Milhares de manifestantes fecham aeroporto em Hong Kong

O aeroporto de Hong Kong foi fechado nesta segunda (12) por conta de um grande protesto contra o governo chinês. Cerca de cinco mil pessoas  ocupam o saguão do aeroporto enquanto centenas de soldados armados tentam reprimir a manifestação. Hong Kong é uma região autônoma da China, com algumas diferenças com relação a Pequim, inclusive utilizando uma moeda própria.

Desde a última sexta (09), os protestos vem aumentando o grau de violência, tanto entre os manifestantes, quanto por parte dos agentes do governo. A China não divulga números oficiais, mas as imagens de grandes multidões gritando palavras de ordem contra o governo têm sido cada vez mais comuns em Hong Kong.

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Manifestantes ocupam aeroporto em protesto contra o governo chinês (Foto: Reprodução/Twitter)

A principal reivindicação do ato é pela democracia na região, que até 1997 era uma colônia britânica. Mesmo tendo acesso a direitos ausentes no resto do país, como liberdade de expressão e um judiciário independente, por exemplo, Hong Kong ainda responde as ordens do presidente Xi Jinping e ao Partido Comunista Chinês.

A especialista em relações internacionais, Juliana Gomes, explica a atual situação do país: “Hong Kong sendo uma região semiautônoma, tem mais liberdades que o resto da China, mas o fato de responderem ao presidente chinês de certa forma, diminui essa liberdade, que só uma improvável independência seria a solução”, explica.

Daniel Fernandes – 8° Período

Trump ordena sanções econômicas totais contra o governo venezuelano

O governo norte-americano anunciou nesta terça-feira (5) o congelamento de todos os ativos da Venezuela nos Estados Unidos. A medida também proíbe transações com as autoridades venezuelanas cujos ativos estejam bloqueados. O presidente Donald Trump enviou uma carta à presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, afirmando a necessidade de impor as sanções. As restrições colocam a Venezuela no mesmo patamar de Coreia do Norte, Irã, Síria e Cuba.

“Decidi que é necessário bloquear as propriedades do governo da Venezuela devido à continuação da usurpação do poder pelo regime ilegítimo de Nicolás Maduro”, afirma Trump.

Trump não reconhece governo venezuelano de Nicolás Maduro e adotou bateria de sanções (Foto: Reprodução/Visual Hunt)

A ordem de sancionar economicamente o governo de Maduro tem como objetivo pressionar ainda mais a saída do presidente venezuelano. Trump foi o primeiro a reconhecer Juan Guaidó, o chefe do Parlamento controlado pela oposição, como presidente interino da Venezuela. A série de sanções americanas à Venezuela começou em 2014, durante o governo de Barack Obama, com uma lei que impôs penalidades contra pessoas responsáveis por violações dos direitos humanos.

Anteriormente, os EUA já haviam sancionado mais de 100 entidades e pessoas ligadas ao regime de Nicolás Maduro. Em 10 de janeiro, após o início do segundo mandato de Maduro, o governo dos EUA impôs sanções à estatal venezuelana PDVSA, que exportava diariamente 500 mil barris de petróleo ultra pesado aos Estados Unidos, onde operava a filial Citgo, cujas contas foram bloqueadas para entrega a Guaidó. 

Ana Carolina Aguiar – 7º período

Irã promete que superará limite de urânio enriquecido daqui até 10 dias

País do Oriente Médio suspendeu algumas regras do acordo nuclear de 2015;  anúncio ocorreu após os EUA acusarem o Teerã por ataque a petroleiros no Golfo de Omã

O governo iraniano anunciou, nesta segunda-feira (17), o que aumentará o seu estoque de urânio enriquecido acima do que havia sido firmado no acordo nuclear de 2015. O Irã não vai mais estabelecer um limite para o volume do material que produz. Essa medida prejudica os esforços da União Europeia de salvar o acordo nuclear internacional conforme crescem tensões militares no Oriente Médio.

Um ano após o presidente Donald Trump ter retirado os EUA do acordo – com a retomada das sanções econômicas – o Irã anunciou, no início de maio, a suspensão de alguns de seus compromissos no Plano de Ação Integral. A Alemanha, França, Reino Unido, Rússia e China permanecem no acordo, apesar da saída dos Estados Unidos.

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Relações entre EUA e Irã estão ainda mais tensionadas (Foto: Google Street View)

O objetivo do país do Oriente Médio é pressionar as potências mundias a renegociarem o acordo, rompido pelos Estados Unidos há pouco mais de um ano. Em maio, o Teerã já tinha quadruplicado sua produção de urânio de baixo enriquecimento. Apesar disso, o Irã afirmou também que pode manter a expansão de seu programa nuclear dentro  dos limites do pacto caso os países europeus colaborarem na compensação das perdas financeiras provenientes de sanções impostas pelos EUA.

Também vale ressaltar que o anúncio vem dias depois de dois navios petroleiros sofrerem ataques no Golfo de Omã – região onde passam  20% de todo o petróleo consumido no mundo – na última quinta-feira (13). O Irã foi acusado pelos EUA e Arábia Saudita de estar por trás dos ataques, porém a alegação foi refutada pelo Teerã.


Ana Carolina Aguiar – 6º período

 

 

Milhares de pessoas protestam em Hong Kong contra projeto de extradições para China

Governo quer aprovar projeto que permite extradições para China continental. A medida gerou nos cidadãos o medo de perder sua independência judicial

Muitas pessoas foram às ruas da antiga colônia britânica no último domingo (9) para protestarem contra a proposta que viabiliza o envio de suspeitos de crimes para serem julgados na China continental. O ato teve a presença de um milhão de manifestantes, segundo os organizadores. A polícia registrou cerca de 240 mil pessoas. O protesto começou às 15h (equivalente à 4h no horário de Brasília), conforme o previsto, e durou sete horas.

Os manifestantes encheram as ruas de Hong Kong vestidos de branco, simbolizando paz e justiça. Muitos seguravam faixas vermelhas escritas com o lema do protesto: Fan song zhong, em mandarim. Faan sung jung em cantonês. No to extradition to China em inglês, significando “Não à extradição à China”. Algumas pessoas também carregavam guarda-chuvas amarelo, que se tornou um símbolo dos protestos pró-democracia que tomaram as principais ruas da cidade por 79 dias em 2014. O ato ficou conhecido como “Revolução dos Guarda-Chuvas”.

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Mobilização foi em grande escala e impactou a história do país  (Foto: Reprodução/Twitter -Laurel Chor)

As emendas, à principio, serão votadas na quarta-feira (12) no Legislativo autônomo e poderiam se tornar lei no fim do mês. A medida alarmou diversos setores sociais em Hong Kong. Estudantes, jornalistas, juristas,empresários  e grupos de defesa dos direitos humanos são críticos à essa decisão e ressaltam a falta de transparência e independência do sistema judicial chinês.

Atualmente nas leis chinesas, é permitido que um detido possa permanecer, durante seis meses, em paradeiro desconhecido, isolado e sem acesso a um advogado. Defensores dos direitos humanos também denunciam detenções arbitrárias e confissões à força.


Ana Carolina Aguiar – 6° período

 

 

Saiba tudo sobre a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2019, que começa hoje

Competição que acontece na França, é a última Copa de Marta e será transmitida pela primeira vez na TV Aberta

A Copa do Mundo de Futebol Feminino, França 2019, começa nesta sexta-feira, às 16h (horário de Brasília). A seleção anfitriã encara a Coreia do Sul no estádio Parc des Princes, em Paris. A Seleção brasileira estreia neste domingo, 9 de junho, contra a Jamaica, na cidade de Grenoble.

Depois, o Brasil ainda encara Austrália e Itália, as outras integrantes do grupo C. Pela primeira vez, o futebol feminino contará com a transmissão das suas partidas no Mundial dentro da TV aberta, através da Rede Globo; o SporTV, na TV fechada, passará os outros jogos da Copa.

Leia Também: Divulgada a convocação da Seleção brasileira feminina para Copa do Mundo na França

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Equipe da Seleção feminina brasileira, que estreia no domingo na Copa do Mundo (Foto: CBF)

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A Copa ainda marca a última da carreira de Marta, a camisa 10 da seleção feminina. Ela pode chegar ao título de maior artilheira nas Copas entre homens e mulheres – soma 15 gols contra 16 do alemão Klose.

A delegação chegou à França na última quarta-feira (5) e treina no Stade Paul Bourgeat, nesta sexta (7), com direito a presença das torcidas local e brasileira. A atacante Marta segue o processo de transição para o campo. Nesta quinta-feira (6), ela realizou atividades separadamente da equipe sob supervisão.

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Ludmila e Thaisa durante treino pela seleção feminina em Grenoble (Foto: CBF)

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Programação da Seleção brasileira na Copa:

9 de junho (domingo) – Brasil x Jamaica  – 10h30 (horário de Brasília);

13 de junho (quinta-feira) – Brasil x Austrália – 13h (horário de Brasília);

18 de junho (terça-feira) – Brasil x Itália – 16h (horário de Brasília).

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Matheus Marques – 7 período

Donald Trump recomenda ao Reino Unido que saia do Brexit sem pagar e sem acordo

Em entrevista à imprensa britânica, presidente americano aconselhou o país a abandonar a União Europeia sem negociação 

Nesta segunda-feira (3), Trump desembarcou no Reino Unido para uma visita de Estado de três dias, onde será recepcionado com honras e participará de um banquete no Palácio de Buckingham, tendo a rainha Elizabeth II como anfitriã. Porém, estão programados protestos contra a visita.  A viagem foi precedida pela declaração polêmica sobre o Brexit e pelo confronto verbal com o prefeito de Londres.

De acordo com o RFI, o presidente americano disse que “se você não conseguir o acordo que você quer, eu sairia” e que “se fosse eles, não pagaria US$ 50 bilhões de dólares” referente ao valor anunciado por Londres como o previsto no orçamento plurianual europeu em curso (2014-2020), que inclui um período de transição, acertado no acordo de divórcio. Apesar do projeto ter sido firmado em novembro entre os britânicos e a União Europeia,  ainda não foi confirmado.

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Trump  já declarou seu apoio ao ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson para substituir Theresa May (Foto: Gage Skidmore/ Visual Hunt)

Além desses pronunciamentos nas entrevistas, Trump também fez um comentário polêmico pelo Twitter em que menciona o prefeito de Londres, Sadiq Stansted, de forma negativa na sua atuação: “Sadiq Khan, que tem sido terrível como prefeito de Londres, criticou estupida e desagradavelmente a visita do presidente dos Estados Unidos, de longe o mais importante aliado do Reino Unido. É um perdedor irrecuperável que deveria se concentrar no combate à onda de criminalidade em Londres, não em mim”, escreveu Trump.

Vale ressaltar que o país passa por uma série de situações que culminam numa complexificação do cenário político, envolvendo a saída da primeira-ministra Theresa May que oficialmente deixará o cargo no próximo dia 7 e o adiamento do Brexit que agora está previsto para acontecer no dia 31 de outubro.


Ana Carolina Aguiar – 6º período

 

Líder indígena brasileiro Raoni visita Papa Francisco no Vaticano

Papa Francisco encontra o líder Raoni Metuktire (foto), da etnia Kayapó, para discutir sobre a Amazônia e questões ambientais

O Papa Francisco recebeu o líder indígena Raoni Metuktire, nesta segunda-feira (27), na Casa Santa Marta, na cidade do Vaticano. O cacique é um grande aliado na defesa da Amazônia e está desde o dia 12 de maio em uma viagem de três semanas pela Europa, onde foi recebido por três chefes de Estado, como o premier francês Emmanuel Macron, e marchou com jovens em favor do clima.

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Abraço sela encontro entre o líder indígena brasileiro Raomi e o Papa Francisco, no Vaticano (Foto: Vatican Media/AFP)

 

Segundo o Vatican News, o compromisso do Papa com o líder do povo Kayapó foi confirmado no último sábado (25) pelo diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti. Ele explica que a reunião é parte da preparação para o Sínodo da Amazônia, que se será realizado entre os dias 6 a 27 de outubro, no Vaticano, com o tema Amazônia: Novos Caminhos para a Igreja e por uma Ecologia Integral. Conforme o O Globo, o encontro com bispos e clérigos de todo o mundo terá como objetivo debater questões como o desmatamento e a situação de povos indígenas.

“Com este encontro, o Papa Francisco quer reiterar sua atenção pela população e pelo meio ambiente da região amazônica”, anunciou o porta-voz do Papa, no último domingo (26).

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A tribo Kayapó, na qual Raomi faz parte e é líder, é uma das ameaçadas pelo agronegócio e por madeireiros. O cacique, de acordo com o G1, além de lutar pelos problemas sofridos pelo seu povo, denuncia a devastação de toda a Amazônia, que está sendo por muito tempo ameaçada pelo desmatamento.

A preocupação do Papa argentino com as ameaças contra a floresta e sua biodiversidade coincide com a de muitas populações amazônicas, como a de Raomi, determinadas a defender sua identidade e seus costumes. Segundo o UOL, esta é a primeira vez que a Igreja Católica oferece oficialmente apoio e atividades concretas em favor do cuidado ambiental.


Natália Pires – 8º período

Atuação do Brasil na crise da Venezuela

Problemas no país vizinho já agitam setores do governo brasileiro

Desde o início do conturbado governo de Nicolás Maduro na Venezuela, o país passa por uma crise sem precedentes. A moeda não vale quase nada, falta comida, remédios e suprimentos básicos. Até as leis já não são mais respeitadas. Nesse cenário, o Brasil se torna um país importante, sendo um dos vizinhos mais poderosos da Venezuela na América do Sul.

Para os  que desejam sair de sua terra natal em busca de uma vida melhor, o Brasil surge como uma opção acessível e viável. A venezuelana Maria Gabriela, que veio com a família para o país em 2017 , conta como está sua vida desde o início da crise, “As pessoas estão morrendo de fome, não tem água, remédios e não tem luz quase o dia inteiro. Maduro passa por cima da constituição, ele foi eleito em janeiro, mas só 30%dos eleitores votaram nele, e mesmo assim foi uma eleição claramente manipulada”, afirma.

Ela diz ainda que a soltura do opositor ao governo, Leopoldo López , pode ser importante para o a situação local, “Leopoldo foi um ótimo líder quando lutou pela liberdade na Venezuela, a libertação dele agora nos deu esperança. Ele e Juan Guaidó (Reconhecido pela comunidade internacional como presidente interino da Venezuela) fazem uma grande força na luta. O problema é que as leis no país já não são cumpridas, tem pouco poder”, explica.

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Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó tem o apoio da comunidade internacional (Foto: Reprodução/Twitter)

O presidente norte-americano, Donald Trump , ameaçou uma intervenção militar na Venezuela, já o Brasil, mesmo estando alinhado com as posições políticas americanas, prefere manter a diplomacia. Como explica o professor e cientista político Guilherme Carvalhido, “O atual governo está de fato na mesma linha de pensamento norte-americano, mas o Brasil não está preparado para entrar em conflito com as forças venezuelanas, talvez apenas como força de paz, como foi no Haiti há alguns anos”, explica o professor.

Ele fala ainda sobre a disposição do exército brasileiro para um conflito militar no país vizinho, “A ultima guerra em que o Brasil foi participante direto foi no século XIX, a guerra do Paraguai. As forças armadas brasileiras não estão dispostas a esses esforços, mesmo o presidente e sua ideologia sendo favoráveis”, diz. Vale lembrar que alguns governos, como Cuba e Rússia são favoráveis à continuidade do governo atual da Venezuela, e aparentemente forneceriam ajuda militar à Maduro.

Daniel Fernandes – 7º Período

Venezuela: Conheça a história da crise que chama a atenção do mundo

Em seu momento mais complicado, cresce a aflição do povo em meio à incerteza sobre a liderança do país

Com o fim do governo de Carlos Perez, em 1993, o novo presidente, Rafael Caldeira, assumiu o poder e decretou anistia aos presos envolvidos em uma tentativa de golpe contra o impopular Perez, organizada pelo grupo paramilitar MBR-200 no ano anterior . Hugo Chávez, líder do grupo, foi solto e ordenou que seus companheiros do MBR-200 largassem as armas. Sua popularidade só cresceu desde então, e em 1998, Chávez foi eleito presidente da Venezuela com 56% dos votos, iniciando seu governo em 1999.

O projeto político chavista era inicialmente de promover a melhoria na qualidade de vida dos mais pobres e melhorar a distribuição de renda, porém as classes mais ricas não ficaram nada satisfeitas, e em 2002, houve uma frustrada tentativa de golpe, comandada pelos militares. Chávez voltou ao poder três dias depois, fortalecido politicamente, o que ajudou em sua reeleição em 2006. Mas os problemas de seu governo começaram a ficar claros em 2011.

Naquele mesmo ano, Chávez descobriu um câncer na região pélvica e iniciou tratamento em Cuba. Ainda assim disputou e ganhou sua quarta eleição. Nesse período começava a ficar famoso outro personagem, à sombra do presidente: Nicolás Maduro. A saúde de Chávez se deteriorava e ele precisou se afastar do comando no país, com isso Maduro foi o escolhido por ele para a continuidade do poder, em meio a uma grande crise devido a queda no valor do petróleo (importantíssimo na economia do país). Com a morte de Chávez em 2013, Maduro assumiu a presidência.

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Protestos contra o governo de Nicolás Maduro em Caracas (Foto: Reprodução/Twitter)

Contando com o apoio de fortes líderes da esquerda latino-americana como Raúl Castro e o ex-presidente brasileiro Lula, Maduro logo começou a sofrer com uma forte crise econômica e a pressão de adversários políticos, especialmente do ex-prefeito de Chacal, Leopoldo Lopez, que já era opositor ao governo, desde Hugo Chávez, e ganhou ainda mais popularidade após a morte do ex-presidente e do início do conturbado governo de Maduro. Na primeira oportunidade, Maduro mandou prender López, acusado de incitação pública de danos à propriedade em um protesto em 2014. Começava ali a repressão de Maduro contra os opositores ao governo.

Desde então, o país se afunda numa crise política, social e econômica. Essa grave crise fez com que alguns venezuelanos deixassem o país, como é o caso da administradora de empresas Maria Gabriela, “Eu e meu esposo éramos donos de uma pequena livraria, tínhamos casa própria, nenhuma dívida, e as crianças estudavam em escola particular. Mas em 2016 tudo ficou ruim para nós, já não dava para pagar a escola, nem o que comer. Fiquei grávida e então decidimos que já não dava para viver lá” explica.

Maduro foi reeleito, mas essa eleição é considerada ilegal e não é reconhecida por grande parte da comunidade internacional, assim, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó se declarou presidente da Venezuela, sendo reconhecido entre outros por Brasil e Estados Unidos.  O próprio Donald Trump ameaça uma intervenção militar, como explica o cientista político Guilherme Carvalhido, “Nos Estados Unidos Essa discussão está enfraquecida agora, por causa dos problemas internos do Trump, é mais comunicativo do que real”, diz.

Daniel Fernandes 7º Período

41 pessoas morrem após avião fazer pouso de emergência na Rússia

Tragédia ocorreu durante pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Sheremetievo, em Moscou, no último domingo (5)

O avião, de modelo Sukhoi Superjet-100, fazia o trajeto entre Moscou e Murmanskde, e é do pertence à empresa aérea russa Aeroflot. As autoridades russas confirmaram a morte de 41 pessoas das 78 que estavam a bordo, deixando também alguns feridos. O avião decolou no Aeroporto Internacional de Sheremetievo, no último domingo (5) às 18h02 (horário local, 12h02 em Brasília), e cerca de meia hora depois retornou ao local, onde realizou uma aterrissagem de emergência.

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Superjet-100 pega fogo após pouso de emergência em aeroporto em Moscou (Foto: Reprodução/Twitter)

O Comitê de Investigação Russa informou que a aeronave contava com 78 pessoas, dentre elas cinco tripulantes, e apenas 37 foram contabilizadas com vida. O passageiro Dmitry Khlebushkin, que estava a bordo do Superjet-100 e conseguiu escapar com vida, afirma em entrevista para a BBC que está muito agradecido aos tripulantes da aeronave pois eles ajudaram alguns passageiros a escapar. Com um grande número de mortos, acidente gerou comoção no país e no mundo, e o presidente russo Vladimir Putin expressou suas condolências às famílias das vítimas ao saber do ocorrido.

De acordo com o El País, a tripulação a bordo informou às agências russas que o piloto precisou voltar para o aeroporto e fazer o pouso de emergência pois um raio havia atingido o avião em pleno voo. Entretanto, a companhia aérea russa Aeroflot fala sobre “razões técnicas”. Inverigadores indicam que a fiação elétrica tenha pegado fogo antes, mas o incêndio consumiu toda a aeronave depois da realização do pouso. A informação foi confirmada por uma fonte da agência de notícias Interfax.

As caixas-pretas da aeronave foram encontradas nesta segunda-feira (6), segundo o G1, e autoridades afirmam que a recuperação das informações para análise do caso deve levar de duas a quatro semanas.

Vídeo de rede social feito por passageiro de dentro da avião mostra o fogo na aeronave (Fonte: Reprodução/Twitter)


Natália Pires – 8º período