Passageiro é baleado durante assalto a ônibus na Dutra

Um passageiro foi baleado durante um assalto a ônibus, na noite da última quinta-feira (22), na Rodovia Presidente Dutra, perto do bairro Jardim Roma, em Nova Iguaçu. A vítima, Thiago Martins, de 31 anos, ao entregar seu celular, deixou o aparelho cair, o que fez com que um dos bandidos disparasse contra o seu peito.

Segundo informações do 20° BPM (Mesquista), testemunhas disseram que dois bandidos iniciaram o assalto e começaram a recolher os pertences dos passageiros. O crime aconteceu em um ônibus da Viação Linave, que faz o trajeto entre Nova Iguaçu e Queimados.

Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde Thiago passou por cirurgia. (Foto: Facebook/Hospital Geral de Nova Iguaçu)

Após o disparo, os criminosos fugiram e o motorista do ônibus levou Thiago para o Hospital Geral de Nova Iguaçu. A vítima foi submetida a uma cirurgia que durou mais de cinco horas e um rim teve que ser removido. Thiago segue internado no CTI.

Queli Rosa da Silva, moradora do Tinguá, conta que, embora nunca tenha sido assaltada, teme pela sua segurança ao passar pela Dutra para ir trabalhar. “Graças a Deus, nunca aconteceu nada comigo, mas o trajeto que faço para ir trabalhar passando pela Dutra é perigoso e a falta de policiamento no local contribui bastante para isso”, falou a moradora.

Em nota, a Secretaria de Polícia Militar informou que, na noite da última quinta (22), o 20° BPM foi acionado para verificar a entrada de uma pessoa ferida por um disparo de arma no Hospital Geral de Nova Iguaçu. Segundo informações dos policiais, trata-se de uma vítima baleada em um coletivo.

A Polícia Civil também informou que, segundo a 58ª DP, o crime foi registrado e as providências iniciais, como solicitação de imagens e busca de testemunhas, já foram realizadas. A 56ª DP seguirá com as investigações.

Breno Silva – 7º período

Ônibus é sequestrado na Ponte Rio-Niterói na manhã da última terça-feira (20)

O sequestro de um ônibus paralisou o trânsito na Ponte Rio-Niterói na manhã da terça-feira (20). 39 pessoas foram mantidas como reféns por um homem de 20 anos, identificado como William Augusto da Silva.

O criminoso embarcou normalmente às 5h10 no ponto final da viação Galo Branco, no bairro de Alcântara, em São Gonçalo. Antes das 6h, quando o coletivo já estava atravessando a ponte no sentido Rio, o indivíduo teria mandado o motorista parar o veículo e anunciou o sequestro. O criminoso ameaçava colocar fogo no ônibus e, além das garrafas pet com combustível, ele portava um revólver de brinquedo, uma faca e uma arma de choque. 

A Polícia Federal Rodoviária foi acionada às 5h40. Posteriormente, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) chegou ao local por volta das 6h50, para auxiliar na negociação com o sequestrador. Até às 8h30, 6 vítimas tinham sido liberadas, uma delas passou mal e desmaiou em seguida. 

População presa no trânsito parado acompanha a ação dos policiais. (Foto: Reprodução/ Fabiano Rocha – Agência O Globo)

Em um dos momentos em que saiu do veículo, aproximadamente às 9h, o criminoso foi baleado e morto por disparos do atirador de elite do BOPE, que estava posicionado estrategicamente no local. A primeira análise da perícia indicou que foram 6 perfurações, que causaram ferimentos no antebraço direito, no braço esquerdo, na perna esquerda e no tórax do sequestrador.

Atirador de elite do BOPE. (Foto: Reprodução/Gabriel de Paiva-Agência O Globo)

Apesar de alguns reféns terem sido amarrados, as 39 pessoas saíram sem ferimentos, de acordo com a Polícia Militar. As 39 vítimas, incluindo o motorista prestaram depoimentos na Delegacia de Homicídios de Niterói, por volta de 13h30. Já o criminoso, ainda foi levado para o Hospital Souza Aguiar, onde chegou com parada cardiorrespiratória, mas em seguida a equipe médica confirmou o óbito. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal. 

Ainda não se sabe a verdadeira motivação do sequestrador. Até então, a investigação indica que ele apresentava um quadro depressivo. As vítimas afirmaram que o homem parecia desorientado. 

Além do clima de tensão, o sequestro provocou um congestionamento que se estendeu por cerca de 114 km. Por mais que uma reversível tenha sido montada na ponte, os reflexos no trânsito foram sentidos pela população. Foi o caso da universitária Stefanie Oliveira, que soube do acontecimento por meio de um aplicativo de mensagens, quando já estava a caminho da Rio – Niterói.

“Fiquei presa no trânsito indo para o Rio. Saí de casa sem ligar a TV, me mandaram mensagem em um grupo do WhatsApp avisando sobre o sequestro. Perguntei para o motorista se ele estava sabendo, ele confirmou e disse que tinha que continuar. Então, desci do ônibus e voltei para casa”, explica.

Quem também teve sua rotina afetada foi a estudante de Jornalismo Alexia Zveiter, que se atrasou cerca de uma hora e precisou fazer uma rota alternativa.

“Eu saí de casa por volta das 7h, com o intuito de pegar a ponte. Eu entrei no carro com os meus pais e ouvimos no rádio o que estava acontecendo. Escolhemos pegar o catamarã em São Francisco e foi como eu consegui chegar”, conta a jovem que estava a caminho da aula. 

As barcas ficaram com o fluxo mais intenso do que o comum. Segundo, a CCR Barcas, a movimentação aumentou aproximadamente 70%. Mas não foi só em relação ao tráfego que os cidadãos fluminenses foram prejudicados. A realidade violenta do Estado do Rio de Janeiro já não é algo novo. A situação ocorrida na última terça-feira (20) é semelhante ao crime do ônibus 174, que aconteceu em junho de 2000, no bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul carioca. Quase 20 anos depois, fica evidente que a sociedade permanece lidando com o perigo nas ruas do estado.

Júlia Reis – 6º período

Tiroteio nesta terça-feira (20) deixa moradores da grande Tijuca preocupados

Os tiros incessantes começaram por volta da meia noite na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Militar (PM), foi uma guerra entre facções rivais no morro do Turano e ela não foi chamada para intervir.

A moradora do Largo da Segunda Feira, Júlia Ramos, de 23 anos, afirma que quando ouviu o primeiro disparo pensou ser um assalto em sua rua, mas percebeu que os tiros começaram a ficar mais altos como se fossem de uma metralhadora.

“Os tiros estavam muito fortes e muito perto, parecia que estava tendo uma guerra na rua. Durou uns 40 minutos e começou a acalmar quase uma hora da manhã. Tiveram momentos que parava e voltava ainda muito forte. Eu já tinha ouvido confrontos entre morros antes, mas nunca dessa magnitude”, relata.

Guerra entre facções deixa moradores dos arredores preocupados

Para moradores de bairros próximos como Sarizy Vilhalba, de 23 anos, que vive no Rio Comprido, o que aconteceu também foi inédito. Ela que normalmente escuta tiros de onde mora, contou fazer tempo que não ouvia nada parecido.

“Me senti apreensiva. Moro no Rio Comprido e tem tiro com frequência, mas às vezes não é contínuo. Já tem uns meses aí que eu não ouvia nada como foi o dessa madrugada. Demorei até para dormir”, diz.

Preocupada com a situação, Júlia recorreu às redes sociais que acabaram sendo uma forma de tentar saber o que estava acontecendo.

“Tentei acompanhar pelo Alerta Tijucano no Facebook e WhatssApp para conversar com os meus amigos que moram na região e saber se eles estavam escutando, se sabiam de alguma coisa, se estava mais perto de onde eles moram e saber se todos estavam bem”, afirma.

O confronto foi tão intenso que as moradoras não conseguiram deixar de pensar nas pessoas que estavam no meio de todo o confronto. Sarizy compartilha que mesmo morando em uma área mais segura, pensa naqueles que vivem em locais de maior risco. No mesmo sentido, Júlia também não consegue imaginar com se sentiram as pessoas que moram onde aconteceu o tiroteio.

“Se eu que moro no asfalto, em um prédio, senti medo e fiquei assustada nessa proporção, imagina as pessoas que moram lá. São coisas que nós cidadão não podemos fazer nada, só esperar passar e torcer para ficar tudo bem”, diz.

Por enquanto a PM não sabe dizer se tiveram feridos ou mortos depois do confronto.

Anna Clara Magalhães – 6° período

Evento de gastronomia no Rio de Janeiro promete trazer novidades

Em sua nona edição, o Rio Gastronomia volta com novidades para aproximar ainda mais o público e os chefs. Alocado no Píer Mauá, nos armazéns 3 e 4, teve início na sexta feira (16) e vai acontecer pelos dias 17, 18, 22, 23, 24, terminando no domingo (25). Os ingressos podem ser comprados no próprio site do evento.

O Rio Gastronomia tem a participação de food trucks, restaurantes diversificados e opções vegetarianas, com o objetivo de oferecer pratos de grandes nomes da culinária a preços acessíveis. O festival recebe também a Feira das Cachaças, onde se encontra a produção de vários alambiques, e a Feira de Sabores, onde é possível comprar e degustar diversos pratos.

Estima-se um sucesso ainda maior esse ano.
(Foto: Reprodução/O Globo)

Para inovar ainda mais, esse ano terá uma maior interação com o público, como o Papo Cozinha: um espaço para bate-papo informal com oportunidade de troca de experiências entre os visitantes e os chefs. Não é preciso se inscrever para participar desta atividade.

A amante de culinária Renata Domingues, de 21 anos, esteve presente no evento do ano passado trabalhando em food truck e como cliente também. “Foi bastante movimentado, trabalhei à beça e provei muitos pratos que meu chefe levava”, conta.

Outras atividades acontecerão em dois auditórios, o Senac e o Santander. O Senac vai receber um bate-papo, palestra, experiência sensorial e aula de colorir nhoque. Já o Santander, vai contar com um workshop de fotografia com o celular, aula de pudim de leite e outras palestras. Todos podem participar, porém devem fazer a inscrição no local com uma hora de antecedência.

“Eu estou muito animada para o desse ano. Se antes o evento já era bom, agora que tem coisas legais para interagir com as pessoas, vai ser melhor ainda.”, diz Renata.

Mas ainda não parou por aí. Outra novidade que o Rio Gastronomia traz é a primeira participação da comida mexicana com o chef Ricardo Muñoz e comida peruana com o chef Javier Ampuero. Também serão dadas aulas práticas de cozinha nos espaços Mesa Brasil Sesc e Cozinha Mão na Massa Senac. Para aqueles que gostam de música, shows ao vivo irão acontecer nos dias 16, 18, 22, 23 e 24.

O evento tem uma mistura de comida com entretenimento que agrada ao público. Em 2018 compareceram mais de 50 mil pessoas, e este ano estima-se que compareçam ainda mais.

Anna Clara Magalhães – 6º período

Rock in Rio terá venda extraordinária de ingressos

Quem não teve a oportunidade de comprar os ingressos do Rock in Rio, agora terá uma nova chance de ir ao maior festival de música do mundo. O RiR irá abrir uma venda extraordinária de ingressos na próxima quinta-feira (08), às 19h, pelo site do evento. Os ingressos custarão R$525 a inteira e R$262,50 a meia entrada.

Os ingressos já tinham sido esgotados em abril, no entanto, alguns clientes ainda não tinham pagado os boletos ou cancelaram. Sendo assim, este lote será vendido para atender pessoas que não tenham conseguido comprar anteriormente. A organização do evento não divulgou quantas entradas e quais dias estarão disponíveis para a compra extraordinária.

O programador, Matheus Bittencourt, comenta que perdeu a primeira venda de ingressos e pretende comprar desta vez. “Fiquei muito animado com esta nova venda de ingresso, pois em abril não pude comprar. Finalmente poderei ter a oportunidade de assistir o show do Red Hot Chili Peppers”, conta.

As vendas dos ingressos serão na próxima quinta-feira (08), às 19h. (Foto: Divulgação oficial)

O Rock in Rio terá como atrações Line-up Drake, Anitta, Bon Jovi, Red Hot Chili Peppers, dentre outros. Os shows acontecerão nos dias 27, 28 e 29 de setembro e 3, 4, 5 e 6 de outubro, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro.

Tainá Valiati – 7° período