um enorme sucesso à cidade, e que todos vão se encantar com a beleza. Evidenciou as obras feitas para os Jogos – como no Porto Maravilha, no Metrô, no BRT e no VLT – e reforçou que os projetos realizados para os Jogos ficarão como legados para serem usufruídos pelos cidadãos. Quanto à mobilidade urbana, segundo ele, melhorou com a chegada dos jogos, e questionado sobre a segurança da cidade, Eduardo garante que os lugares do Rio são os mais seguros do mundo. E afirma: “As Olimpíadas já são uma grande vitória para a cidade. Agora começamos a realizar festa”.

O Rio Media Center funciona 24 horas por dia durante os Jogos Olímpicos, exclusivamente para os jornalistas, com 130 estações de trabalho. Possui uma estrutura bem ampla, com auditório, seis estúdios de rádio e dois de TV, e um lounge na área externa. Quanto ao serviço, contará com acesso gratuito a internet banda larga ou wi-fi, sinal aberto para transmissão ao vivo de eventos e coletivas, serviço de broadcasting internacional, e telões para acompanhamento das competições olímpicas e paralímpicas. Alem disso, entrevistas coletivas, palestras, press tours, e outras atividades também serão oferecidos no local.

churrasco

Finalizada a cerimônia de Abertura do RMC, os presentes do local foram direcionados à um lounge na área externa e contaram com um adorável coquetel oferecido pela churrascaria Fogo de Chão, ao som de 10 sambistas que compõem a Rede Carioca de Sambas. No cardápio, o conhecido churrasco, um prato típico brasileiro e especialidade da franquia.


Victtor Luca- 5º Período
Tiago Carvalho- 5º Período

Youtube: nova aposta para o cenário do entretenimento

Como a plataforma midiática cresceu e se transformou em uma indústria milionária

Mais de 1 bilhão de usuários, quase 1/3 de todo o tráfego online mundial, essa é a atual dimensão da popularidade do YouTube. De acordo um levantamento realizado pela organização do Congresso Ibero-americano sobre Redes Sociais (iRedes), a plataforma de compartilhamento de vídeos representa, hoje, a segunda rede social com maior número de usuários do mundo, perdendo apenas para o Facebook.

E esse potencial do YouTube não tem passado despercebido por investidores. Atualmente, não são apenas as empresas que vêm faturando com a oportunidade gerada pelo site, mas também os próprios criadores de conteúdo, que vêm transformando seus hobbies em fontes de renda.

Figura 2

Potência midiática

Assim, como a televisão, o YouTube é formado por uma variedade de “canais”. O diferencial da plataforma, no entanto, é que o conteúdo é criado pelos próprios usuários. São eles os responsáveis pela escolha do tema, filmagem, edição e publicação dos vídeos. Essa liberdade de criação, combinada com a gratuidade de postagem no site, possibilitou que os usuários pudessem expressar seus interesses e também compartilhá-los com milhares de outras pessoas ao redor do mundo.

Para se ter uma ideia da amplitude de conteúdo, o YouTube atualmente hospeda vídeos que variam desde documentários e clips musicais à filmagens caseiras e coberturas de eventos. Segundo uma pesquisa anual realizada pelo próprio site, o número de horas de visualização de vídeos cresce em média 50% a cada ano. E o Brasil é o segundo maior mercado consumidor de vídeos da plataforma, com cerca de 68 milhões de internautas diariamente, perdendo apenas para os Estados Unidos.

A rápida popularização do YouTube despertou o interesse da jornalista, e atual professora do curso de Comunicação da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Daniela Oliveira. Ela explica que escolheu o Youtube como tema para sua dissertação de mestrado, em 2006, justamente porque tinha interesse em entender como as pessoas comuns passaram a deter o poder de produzir conteúdo de uma forma totalmente nova. “Antes da cibercultura a gente tinha poucos emissores de informação. A televisão, por exemplo, era o maior ícone da cultura de massa. Mas, com o crescimento da internet, cada um de nós, receptores, passou a também poder produzir.”

O tempo gasto pelos usuários assistindo vídeos no YouTube também vem crescendo. Segundo dados divulgados pela plataforma, em dispositivos móveis, a sessão de visualização média dura mais de 40 minutos, resultando em um crescimento de mais de 50% ao ano. Essa tendência também proporciona que vídeos mais longos venham ganhando mais destaque e, consequentemente, mais visualizações online.  “Quando eu comecei a estudar o YouTube, eu não tinha ideia que ele se tornaria um ícone. Tem muita gente jovem que não assiste mais televisão”, afirma Daniela.

Concepção e desenvolvimento

A criação do YouTube teve início em fevereiro de 2005, na Califórnia (EUA). O site foi idealizado por Chad Hurley e Steve Chen, que, na época, trabalhavam para a empresa americana PayPal. Os dois colegas já tinham formações acadêmicas na área tecnológica, Hurley tinha estudado design na Universidade da Pensilvânia e Chen era graduado em programação pela Academia de Matemática e Ciência de Illinois.

De acordo com depoimentos dos próprios fundadores, a ideia de criar o YouTube surgiu por conta do inconveniente de compartilhar arquivos de vídeo com os amigos. Eles, então ativaram o domínio “YouTube.com” e desenvolveram o site nos meses seguintes. Cerca de 20 meses depois, em 9 de outubro de 2006, foi anunciado que a companhia seria comprada pelo Google por 1,65 bilhão de dólares em ações. Desde então, a plataforma só cresceu ainda mais. Atualmente, o site possui versões locais em 88 países e está disponível em 76 idiomas diferentes.

Caminho para o sucesso online

Christian, Daianne e Naetê. Três jovens diferentes, com o mesmo objetivo: falar sobre o que gostam para um público que se identifique com eles. Para isso, criaram um canal no YouTube. Os motivos que os levaram a aderir à plataforma também são distintos, mas se assemelham quanto ao motor que os impulsionam: o relacionamento que cada um deles tem com seus inscritos. A inspiração de Christian Ceschia para criar o Mazzei veio dos canais que seguia e que abordavam os mesmos assuntos que, hoje, ele fala em seu canal. O estudante de engenharia se tornou um gamer, pois tinha como objetivo principal criar um vínculo com a comunidade que joga Call of Duty. Já de início tinha a pretensão de angariar mil inscritos, mas se superou e conta, atualmente, com cerca de 11 mil pessoas que assistem o seu canal.  Christian acredita que o sucesso se deve muito ao bom relacionamento com o público. “Minha relação é de total amizade com meus inscritos, sempre tento gravar com eles e manter a melhor relação possível, pois sempre acreditei que os inscritos são 90% do canal. Sempre respondo a todos os comentários” disse.

Apaixonada por comunicação, a estudante de jornalismo Daianne Possoly sempre buscou uma maneira de falar sobre o que gosta: beleza e variedades. Em 2008, a youtuber iniciou a trajetória na tentativa de manter algum blog ativo. A vontade de começar uma carreira no YouTube surgiu logo depois, como uma forma de se aproximar das leitoras, mas os planos só começaram a dar certo no fim de 2014 – no segundo canal e terceiro blog -, quando ela resolveu investir nas duas ferramentas de maneira mais profissional. “O primeiro canal foi algo bem espontâneo, já o segundo foi pensado e estruturado; eu já tinha definido o tema principal sobre o qual eu falaria e também já tinha uma ideia do perfil do público” contou. Assim como Christina, Daianne supervaloriza seu público e acredita que o diálogo com ele é essencial para a vida do canal e produção de bons conteúdos, pois muitos dos temas abordados são sugestões de pessoas que compartilham histórias com ela, fazendo com que esse processo de criação aconteça da maneira mais espontânea possível. Como futura jornalista, a blogueira aposta no dinamismo da transmissão de informação de vídeos. E considera a internet um meio que propicia interação rápida e direta com os usuários.

A história do início de Naetê Andreo no YouTube se confunde um pouco com a de Daianne. Ambas são blogueiras de moda e gostam de falar sobre variedades, como viagem, música, comportamento social e cultura. A decisão de dar o primeiro passo foi espontânea e partiu da ideia de dar continuidade ao trabalho feito no blog – chamado Love Triangle – e tornar o conteúdo mais dinâmico e divertido. Diferente de Daianne, o início como youtuber foi dificíl para Naetê. “Faz dois anos que postei meu primeiro vídeo, queria ter começado muito antes, mas me faltava motivação e coragem para me expressar sozinha em frente a câmera” contou. Apesar das dificuldades e das poucas pretensões que tinha de se tornar popular na plataforma, o canal é um sucesso e tem cerca de 30 mil inscritos, atualmente. Como boa estudante de Rádio e TV, Naetê celebra o fato do YouTube ser uma fonte de entretenimento em constante expansão e mudanças; e até mesmo capaz de ser formador de opiniões. “Alguns canais também seguem essa linha de ser bem pessoais e transparentes com o público, gerando uma identificação. As opiniões dessas pessoas começam a influenciar quem assiste”.

Diante dessas histórias, é possível observar que uma das maiores vantagens que o YouTube oferece é a acessibilidade e diversidade de nichos que existem na plataforma. Apesar das diferenças, seja nos temas abordados, no direcionamento que cada youtuber dá ao seu canal ou na maneira como cada um iniciou sua trajetória, Christian, Daienne e Naetê se assemelham plenamente em um ponto: o bom relacionamento com as pessoas que disponibilizam alguns minutos do dia para apreciar o trabalho feito por eles e outros colegas de profissão, é essencial para manter e expandir um canal. A valorização do público não é um impulso apenas para o aumento no número de inscritos, mas, também, na qualidade do conteúdo e da produção do vídeo. Assim como qualquer negócio, para dar certo, é preciso saber o que o público quer assistir, sobre o que eles querem discutir e para quem o próprio youtuber quer falar. Naetê levanta um ponto importante, que é a identificação com o público-alvo. A conexão que os espectadores criam com os youtubers é o motivo do sucesso de maior parte deles.

Faturando com o YouTube

O YouTube é, inegavelmente, uma força da natureza. Apesar de ser uma mídia social muito jovem, a plataforma já passou por muitas mudanças, e a mais importante dela está na forma como o meio passou a ser utilizado pelos seus usuários: a transformação do hobby, em profissão. Da diversão, em negócios. Mais que youtubers, as pessoas que se propõem a produzir conteúdo para a plataforma se tornam empreendedores, acarretando em altos lucros para o YouTube. É importante lembrar que, hoje em dia, o watch time – tempo de visualização – é a medida que irá determinar a ordem dos vídeos dentro da plataforma, sendo mais importante do que a quantidade de visualização do vídeo em si, logo, quanto mais tempo de duração do vídeo, melhor e mais chances de um canal se tornar objeto de interesse de patrocínio e parcerias.

No Brasil e no mundo, são milhares os canais voltados para a produção de conteúdo sobre games e esse é o nicho mais popular no YouTube. Pelo visto, jogos e humor são elementos imbatíveis para o sucesso de um canal. Quando criou o Mazzei, além do desejo de se aproximar e conhecer novas pessoas com mesmo interesse por games, Christian, ambicionava conseguir muito inscritos para fechar parcerias com empresas do ramo. O gamer atingiu seu objetivo e, hoje, é parceiro de 4 lojas. Por meio dessas sociedades, ele ganha equipamentos, como headsets, kontrol freek, controles e jogos, que o ajudam no aprimoramento de seus vídeos. No entanto, Christian ainda não consegue viver dos lucros do YouTube, por isso, o gamer não deixa de lado os estudos. “Tento conciliar ao máximo, nunca deixo de lado o caminho que estou seguindo profissionalmente na engenharia.”

Para Naetê, a história não é muito diferente. Apesar de ser apaixonada pelo o que faz desde a época em que só tinha o blog, nunca teve muitas pretensões e ainda não pode chamar o hobby de trabalho. “praticamente não ganho nada com YouTube e faço só por que gosto mesmo” contou. Hoje em dia, a vlogueira tem algumas metas, mas não se considera muito ambiciosa. Aliás, viver do YouTube não é o objetivo de vida de Naetê, que se dedica o quanto pode ao canal, mas prioriza outras áreas da vida profissional. Ela acredita que muitas pessoas entram nesse mundo pensando na fama e no dinheiro. “Isso ocasiona um aumento em canais sem um conteúdo ou pensamento por trás” afirmou. Mesmo que essa não seja sua prioridade, Naetê reconhece que a criação de um canal é um trabalho árduo, que requer muito esforço e disposição, por isso, considera merecido quando um youtuber recebe um retorno monetário pelo serviço prestado à plataforma.

Já Daianne tem uma visão e atitude mais positiva que os outros youtubers. Isso se deve muito a trajetória que ela vem trilhando nesses 2 anos de canal. Quando criou o Daianne Possoly, o objetivo era alcançar 4 mil usuários da no primeiro ano. Inesperadamente, acabou o ano de 2014 com cerca de 30 mil inscritos. “Foi muito surpreendente e gratificante para mim” disse. Daí para frente, fazer vídeos para o YouTube e produzir conteúdos para o blog deixaram de ser um hobby, uma maneira de apenas falar sobre o que gosta, e passou a ser a maior fonte de renda da blogueira. Sobre as oportunidades que a plataforma oferece aos youtubers, Daianne diz: “Eu acho ótimo, pois dá a liberdade da pessoa criar o conteúdo de maneira livre, fazendo e se baseando naquilo em que acredita de verdade”. Ela ainda ratifica como o YouTube contribui para a diversidade na internet, afinal, cada pessoa tem um jeito único e isso é um ponto importante na conquista de espaço na plataforma..

O YouTube no futuro do entretenimento

É inegável o sucesso que o YouTube faz entre os internautas, sendo ele o maior site de compartilhamento de vídeos do mundo. Ganhando cada vez mais espaço, a plataforma tende a se manter em desenvolvimento para suprir a necessidades da sociedade atual, que utiliza a internet como uma importante fonte de lazer e entretenimento.

Percebendo essa característica, a empresa criou os chamados YouTube Spaces, que são unidades de produção espalhadas por grandes cidades do mundo todo, como, por exemplo, Los Angeles, Nova York, Londres, São Paulo, Tóquio, Berlim, Mumbai, Paris e Toronto. Para o espaço em São Paulo, o Youtube fechou uma parceria com o Instituto Criar para oferecer treinamento e promover a nova geração de talentos brasileiros.

Para Daniela, uma das mudanças mais importantes para o futuro do site é o estreitamento dos laços entre o Youtube e a televisão. “Fala-se muito sobre a interação entre a rede social e a TV”. Segundo ela, eles já estão trazendo mudanças nesse sentido. Daniela aponta que “hoje em dia já é possível usar o celular como se fosse um controle remoto e passar o vídeo para a televisão”, o que possibilita ver o conteúdo por uma tela maior. É muito fácil. Basta escolher o vídeo que quer assistir, dar play, apertar “enviar para a televisão” e pronto.

Na visão dos próprios youtubers o futuro é animador. “O YouTube só tende a crescer, conquistando cada vez mais pessoas”. Segundo Daianne, não importa o assunto do canal. Seja ele de humor ou games, “a internet tem público para tudo”, diz ela. “A verdade é que, como li uma vez, a internet é cheia de celebridades que ninguém conhece”.

Christian concorda com a afirmação de Daianne e vai mais além. “O YouTube é o futuro da internet”. Como ele diz, é possível encontrar “pessoas deixando de assistir programas de televisão e séries para assistir seus youtubers preferidos”. Ele acredita que “no futuro os youtubers vão ser os principais formadores de opiniões e as celebridades mais famosas da internet”.

Seja como for, não tem como ter certeza sobre as mudanças que o Youtube pretende trazer nos próximos anos para as vidas das pessoas. O que se pode afirmar é que sabendo utilizar as tecnologias para facilitar e melhorar cada vez mais o uso dos internautas, a plataforma possui um grandioso caminho de inúmeras conquistas pela frente.

Para todos os gostos

O potencial do YouTube como ferramenta tem atraído, portanto, cada vez mais pessoas que vêm aderindo à plataforma. No meio de tantos novos usuários, um seleto grupo de pessoas, conhecidos como YouTubers, tem se destacado pelo número de inscritos em seus canais, seja no Brasil ou no exterior.  Com base no ranking dos canais mais populares mundialmente é possível perceber que os tipos de conteúdo que mais fazem sucesso atualmente são: vídeos sobre videogames, que fazem comentários e tutoriais dos jogos eletrônicos, vídeos de beleza, que dão dicas sobre estilo e maquiagem, e vídeos de humor, que fazem piadas e críticas sobre o cotidiano.


Clarice Frauches – 7° Período
Thiago Nunes – 7° Período
Cynara Costa – 7° Período
Felipe Nobre – 7° Período

 

De excluídos à populares, conheça os novos Nerds

Saiba mais sobre a cultura que hoje movimenta milhões de fãs e bilhões de dólares em todo mundo.

Eles superaram o estereótipo de ‘esquisitos’ e hoje são os novos populares. Seja no cinema, na televisão ou nas livrarias, é inegável que os nerds vêm tomando conta do mercado mundial. De blockbusters à best-sellers, produtos ligados a essa cultura estão em destaque, não só na internet, mas no dia-a-dia de um público que cresce cada vez mais. E o potencial que esse grupo representa não tem passado despercebido. O que começou como paixão entre fãs hoje gera faturamentos bilionários para a indústria do entretenimento.

Figura_2

Onomatopéia comum nos quadrinhos. [foto: Clarice Frauches]

Ainda hoje, não existe consenso entre estudiosos sobre quando o termo nerd foi usado pela primeira vez. De qualquer maneira, o estereótipo associado à palavra ficou conhecido a partir dos anos 70. Na época, o termo era usado para denominar os alunos inteligentes e pouco populares, que gostavam de temas relacionados à cultura, ciência e tecnologia. Além de serem excluídos socialmente, eles eram, também, constantemente ridicularizados pelos colegas.

A especialista em comunicação Lia Amancio, em entrevista para o portal de notícias G1, explica que o que mudou foi a sociedade. “O nerd não mudou. Ele continua sendo aquele cara completamente ligado e entendido sobre certos assuntos, como tecnologia e quadrinhos. O que mudou foi a cultura atual, que valoriza isso”, afirma ela.          De fato, filmes, séries e livros voltados ao público nerd já existiam desde os anos 60, como o famoso seriado de ficção científica Star Trek (“Jornada nas Estrelas”), que foi ao ar pela primeira vez em setembro de 1966.

Para Lia, foram os avanços tecnológicos que influenciaram de forma crucial a área comunicacional e causaram uma valorização social da tecnologia e da ciência. Assim, o nerd foi se modificando e se vinculando com o novo e com o sucesso. Consequentemente, produtos pertencentes ao gênero característico dessa cultura, como a fantasia e a ficção científica, se popularizaram e se expandiram.

Uma indústria bilionária

Hoje, a chamada Cultura nerd movimenta não só milhões de fãs, mas também bilhões de dólares. No cinema, filmes de super-heróis, ficção científica e fantasia têm invadido os grandes estúdios cinematográficos. Para se ter uma ideia, segundo o site norte-americano The Numbers, o último filme da franquia intergaláctica Star Wars (Star Wars Ep. VII: O Despertar da Força), lançado em 2015, fez tanto sucesso nas bilheterias pelo mundo, que atualmente ocupa a terceira posição na lista de maior faturamento da história do cinema, com um rendimento total de mais de 2 bilhões de dólares.

Figura_3

Poster fanmade sobre a saga Star Wars. [foto: Clarice Frauches]

Na televisão, a situação não é diferente. Com cada vez mais frequência, emissoras estão apostando em histórias que fazem parte do universo nerd. Um dos mais conhecidos exemplos que ilustram esse cenário é a série The Big Bang Theory, cujo tema gira em torno, justamente, da vida de quatro jovens nerds. De acordo com a Nielsen, empresa responsável pela medição de audiência das emissoras americanas, em 2015, a série foi o segundo programa mais assistido da TV aberta dos Estados Unidos, com uma média de 21 milhões de espectadores por episódio.

Adaptações de histórias em quadrinhos também têm se tornado cada vez mais comuns, principalmente no formato de seriados televisivos. The Walking Dead, Arrow e The Flash são apenas alguns exemplos que saíram das páginas para as telinhas. A aposta das grandes emissoras em programas com essa origem deve crescer ainda mais. Segundo uma notícia publicada pelo site de entretenimento Den of Geek, em agosto de 2015, pelo menos mais 39 outras adaptações de histórias em quadrinhos para a TV estão atualmente em produção.

Evento para os nerds brasileiros

Aqui no Brasil, a popularidade da cultura nerd gera a realização de diversos tipos de encontros e convenções. Entre os mais conhecidos está a Comic Con Experience (CCXP). A feira é a maior de seu tipo da América Latina e reúne fãs de todas as partes para presenciar lançamentos exclusivos, estreias e palestras inéditas relacionados ao mundo da TV, do cinema, anime, ficção científica, literatura e jogos.

De acordo com dados levantados pelo site Omelete, só no ano passado, a CCXP teve um público total de 142 mil pessoas. Em 2016, a expectativa é que 180 mil pessoas passem pelos quatro dias de convenção, que acontece entre os dias 1 e 4 de dezembro, em São Paulo. Os ingressos para a Comic Con já estão à venda desde o dia 8 de abril e para comprar basta entrar no site oficial do evento. Algumas das atrações já foram anunciadas e os nerds brasileiros já estão garantindo suas entradas.

A paixão de um fã

Um nerd de verdade, precisa estar ligado em tais eventos. A diversidade nas atrações é o maior chamariz do público, englobando todos os temas inseridos nessa cultura. Um fã que sempre marca presença é Paulo Vitor Vasconcellos, de 21 anos. Por mais que já tenha comparecido em edições da Expo Geek e do Rio Anime Club, ele afirma que nada é igual a CCXP.  “Esse é o maior evento de cultura pop/nerd do Brasil. Uma das melhores experiências que já tive. Pretendo retornar nesse ano”, completa o admirador.

A paixão de Paulo Vitor por essa cultura começou desde cedo. Mesmo pequeno, ele já demonstrava interesse. Aos 10 anos de idade teve o seu primeiro contato com a saga Harry Potter, escrita pela autora J.K. Rowling, uma das séries mais famosas desse meio, vendendo mais de 450 milhões de cópias no mundo todo e dando origem a diversos outros produtos. Logo após, ele descobriu os super-heróis e quadrinhos. Segundo o admirador “tudo foi acontecendo gradativamente”.

Figura_6

Paulo Vitor com sua coleção de action figures.

Para Paulo Vitor, o entusiasmo pela área tem uma explicação. “Nós vivemos em um mundo cheio de problemas e eu considero a ficção como uma válvula de escape. Fugir da realidade às vezes é bom. Faz a gente relaxar do estresse do dia a dia e esquecer as coisas ruins”, afirma o fã. E completa falando que as pessoas precisam “de um momento só nosso e nada melhor do que assistir a um bom filme ou série, ler uma revista em quadrinho ou jogar vídeo game para se desconectar por algumas horas”.

Fã de carteirinha de super-heróis, Paulo Vitor não vê nenhum problema no “bombardeio” de produtos desse gênero gerado pelas empresas. Muito pelo contrário, ele até comemora. “Há uma necessidade das mídias de estarem sempre apresentando conteúdos novos. Hoje vivemos a era dos filmes de heróis. E isso é incrível! Quem nunca desejou ter superpoderes? ”, questiona o, orgulhoso, nerd. Pare ele, as pessoas veem os super-heróis como um reflexo de si mesmos. Paulo acha que “os super-heróis afloram a nossa criança interior, e eu acho importante que não a deixemos morrer nunca”.

Para a felicidade de Paulo Vitor, e de todos os fãs da cultura nerd espalhados pelo mundo, esse mercado ainda vai continuar crescendo e se desenvolvendo ao longo dos anos, pelo menos é o que ele acha. “Há uma infinidade de conteúdo que até hoje não foi apresentado e tem muito material que, se bem trabalhado, pode gerar sucesso. O que esse universo tem de melhor, é a criatividade. As histórias nunca acabam e sempre tem algo novo a ser introduzido ou algum território inexplorado”, acrescenta o fiel seguidor.

Cosplay: transformando imaginação em realidade

Antes de qualquer definição, é importante mencionar que essa atividade se tornou uma das maneiras mais expressivas de demonstração de apoio dos fãs às obras da cultura nerd. O movimento cosplay tem crescido ao redor do mundo e se tornado o hobby preferido das pessoas que querem fugir um pouco da realidade e viver como seus heróis. Mas afinal, qual é o significado dessa expressão? O termo tem origem na contração das palavras de origens inglesas “costume” – traje/fantasia – e “play” – brincadeira/interpretação –, e consiste na caracterização de personagens que pertencem ao mundo do entretenimento nerd, como games, quadrinhos, filmes, séries de TV, livros e animações.

Ser cosplayer não se limita a se vestir à caráter. Parte dessa atividade está na transformação por completo do praticante no papel escolhido para representar, antes mesmo de se expor em público, pois, além de criarem seus próprios trajes – atividade conhecida como “DIY” (Do It Yourself) –, também interpretam o personagem adotado, reproduzindo os traços de personalidade como postura, falas e poses típicas. Assim é com Jorge Henrique, que enxerga nessa prática a oportunidade de sair do mundo da imaginação e dar vida aos seus personagens favoritos. “O cosplay não é uma roupa bonitinha, mas sim o conjunto de roupa e interpretação” diz o contador de 27 anos.

Figura_7

Cosplay do personagem Saitou Hajime realizado Jorge Henrique.

Apesar de frequentar eventos da cultura nerd há mais de 12 anos, a vontade de fazer parte desse mundo como cosplayer nasceu em 2010, mas devido a falta de recursos para confeccionar um traje completo, Jorge precisou adiar seus planos e somente em 2014 foi possível montar o primeiro. Com a ajuda de dois amigos, conseguiu produzir Mirok – personagem do mangá InuYasha –, que se tornou uma de suas atuações preferidas. “Era um projeto que eu há muito desejava e o dinheiro nunca sobrava” revela o contador.

Desde então, em apenas 2 anos como cosplayer, ele já tem 7 personagens no currículo. Diferentemente da maioria, Jorge não tem como objetivo disputar e ganhar prêmios em competições, pois para ele, a melhor parte não está na pré ou na pós-produção, mas sim no momento em que tem a chance de conhecer pessoas que curtem o mesmo tipo de entretenimento que ele, atuar e tirar fotos fazendo referência ao personagem.

Para o cosplayer, junto com a difusão da cultura nerd no Brasil e devido ao assunto estar tão em destaque, vem ocorrendo, também, o crescimento do grupo de pessoas que se envolvem nesse universo apenas para atingir certo reconhecimento. “Para ser bastante sincero, a grande maioria quer aparecer. Maior parte dos cosplayers de hoje em dia, apenas fazem isso para ter alguma visualização social naquele grupo” declara Jorge. Ainda assim, ele enxerga de maneira positiva o apoio cada vez maior à cultura nerd e acredita que, independente da motivação dos cosplayers, o que todos têm em comum é a facilidade de estabelecer amizade com pessoas que curtem o universo da ficção e fantasia.

Aliás, a expansão da cultura nerd no Brasil é eminente. A nação tem se tornado representativo no mundo cosplay, ao ponto de já ter conquistado algumas premiações internacionais, como o World Cosplay Summit e o Yamato Cosplay Cup International. Além disso, o país também tem desenvolvido seus próprios campeonatos, inserindo ainda mais essa cultura na rotina dos brasileiros. Competições como a Liga Cosplay Rio e o Campeonato Brasileiro de League of Legends. estão sempre presentes nas grades de eventos, como no Rio Anime Clube, no Expo Geek e também, é claro, na Comic Con Experience.


O mundo nerd chega ao Campus da UVA

Entre os dias 06, 07 e 08 de junho, na universidade Veiga de Almeida, no campus Tijuca, acontecerá a Secom (Semana de Comunicação) O tema desse ano será “Cultura pop e contemporaneidade” e vai contar com palestras, oficinas, um espaço dedicado à história da moda, do consumo e um ambiente exclusivo a cultura geek.

O objetivo do evento é trazer debates e questionamentos sobre a cultura pop e esse cenário pode levantar dúvidas e opiniões, como explicou a estudante de jornalismo Nathalia Araújo, que está participando da organização do evento. “Eu acredito que com esse tema nós vamos trazer para debate o que é essa cultura pop no mundo em que vivemos hoje, o que pode ser considerado cultura pop e qual a influência dela na sociedade” afirma a aluna.

No dia 7 de junho, às nove horas, o evento contará coma presença da carioca Paula Ramos, de 22 anos, redatora e colunista do portal Poltrona Nerd. Ela faz parte da ‘Geração Harry Potter’ desde os 7 anos, o que a levou ao mundo pop/geek/nerd, além de despertar sua paixão por livros e filmes. Ela vai falar sobre o poder do universo geek na cultura pop contemporânea.


Para os alunos que quiserem participar das atividades ou oficinas, fique atento ao site do evento: http://www.facebook.com/secomuva/. As inscrições serão abertas em breve.


Clarice Frauches – 7° Período
Thiago Nunes – 7° Período
Cynara Costa – 7° Período
Felipe Nobre – 7° Período

Comunicação social em foco

No último dia de palestras (20) realizadas no “+Mercado”, a área dos comunicólogos foi o centro das atenções. No que diz respeito ao Jornalismo, Igor Peixoto, editor chefe do jornal Band Rio,  ministrou uma palestra sobre as “Dificuldades Enfrentadas pelos Jornalistas com o Advindo das Novas Tecnologias”. Já para o campo dos publicitários, seguindo o tema “Frentes de atuação em uma agência de publicidade”, foi convidado o time da ‘Agência Macan’ – veio representada por Rafael Rodruigues, Gabriel Gil e Romana Oliveira – trazendo a perspectiva real das profissões.

Igor Peixoto começou a palestra falando sobre a necessidade do comunicólogo se reinventar, já que trabalha lado a lado com as tecnologias que, também, estão em mudança constante. “O jornalismo de hoje anda junto com a velocidade. Agora, se você entrar no seu smartphone, você vai saber tudo que está acontecendo nesse momento, vai ter todas as informações. Nós temos que ter um dinamismo para fazer tudo muito rápido. Isso é essencial na nossa profissão”, completa o especialista.

_MG_5105.JPG

Para manter o jornal sempre atualizado e não ser passado pra trás pela inovação tecnológica, é necessário implantar ferramentas de atualização rápida e contínua, incorporadas com sua linguagem específica. A Band utiliza o site de notícias, com todas as notas e vídeos publicados, o whatsapp da redação, e o twitter, atualizado com vídeos teasers de chamadas para as notícias que serão dadas no jornal. “Quanto mais ferramentas você tiver, mais braços você tem que ter pra receber todo esse material, analisar e avaliar ele. Toda ferramenta que você cria é preciso um pouco de cuidado, porque o fluxo gerado é muito grande e se você colocar só duas pessoas para administrar aquilo, uma notícia mandada ontem pode ser avaliada só no dia seguinte e aí já não é mais relevante”, diz Igor.

Explicando sobre a necessidade de se estar no “olho do furacão”, ou seja, estar sempre no centro da notícia, Igor comenta sobre a perda do repórter cinematográfico Santiago Andrade. O importante no caso relacionado ao tema foi o quanto vídeos da internet foram importantes na identificação dos culpados, sempre acompanhado de uma apuração que só um jornalista formado sabe fazer. Levando em conta a época em que vivemos, é preciso usar os recursos a seu favor, explorando o potencial total deles para o benefício de todos.

_MG_5141.JPG

Para concluir, o editor-chefe falou sobre sua visão de futuro do mercado, afirmando que a palavra de ordem é nicho, ou seja, a porção específica de um grupo com necessidades e hábitos específicos. “O que eu entendo para o futuro é que haverá várias empresas de comunicação, cada uma focada em um nicho diferente. Você não vai ver mais uma Rede Globo, ou Rede Bandeirantes, vai ser um grupo com várias empresas pequenas com no máximo dez funcionários falando de um tema específico.”, finaliza Igor Peixoto.

Logo após a palestra do editor da Band, os publicitários da Macan se dividiram em tres frentes para discutir temas com a platéia. Foram eles: os papéis do Planejamento, da Mídia e da Criação em uma agência. Cada uma faz-se essencial em uma empresa, construindo a imagem e entregando um trabalho competente, que ultrapasse as expectativas e dentro do prazo estipulado.

_MG_5143.JPG

Rafael Rodrigues falou sobre sua especialidade: o planejamento. Para ele, a palavra da vez é versatilidade. O mercado procura o público jovem, pois este já domina o campo digital muito bem e aprende a conhecer e funcionar também no campo offline, trabalhando com anúncios de revistas, outdoors e banners. “Eu vejo os jovens e eu noto que vocês nunca fazem uma coisa só ou um investimento ou sonho de carreira único. É uma galera muito plural, então vocês tem muito a acrescentar e mostrar em uma agência”, completa o publicitário.

Mídia é o campo dominado por Romana Oliveira. Para este trabalho é necessário muita pesquisa sobre os diferentes aspectos visuais da empresa, com entrevistas dos usuários daquele serviço em questão para se criar um laço entre o empreendimento e o cliente. “O papel do profissional de mídia é conectar. De um lado está o mundo da marca, querendo transmitir um monte de coisas, e do outro está o consumidor que tem que perceber tudo isso, mas não está ligado no que eles estão falando. O modo de fazer isto acontecer é pelos meios de comunicação, o consumidor não está centralizado nas mídias clássicas (revista, televisão, outdoor) e é preciso impactá-los nestas outras formas de mídia”, disse a especialista.

_MG_5201.JPG

Por último, Gabriel Gil falou sobre o departamento de criação, explicando o funcionamento dentro da agência. Desde a apresentação do briefing, até o momento em que ele é recebido com satisfação pelo cliente. Respondendo a pergunta de um aluno sobre o que fazer quando a ideia simplesmente não vem, Gabriel disse que o processo criativo depende de cada um, mas como regra geral é só uma questão de pensar mais. “Pra alguns é preciso sentar e refletir, pesquisar a campanha de outras empresas. Trazendo mais referências isso me ajuda a fazer associações que vão levar uma mensagem mais importante pro consumidor”, finaliza o profissional.

Cases de sucesso foram apresentados, como a propaganda do Exército da Salvação, em que, na medida que o termômetro mostrava uma temperatura mais baixa, uma modelo se agachava, cada vez mais e mais, e revelava uma mensagem pedindo doação de agasalhos. Teve também um mais recente, da da L’Oréal Paris, sobre o Dia Internacional da Mulher, em que uma atriz transgênera comemorava esse dia pela primeira vez, oficialmente. Assim, os palestrantes apresentaram de forma leve e descontraída o funcionamento real de uma Agência, incentivando os futuros publicitários a batalharem por um espaço no mercado.


Luana Feliciano – 3° Período

Emoção toma conta em Deodoro

No fim do tiro de 25 metros feminino, Maria domina a prova e leva a melhor.

O campeonato Mundial de Tiro Esportivo continua acontecendo no Centro Olímpico de Deodoro. Na última quarta-feira (20), aconteceram as provas eliminatórias das modalidades de 50 metros de carabina deitado masculino e, também de 25 metros de tiro de pistola feminino. A primeira prova feminina do dia foi a de 25 metros de pistola de precisão; já a segunda prova, de mesma categoria e distância, foi de pistola de tiro rápido.

62d00180-b0de-41d5-811c-7144d082383f

Elinatórias de tiro  de carabina deitado

Os brasileiros disputaram ambas as modalidades, na categoria feminina. As atletas não conseguiram se classificar para a final de 25 metros de pistola, tanto a de precisão quanto a de tiro rápido. Apenas duas brasileiras competiram para tentar chegar à final: Ana Luiza Souza Lima que acabou ficando em 50º lugar e Rachel Silveira em 53º.

24fefed2-245e-4c38-b9fb-abb3efa0a735

Oitavas de finais de tiro a 25 metros

Já na categoria masculina, na prova de 50 metros carabina deitado, o Brasil terá dois representantes para as qualificações, os atletas Leonardo Moreira, que ficou em 26º, e Cassio Cesar Rippel, em 53º. Eles terão a chance de competir à final caso consigam se classificar entre os oitos primeiros colocados. As duas provas acontecerão nesta quinta (21), pela manhã.

Na final da prova de 25 metros pistola, a medalha de ouro ficou para a búlgara Maria Grozdeva, com o total de oito pontos, seguida da chinesa Jingjing Zhang com dois pontos e em terceiro a ucraniana Olena Kostevych com oito pontos. A atleta Olena, que já tinha sido medalha de ouro no domingo na categoria Wenjun, disputou o terceiro lugar (totalizando oito pontos nesta disputa) com a alemã Monika Karsch, que totalizou seis pontos.

Antes da premiação a grande vencedora do dia recebeu um abraço apertado de seu técnico parabenizando-a por mais uma conquista. Todas as outras atletas que competiram as semifinais e finais também foram cumprimentar Maria. No momento da premiação, a atleta demonstrava grande emoção e alegria por ter conquistado a medalha de ouro, no fim da premiação o clima era de descontração e cumplicidade.

951bc099-b680-4bf2-b384-940fd49b30b2

Campeãs do tiro pistola 25 metros


Juliana Favorito –  5° período

O presente da morte

353865.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxO jovem Hugo Maltese (Cirillo Luna), morador da pequena cidade de Vale das Flores, é encontrado morto na cama com uma espada cravada no peito. Aparentemente, sem motivo algum. Indignado com a morte do irmão, Alberto Maltese (Thiago Rossetti) decide encontrar o assassino com a ajuda do delegado Pimentel (Marcos Caruso). Durante as investigações, outros assassinatos acontecem no local. Alberto e Pimentel descobrem, então, uma curiosa coincidência nos casos: todas as vítimas eram ruivas e, antes de morrer, receberam uma estranha encomenda contendo um escaravelho.

Baseado no livro de mesmo nome, O Escaravelho do Diabo consegue prender a atenção do espectador durante a trama. Além disso, o filme se desenrola de forma ágil – misturando suspense e humor – e com inserções de flashbacks que, ao final, explicam os motivos para a série de assassinatos e o significado do objeto. Entretanto, se no geral, a obra é interessante, quando analisada por partes, possui sequências fracas, com erros no roteiro e nas atuações. A história se desenvolve rapidamente, deixando o mistério um pouco de lado. Além disso, o personagem de Rossetti, diagnosticado com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, não passa a imagem de uma criança doente, mas sim mimada e irritante.

Aliás, tornar Alberto uma criança foi, talvez, uma das mudanças mais radicais em relação ao livro. Na obra de Lúcia Machado de Almeida, o personagem principal é um jovem estudante de medicina. O diretor Carlo Milani afirmou que a adaptação era “arriscada” e a alteração tornou certas passagens do filme um tanto quanto estranhas, como quando Alberto – aos 12 anos – pilota uma moto cruzando a cidade em uma das tentativas frustradas de pegar o assassino.

Por ser tratar de um livro muito popular, e obrigatório nas escolas brasileiras durante uma época, a adaptação de O Escaravelho do Diabo criou grandes expectativas nos fãs da obra literária, mas falhou ao entregar o produto final. Ainda assim, vale o bom entretenimento, especialmente para àqueles que ainda não leram o original.


Nathalia Araújo – 7° período

II Seminário de Jornalismo Esportivo

A Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (ACERJ) realizou na última sexta-feira (03), no auditório de Furnas, o “II Seminário de Jornalismo Esportivo”. O evento marcou também a comemoração do aniversário da empresa, que completa 99 anos no dia 05 de março.

Com quatro mesas de debates ao longo da tarde, o assunto principal não poderia ser outro: Olimpíadas. Jornalistas brasileiros, como Carlos Eduardo Eboli (CBN) e Iuri Totti destacaram a importância dos Jogos, no que se refere a quebra da monocultura do futebol e a plantar a semente dos esportes Olímpicos no país.

ACERJ debateu as expectativas para as Olimpíadas em seu segundo seminário de jornalismo

ACERJ debateu as expectativas para as Olimpíadas em seu segundo seminário de jornalismo

Os elevados gastos e investimentos com o evento não foram esquecidos. Para Silvio Barsetti (Terra), o Brasil perdeu uma ótima oportunidade de melhorar a condição social. Esse discurso foi reforçado pelos outros integrantes da mesa, contudo, ainda parece existir espaço para o otimismo na esperança de que o legado olímpico seja um impulso a mais para o desenvolvimento educacional e esportivo da nação.

Durante o bate-papo, os componentes da mesa também lembraram a grande oportunidade que as Olimpíadas vão trazer para os jornalistas brasileiros. “As chances de aprendizado serão inúmeras”, destacou Jorge Luiz Rodrigues (SporTV). “Esse é o único evento com possíveis seis ou sete histórias dignas de manchete de capa”.


Jornalistas estrangeiros trazem uma visão diferente.

Uma das novidades em relação ao evento do ano passado, foi a participação de correspondentes estrangeiros baseados no Brasil. Nomes como Tim Vickery (BBC) e German Aranda Milan (El Mundo) participaram da mesa “Correspondentes Internacionais” e levaram aos presentes no auditório um pouco da visão estrangeira sobre o Brasil Olímpico.

Vickery lembrou que o clima em Londres era totalmente negativo nos meses que antecederam os Jogos de 2012. “A população não se sentia parte do evento, mas tudo mudou com a passagem da tocha e aí sim surgiu a magia das Olimpíadas”, conta o jornalista. Já German relatou que que o crescimento acelerado do Brasil ao ser anunciado como sede deu a impressão de que o país iria se dinamizar mais ainda com os grandes eventos esportivos.

Entretanto, para o jornalista, não foi bem isso que aconteceu. Com relatos de casos de violência nas periferias do Rio de Janeiro e casos de corrupção, ele afirmou que “uma cidade que se vende como ‘Maravilhosa’ não pode ter duas caras”. Questões como segurança e deslocamento foram apontadas como a maior preocupação de turistas e atletas durante o evento.

Questionados sobre a possibilidade da retirada de investimentos vindos do exterior ao final das Olimpíadas, a mesa – também composta por Mauricio Cannone (La Gazzetta dello Sport) e Manolo Epellbaum (SporTV) – concluiu que o “perigo” é real, mas que a imagem do Rio de Janeiro ainda fornecerá novas formas de ser explorada.

Debora Gares (ESPN), Renata Graciano (Donas da Bola), Cristina Dissat (Fim de Jogo), Martha Esteves (O Dia) e Camila Carelli (Rádio Globo) deba

Debora Gares (ESPN), Renata Graciano (Donas da Bola), Cristina Dissat (Fim de Jogo), Martha Esteves (O Dia) e Camila Carelli (Rádio Globo) deba

Deixando um pouco de lado o assunto Olimpíadas, a ACERJ também colocou em debate os desafios das mulheres no Jornalismo Esportivo e o trabalho das assessorias de imprensa. A noite foi encerrada com homenagens aos grandes nomes do jornalismo brasileiro e um coquetel de confraternização.

Confira no vídeo abaixo: organizadores, palestrantes e visitantes falam sobre a importância do II Seminário ACERJ de Jornalismo Esportivo.


Nathalia Araújo- 7º Período