Cidades tem manifestações contra reformas do governo

Atos contra os cortes na educação e a reforma da previdência marcaram a manhã desta terça (13) em diversas cidades brasileiras. Os principais organizadores dos protestos são entidades estudantis e sindicatos de variados setores.

Desde maio, o presidente Jair Bolsonaro vem anunciando cortes significativos na educação, especialmente com relação às universidades federais. Além dessa reivindicação, a votação favorável à reforma da previdência também é um dos grandes alvos das manifestações.

Protestos contra reforma da previdência e cortes na educação se espalham pelo Brasil nesta quinta (Foto: Reprodução/Twitter)

O estudante de comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Matheus Souza, fala sobre os protestos: “O ato é principalmente contra algumas atitudes do governo, que ao nosso ver são extremamente prejudiciais para a educação, principalmente, para quem não pode pagar por uma faculdade particular”, comenta.

Algumas consequências dos cortes na educação já podem ser sentidos pelos estudantes. É o que comenta a aluna do curso de Publicidade, Anna da Costa: “Os efeitos já estão acontecendo, pesquisas das áreas científicas, por exemplo, estão sendo perdidas pela falta de investimento”, lamenta.

Daniel Fernandes – 8° Período

Câmara retoma discussão da Reforma da Previdência

Com o reinício das atividades no Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados retoma nesta terça-feira (06) o debate acerca da Reforma da Previdência. Aprovada mês passado, em primeiro turno, com larga vantagem de votos, 379 a 131, a proposta de emenda à constituição (PEC) precisa agora ser votada em segundo turno antes de seguir para o Senado.

Prevista para começar às 13h, a sessão desta terça deve iniciar com a análise do pedido de dispensa do intervalo de cinco sessões entre o primeiro e o segundo do turno, medida que visa acelerar o trâmite da proposta. Completada esta etapa, uma segunda sessão será aberta a fim de analisar o conteúdo da PEC. A expectativa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do governo é que a matéria seja encerrada na casa até quarta-feira (07).

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante sessão para análise de emendas à Reforma no plenário da Câmara dos Deputados. (Foto: Reprodução/BBC Brasil)

Contudo, a finalização da pauta na Câmara pode demorar um pouco mais. Isso porque apesar do desejo dos partidos aliados em manter o texto aprovado em primeiro turno, deputados de oposição pretendem apresentar sete destaques a fim de modificar a proposta em segundo turno. Além disso, estratégias de obstrução – medidas previstas no regimento que objetivam retardar votações – também devem ser utilizadas pela oposição, como pedidos de retirada do projeto da pauta e de adiamento da discussão.

Em entrevista a Agência Brasil, a líder da minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), afirmou que os destaques visam retirar trechos de quatro itens do texto: pensão para mulheres, aposentadorias especiais, pensão por morte e as regras de transição. De acordo com Jandira, a oposição vai lutar para que sejam reduzidos os “danos” ao trabalhador. “Espero que neste recesso os parlamentares tenham sido sensibilizados nas suas bases para alguns temas que, na minha opinião, são muito cruéis”, comenta a deputada.

Durante o recesso parlamentar, a Reforma da Previdência passou longe de ser a prioridade de Bolsonaro em declarações públicas. O presidente se sobressaiu após falas polêmicas, como quando disse em um café com jornalistas no dia 19 de julho que “fome no Brasil é mentira” – declaração reafirmada por Bolsonaro nesta segunda-feira (05) em seu Twitter.

Apesar do temor de um possível desgaste da reforma por conta disso, o cientista político Guilherme Carvalhido avalia que tais declarações não afetam de maneira significativa seu trâmite. Isso porque, para Carvalhido, o Congresso está assumindo a Reforma da Previdência como um ato do Legislativo, tentando se desvincular do poder Executivo. “Dessa forma, a agenda da Reforma será mantida, recebendo críticas dos parlamentares, mas sem colocar em risco a aprovação da matéria”.

Vale lembrar que a reforma ainda precisa passar pelo Senado Federal. Nessa segunda-feira (05), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou pelo twitter que a expectativa do governo é que a reforma seja analisada, em primeiro turno até 30 de setembro. Segundo Alcolumbre, após a conclusão da votação na Câmara, a PEC será analisada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Uma das alterações previstas é a inclusão de estados e municípios na reforma. Caso o tema seja aprovado, esse trecho deve tramitar em separado para não causar impacto na andamento do texto-base.

Leandro Victor – 7º período

Após cortes, UFRJ corre risco de paralisar atividades no hospital Universitário

A reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Denise Pires de Carvalho, admitiu em declaração ao G1, nesta segunda-feira(5), que a situação da Universidade é difícil. Segundo Denise, devido a falta de recursos financeiros, há possibilidade da Universidade paralisar algumas de suas atividades ainda no mês de agosto.

Hospitais universitários correm risco de paralisar algumas atividades devido a baixo orçamento. (Fonte:Twitter/@Hucff_UFRJ)

O semestre começou nesta segunda-feira e a situação da instituição é preocupante. A falta de orçamento para o pagamento de serviços básicos como segurança e limpeza tem gerado problemas para o bom funcionamento da Universidade. Prova disso, é que há menos de uma semana foram flagrados roubos ao laboratório no Campus do Fundão.

Apesar das dificuldades na instituição de ensino, a situação mais preocupante ainda é a dos hospitais universitários. Sem poder oferecer condições básicas para intervenções cirúrgicas, as unidades podem parar de realizar tais procedimentos.

Cortes

De acordo com a reitora, a Universidade recebeu apenas 40% do orçamento previsto. Vale lembrar que a UFRJ foi uma das 63 universidades afetadas pelo bloqueio por parte do Ministério da educação(MEC), sofrendo redução de 41% da verba prevista. Em sua declaração, Denise fez um apelo para que o MEC libere R$ 10 milhões do orçamento inicialmente previsto para arcar com os custos de manutenção da instituição.

Segundo informações dadas por alunos da UFRJ a reportagem da Agência UVA, foi enviado aos estudantes um e-mail que fala sobre o aumento da tarifa de energia elétrica e dá instruções para evitar o consumo desnecessário de energia. Apesar de não citar explicitamente os cortes como um dos motivos para a medida, os alunos procurados acreditam que esse seja o principal motivo para esse apelo.

Felipe Pereira – 8º Período

ENEM: Selecionados para segundo semestre de 2019 devem se matricular até esta segunda (17)

Vestibulandos devem efetivar a matrícula de imediato caso estejam na lista de aprovados

Candidatos as vagas no Sistema de Seleção Unificada (SISU), do segundo semestre de 2019, devem concluir suas matrículas na universidade até está segunda-feira (17), caso contrário, o aluno perderá a vaga na instituição pública. A lista de selecionados permanece no site do Sisu, onde o candidato também possui acesso a seu boletim.

LEIA MAIS: Inscrições abertas para SISU do segundo semestre de 2019

Site oficial do SISU, local onde o aluno poderá verificar a lista de selecionados as vagas nas instituições públicas.
Foto: Reprodução/Site Sisu/Ministério da Educação)

Também se encerra nesta segunda-feira(17),o período para se candidatar a lista de espera, caso o aluno não tenha sido selecionado a nenhuma vaga, ele ainda possui a oportunidade de aguardar a liberação de vagas nas universidade, em caso de desistências.

Acompanhe o cronograma pelo site oficial do SISU

LEIA MAIS: Ministério da educação anuncia corte de verbas de três universidades Federais

Priscilla Romana – 7° Período

Bolsonaro demite General Santos Cruz da Secretaria de Governo

Militar era alvo de ataques de Olavo de Carvalho e do filho do presidente Carlos Bolsonaro. Ele é o terceiro ministro a deixar o governo

A saída do Secretário Geral da Presidência da República, general Carlos Alberto Santos Cruz, ocorreu nesta quinta-feira (13). Essa foi a primeira baixa de um militar do governo.  Santos Cruz é o terceiro ministro a deixar a gestão Bolsonaro, após as demissões do ex-ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, e secretário-geral , Gustavo Bebianno.

Santos Cruz foi comunicado de sua demissão em uma reunião com o presidente, da qual também participaram os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva , e do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno . O general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, assumiu o cargo, comandante militar do Sudeste.

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Santos Cruz é o terceiro ministro a deixar o governo Bolsonaro em seis meses de gestão (Foto: Reprodução/ Agência Brasil)

De acordo com o Globo, os militares integrantes do governo atuaram para manter Santos Cruz no cargo. No entanto, internamente, Bolsonaro estaria emitindo sinais de “irritação” com a reação em grupo dos militares às críticas de Olavo de Carvalho, que comandou os ataques Santos Cruz e o vice-presidente Hamilton Mourão.

O cientista político Guilherme Carvalhido afirma que a presença de conflitos internos dentro de um governo reflete em divergências no tocante à governabilidade. “Há sempre divergências, mas dependendo de como elas são encaradas e resolvidas, poderá dificultar a gestão. E, no caso do governo Bolsonaro, tem dificultado.”

Ana Carolina Aguiar – 6º período

Confira o gabarito do primeiro exame de qualificação UERJ 2020

Alunos compareceram em universidades para a realização do 1° exame do vestibular da Universidade Estadual do Rio de Janeiro para 2020

Aproximadamente 64 mil estudantes realizaram no último domingo (9) a primeira fase do exame da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Segundo o G1, foram o total de 64,2 mil candidatos inscritos e 6,4% não compareceram na prova.

O site oficial da UERJ disponibilizou no mesmo dia o caderno de questões e o gabarito completo da prova, para que os alunos fizessem a consulta. Veja no link.

Lembrando que a UERJ possui uma ampla diversidade de cursos. Diversos alunos sonham em estudar na instituição, por ser a mais renomada faculdade pública do estado Rio de Janeiro. Veja a lista de cursos que os candidatos podem optar.

Saiba mais:

Os números da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Fonte: Reprodução/Site UERJ)


Priscilla Romana – 7º período

Colégio em Nilópolis realiza evento para valorizar a cultura indígena

Estudantes apresentaram danças e peças teatrais, além de receberem a presença de uma indígena da tribo Fulni-ô

O ano de 2019 foi constituído o “Ano Internacional das Línguas Indígenas”. Em virtude disso, o Colégio Estadual Aydano de Almeida, em Nilópolis – RJ, realizou no dia 04 de junho, o projeto A Comunicação Sempre Acrescenta. Com objetivo de valorizar a cultura indígena, o evento apresentou inúmeras atrações realizadas  pelos estudantes.

Painel representando o Projeto (Foto: Gabriel Murillo / Agência UVA)

Os alunos estavam caracterizados de índios, com direito à pintura facial, cocar e penas. Houve danças e apresentações teatrais. Uma versão de Iracema, obra de José de Alencar, foi encenada, além de uma peça sobre a tragédia em Brumadinho, que afetou alguns  aborígines que viviam próximos à região. Além disso,  alguns estudantes apresentaram Freestysle e Beatbox sobre a cultura indígena.

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Alunos da escola em apresentação. Foto: Gabriel Murillo / Agência UVA

Para muitos discentes, o evento foi muito gratificante, é o que comenta a aluna Mariana Goulart, de 17 anos. “Um professor meu de filosofia sempre dizia que quanto mais cultura você conhece, menos preconceituoso você se torna, então esse projeto foi de grande valia”. 

Representação da tragédia de Brumadinho – MG. (Foto: Gabriel Murillo / Agência UVA)

A diretora geral Viviane Balducci elogiou o empenho dos alunos. “Todos se envolveram muito, fizeram trabalhos lindos, se caracterizaram. Foi muito gratificante viver um pouco da cultura indígena dentro da escola”.

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O projeto se propôs a valorizar a cultura indígena. (Foto: Gabriel Murillo)

Um dos momentos mais impactantes do evento foi a palestra da indígena Salma Pontes, integrante da tribo Fulni-ô. Conhecida pelo nome nativo de Nwda, ela compartilhou um pouco de sua cultura. “Quando participo de palestras, gosto muito de interagir com as pessoas. Notei que os alunos estavam bem interessados, fizeram boas perguntas”.

Palestra com a indígena Salma Pontes. Foto: Gabriel Murillo / Agência UVA

Salma expôs sua luta pelos direitos dos povos aborígines . “Os governantes querem acabar cada vez mais com os indígenas, mas a gente vem lutando para a nossa visibilidade, porque atualmente o povo indígena é invisível”.

A indígena Salma Pontes vem lutando pelos direitos dos povos aborígines e, especificamente, os das mulheres. (Foto: Gabriel Murillo / Agência Uva)

Salma também declarou sua insatisfação com o trabalho da FUNAI (Fundação Nacional do Índio). “O objetivo da FUNAI é demarcar terras e impedir a invasão do homem branco, mas isso não acontece. Qual é o papel da FUNAI? Seu papel, ela não assume”.

As diretoras Viviane Balducci e Tônia Azevedo ficaram muito felizes com a presença da indígena Salma Pontes. (Foto: Gabriel Murillo / Agência UVA)

O aluno Alexsandro Carneiro, de 17 anos, compartilha da luta de Salma. “Eu acho indignante ter de fazer um trabalho para lembrar que os fundadores do meu país estão sendo extintos por uma população branca”.

A estudante Bianca Moreira, de 16 anos, também se sente indignada com a condição dos índios no Brasil. “É triste ver mais uma vez a falta de postura, piadinhas e preconceito com a nação indígena. O mais triste é isso”.

Os alunos ficaram encantados com a visita da indígena Salma Pontes. (Foto: Gabriel Murillo / Agência UVA)

Com o projeto A Comunicação Sempre Acrescenta, os alunos do Colégio  Estadual Aydano de Almeida comprovaram que os indígenas não são invisíveis. É possível enxergar sua luta e ouvir suas vozes.

Exibição de cartaz do projeto. (Foto: Gabriel Murillo / Agência UVA)

“Viva aceso, olhando e conhecendo o mundo que o rodeia, aprendendo como um índio(…) seja uma índio na sabedoria” (Darcy Ribeiro).

Gabriel Murillo Monteiro – 6º Período

Ministério da Educação diz que professores, alunos e pais não podem divulgar protestos

Nota publicada afirma que instituições públicas de ensino não podem promover movimentos políticos

Na tarde desta quinta-feira (30) o Ministério da Educação (MEC) emitiu uma nota oficial em que critica a divulgação de protestos político-partidários e incentivo da participação de alunos em manifestações. Segundo eles, os professores, servidores, funcionários, alunos, pais e responsáveis não são autorizados a estimular protestos durante o horário escolar. Além disso, orientam a população a realizar denúncias caso identifiquem a divulgação de eventos desse cunho.

A nota ainda menciona que os servidores públicos não podem faltar às suas atividades nas instituições de ensino para participarem dos atos. Também destacam que a saída de estudantes, menores de idade, no período letivo precisa de permissão prévia dos responsáveis. À noite, o MEC disse que estava recebendo denúncias sobre alunos e professores que foram coagidos a participar das manifestações, por meio das redes sociais. A ouvidoria do ministério informou que vai analisar e encaminhar aos órgão competentes as 41 denúncias recebidas desde quarta-feira (29).

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O ministro afirmou que os professores coagem a alunos a parciparem das manifestações (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Abraham Weintraub também fez um post no Twitter sobre a situação:

MPF ajuiza ação civil pública (ACP) na Justiça Federal do Rio Grande do Norte

A ação busca a condenação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e da União por danos morais coletivos decorrentes de condutas praticadas desde que ele assumiu a pasta, em abril deste ano. A ACP atenta para o risco democrático, a partir do momento em que discursos desse tipo passam a ser proferidos e considerados normais na sociedade.

Pela complexidade em fixar indenizações a títulos de danos morais coletivos, o Ministério Público Federal estipulou um valor de cinco milhões de reais, levando em conta a reiteração da conduta, o cargo ocupado por Abraham Weintraub e a quantidade de pessoas atingidas

Ana Carolina Aguiar – 6º período

Crivella faz piada sobre ciclovia Tim Maia e causa revolta

Prefeito fez piada relacionando as quedas da ciclovia Tim Maia com os rebaixamentos do Vasco da Gama

Mais uma polêmica declaração do prefeito do Rio de Janeiro chamou a atenção. Na última terça-feira (28), durante um encontro com taxistas no Palácio da Cidade, Marcelo Crivella comparou os desabamentos da ciclovia Tim Maia, que já causaram duas mortes, com os rebaixamentos do time carioca do Vasco da Gama.

O encontro tinha como pauta a criação de normas mais rígidas para a circulação de motoristas de aplicativos de transporte, num momento em que era pressionado pelos taxistas Crivella, para tentar acalmar os ânimos fez piada, “Tem muito vascaíno aqui, não? Eu queria até consultar vocês. O pessoal está me sugerindo aqui de colocar o nome da ciclovia de Vasco da Gama. Está caindo muito!”, declarou o prefeito.

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Prefeito faz declaração polêmica em evento no Palácio da Cidade (Foto: Reprodução/Twitter Prefeitura do Rio)

Pouco tempo depois, Crivella se disse arrependido do comentário, mas piorou ainda mais a situação ao se desculpar com o clube e não com as famílias das vítimas das quedas da ciclovia, “Eu errei, peço desculpas. Eu tenho parentes vascaínos, amigos vascaínos. Foi uma brincadeira inadequada. Eu respeito muito os vascaíno. Tenho familiares meus vascaínos”, afirmou.

A advogada Julianna Nascimento afirma que tanto a declaração, como a tentativa do prefeito de se desculpar são impróprias para um chefe do executivo, “O prefeito Crivella foi infeliz nessa declaração. Esqueceu que houveram mortes nas inúmeras quedas dessa ciclovia. O prefeito não está no cargo para fazer piada, para entreter a população, e sim para trabalhar pelo povo”, afirma Julianna.


Daniel Fernandes – 7° Período

Verbas para a reconstrução do Museu Nacional também são cortadas

A redução será de R$11,9 milhões no total de R$55 milhões, dinheiro este reservado para reerguer o museu

Na manhã dessa quarta-feira (29), foi anunciado o corte de uma parte da verba guardada para a reconstrução do Museu Nacional, localizado em São Cristóvão, Zona norte do Rio de Janeiro. O local que passou por um incêndio no dia 2 de setembro do 2018 e fez com que moradores do Rio, historiadores e arqueólogos ficassem indignados com o ocorrido.

O Governo Federal já tinha informado quanto ao “contingenciamento” no setor da educação, no qual afetou instituições federais do Rio e com essa redução de custos para o Museu, o corte será de 21,63%, que, em reais, seria cerca de R$11,9 milhões, segundo a pesquisa feita pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

LEIA TAMBÉM: Incêndio destrói parte do acervo do Museu Nacional

Estrutura do museu após o incêndio em setembro de 2018
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Pela primeira vez, cinco meses após o incêndio, o palácio que abrigava o Museu Nacional do Rio de Janeiro, foi aberto para a imprensa, e parte do acervo recuperado foi apresentado. Até 2021, o dinheiro reservado de 55 milhões seria utilizados para as obras, mas com essa limitação não será o mesmo. Em 2018, foi informado pelo Ministério da Educação a liberação do valor de R$10 milhões para o museu em casos de urgência, segundo o G1.

Leia mais: Museu Nacional: é possível sim reconstruir


Priscilla Romana – 7° Período