Bolsonaro reduz impostos sobre videogames no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que reduz os impostos sobre jogos eletrônicos e acessórios relacionados nessa última quinta-feira (15). Com a mudança, as alíquotas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em cima dos videogames, que antes variavam de 20% a 50%, agora passam a ficar entre 16% e 40%.

Consoles e máquinas de jogos eletrônicos tiveram o seu IPI reduzido de 50% para 40%. Acessórios e partes de videogames tiveram uma diminuição de 40% para 32%. Máquinas e partes de videogames portáteis ou com telas incorporadas contaram com uma redução de 20% para 16%.

A expectativa é de que a redução dos impostos movimente o mercado dos jogos eletrônicos.

Bolsonaro se pronunciou publicamente a respeito do decreto em sua conta oficial no Twitter na manhã desta sexta-feira (16). “Sei que é pouco, mas temos que seguir critérios. Acredito que o volume arrecadado não deva se alterar, tendo em vista o aumento da demanda”, comenta o presidente.

A redução de impostos sobre os videogames vem sendo uma pauta bastante corriqueira no governo do atual presidente. Além deste caso, o plenário do Senado Federal também se encontra analisando a aprovação da PEC 51/2017, que pretende isentar de qualquer imposto os jogos e consoles eletrônicos fabricados dentro do Brasil.

A reação do público em relação a essa nova mudança vem sendo bem conflitante, principalmente entre os fãs mais assíduos de jogos eletrônicos. Para a estudante de psicologia, Shelen Vale, existem outros problemas a serem tratados com mais urgência. Já para o aluno de publicidade, Lucas Mertens, a redução é positiva, pois “pode gerar uma maior circulação de dinheiro e oportunidades de investimento na área”, comenta.

Rhuan Bastos – 6° período

Privacidade de dados na internet: a questão que todos precisam saber

Novo documentário da Netflix sobre desinformação na internet, The Great Hack – ou Privacidade Hackeada – evidencia a temática e retoma a discussão sobre um dos casos mais enigmáticos da nossa era virtual: o da utilização de dados de mais de 87 milhões de usuários para manipulação em campanhas eleitorais pela Cambridge Analytica. A revelação em março de 2018 – a partir de uma investigação jornalística dos jornais New York Times e The Guardian – de que a empresa obteve ilegalmente informações por meio do Facebook, colocou também a rede social no pano de fundo de uma extensa polêmica desde então.

A partir de testes de personalidade realizados no Facebook – mídia que hoje conta com mais de 2,3 bilhões de usuários diários – a empresa britânica Cambridge Analytica traçou minuciosamente perfis psicológicos de eleitores dos Estados Unidos, na campanha do então candidato à presidência Donald Trump e, no Reino Unido, na campanha de saída do país da União Europeia (episódio conhecido como Brexit). Não obstante, os métodos da empresa também atingiram outras campanhas políticas ao redor do mundo como a de Trindade e Tobago (2009) e a da Argetina (2015) – casos também destacados no documentário.

Capa do documentário americano The Great Hack (Privacidade Hackeada, em português)

Apesar de ter anunciado o fim de suas operações meses após o escândalo, as possíveis implicações morais e legais da atuação da Cambridge Analytica ainda são objeto de investigação. Recentemente, foi divulgado que um aplicativo que utiliza inteligência artificial para modificar o rosto das pessoas de forma cômica, poderia ser terrivelmente nocivo no que se refere à privacidade, o que preocupou muitos usuários brasileiros. Será que realmente há privacidade no mundo virtual? Até que ponto nossos dados estão 100% seguros?

Para o diretor do centro de pesquisa em direito e tecnologia InternetLab, Francisco Brito, a resolução desse problema deve partir, sobretudo, do governo. “É papel do Estado regular e proteger o cidadão. O usuário deve estar mais atento sim, mas é importante não culpabilizá-lo pelos problemas de mau uso de seus dados”, afirma Francisco. Nesse sentido, ele destaca a importância da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil, legislação aprovada em 2018, mas que só entrará em vigor a partir de agosto de 2019. “Acho que ela protege o cidadão a medida que implementa regras básicas, como a necessidade de consentimento ou regulamentação de hipóteses em que a permissão não é requerida”, diz o diretor.

Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso em foto gerada pelo aplicativo FaceApp

Os recentes avanços da inteligência artificial, possibilitados pelo extenso número de dados disponíveis e, sobretudo, pelos algoritmos avançados, também facilitam as táticas corporativas de marketing que miram o usuário. Dessa forma, produções como o documentário Privacidade Hackeada são importantes para conscientizar os cidadãos acerca da temática, como comenta a pesquisadora de tecnologia e comunicação Adriane Figueirola: “Isso tudo nos faz pensar, nesse momento ainda muito incipiente, que cada vez mais as estratégias serão hiper segmentadas e que os dados podem ajudar muito o marketing a usar metodologias precisas para atingir o funil de vendas”, comenta Adriane.

Leandro Victor – 7º período

WhatsApp e Instagram vão mudar de nome

O WhatsApp e o Instagram serão renomeados e chamados de “WhatsApp do Facebook” e “Instagram do Facebook”. A mudança tem como objetivo que os usuários saibam que ambos os aplicativos pertencem ao Facebook. A confirmação veio da própria empresa através do site The Verge. “Queremos ser claros sobre os produtos e serviços que são parte do Facebook”, disse a companhia em comunicado oficial.

Inicialmente, os aplicativos não terão seus nomes trocados no display dos dispositivos dos usuários, mas nas lojas digitais sim. A troca será realizada tanto na Google Store do Android quanto na App Store da Apple. A Oculus, que também faz parte do conglomerado de Mark Zuckerberg, foi a primeira a receber a mudança em seu nome.

A Oculus é uma empresa focada em realidade virtual. (Foto: Reprodução/Oculus)

Usuária frequente de ambos os aplicativos, Sara Aragão comenta sobre a mudança: “Eu, pessoalmente, não gostei tanto dessa alteração nos nomes. Primeiro porque não tem uma boa sonoridade e segundo que todo mundo vai continuar chamando os aplicativos pelos seus nomes atuais. Afinal, houve apenas uma adição”, disse Sara.

O Facebook comprou o Instagram em 2012 pagando US$ 1 bilhão. Já em 2014, foi a vez do WhatsApp ser adquirido pelo valor total de US$ 22 bilhões.

Breno Silva – 7° período

Apple suspende programa que avalia gravações feitas por usuários através da Siri

A Apple revelou na última semana de julho/19 que contrata prestadores de serviços para ouvir gravações da assistente virtual Siri. O fato foi veiculado em uma reportagem feita pelo The Guardian, ressaltando que é possível ouvir detalhes particulares dos usuários.

O ponto principal da reportagem, de acordo com um dos empregados que trabalhou para o veículo, é que ativações acidentais da Siri podem também ser gravadas e enviadas para os prestadores de serviço. Assim, eles poderiam ouvir informações pessoais dos clientes, que foram transmitidas sem essa intenção.

De acordo com a reportagem, as gravações são guardadas e enviadas para a prestadora de serviços com o objetivo de estudar e analisar os padrões de falas das pessoas. Dessa forma, seria possível melhorar a capacidade de escuta e de interpretação da Siri.

Siri é a assistente virtual da Apple (Foto: Banco de Imagens/Google)

“Já houve inúmeros casos de gravações com discussões privadas entre médicos e pacientes, acordos de negócios, acordos aparentemente criminosos, encontros sexuais e por aí vai”, disse o informante. “Estas gravações são acompanhadas por dados de usuário mostrando local, detalhes de contato, e dados de aplicativo.”

A fonte também falou que a companhia terceirizada não orienta que seus funcionários mantenham a privacidade dos usuários da Apple, o que poderia gerar consequências ruins. “Se houver alguém com intenções nefastas, não seria difícil identificá-las”, disse a fonte.

Ao site The Verge, a Apple comunicou que está suspendendo temporariamente o processo de avaliação da Siri. “Estamos comprometidos em trazer uma ótima experiência com Siri enquanto protegemos a privacidade de usuários”, diz o comunicado.

“Enquanto conduzimos uma análise aprofundada, estamos suspendendo globalmente a avaliação da Siri. Adicionalmente, como parte de um update de software futuro, usuários terão a habilidade de escolher se participam ou não da avaliação”, disse a empresa.

A Amazon e o Google também possuem programas de avaliação via assistente virtual que analisam gravações de seus usuários. A diferença é que os consumidores escolhem se querem ou não participar do processo.

Breno Silva – 7° período

Bandai Namco anuncia lançamento de estúdio para desenvolvimento de jogos mobile

A Bandai Namco Entertainment anunciou que irá abrir um estúdio direcionado para o desenvolvimento de jogos mobile. O estúdio, chamado de Bandai Namco Mobile, será estabelecido em Barcelona, na Espanha, com o objetivo de criar, desenvolver e distribuir jogos para dispositivos móveis para mercados além do asiático.

O Diretor de Operações da Bandai, Tatsuya Kubota, comentou sobre a nova empreitada da companhia: “A escolha de se estabelecer em Barcelona não foi difícil. A cidade não é apenas uma das mais bonitas no mundo, mas também é um pólo para desenvolvimento de videogames internacionais e lar para o melhor talento que a indústria mobile pode oferecer.”

A Bandai Namco é uma desenvolvedora japonesa fundada em 2006. (Foto: Bandai Namco/Divulgação)

Dentre as propriedades intelectuais de posse da Bandai Namco estão títulos como: Naruto, One Piece e Dragon Ball. A expectativa é que essas marcas ganhem jogos pelo estúdio, que deve ser inaugurado em 2020, após importantes contratações.

Breno Silva – 7° período

15a SECOM tem debate sobre rádio na web e podcasts

Conversa, durante a Semana da Comunicação, reuniu jornalistas e produtores de podcasts que debateram sobre o futuro do rádio na web

“O rádio e a internet: como o clássico sobrevive à modernidade” foi o tema da palestra que aconteceu na manhã dessa terça feira (21), no auditório da UVA Tijuca, e abriu o segundo dia da SECOM (Semana da Comunicação), em sua 15a edição, que esse ano possui como tema a Tecnologia 4.0.

Participaram do evento o repórter e colunista da Rádio Band News FM, Gustavo Sleman, o mentor do BRIO, blog e podcast sobre o mercado jornalístico, Júlio Lobianco, e Beto Estrada, o criador e apresentador de uns dos mais antigos e maiores podcasts do país, o “Matando Robôs Gigantes”. A conversa foi moderada pela professora de Radiojornalismo da UVA, Mônica Nunes, que também coordena a Rádio UVA.

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Beto Estrada, Gustavo Sleman e Júlio Lobianco durante a palestra, no palco da SECOM com professora Mônica Nunes que mediou o evento (Foto: Analice Ferreira)

O trio abordou como os podcasts são a evolução natural da rádio tradicional na era da internet, e ressaltaram a tendência de crescimento do mercado e no investimento de conteúdo nesse tipo de mídia, causando a popularização dos podcast.

O termo podcast surgiu faz mais de 10 anos e já é popular em muitos países, como os EUA por exemplo. Depois de anos com uma presença tímida, com o espaço e divulgação das plataformas digitais, tem apresentado um salto de audiência no Brasil.

Os palestrantes também compartilharam suas trajetórias pessoais de trabalho na área e dicas de como empreender na área.

A estudante, Jennifer Lemos, aluna do 7o período de Jornalismo, disse ter adorado conteúdo do evento, principalmente os palestrantes, suas falas, e interações com alunos.

“Acho que a palestra serviu muito para mostrar que alguns meios de comunicação, como o rádio, não está morto. Ele só migrou para a web, especialmente agora no formato podcast. Podemos dizer que este “novo rádio” pode crescer muito e trazer sucesso para profissionais da área”, disse.

Programação
Confira a programação desta quarta-feira (22), terceiro dia da SECOM 2019.

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Matheus Marques – 7o período

Spotify terá função Stories

Novidade do famoso serviço de streaming será inicialmente voltada somente para os artistas

Tendência em aplicativos e redes sociais, o modo stories também sera implementado em um serviço de streaming, o Spotify. A plataforma anunciou o novo recurso, que se chamará Storyline ,e estará disponível nos apps para IOS e Android. O conteúdo será produzido não por usuários, mas unicamente por artistas e gravadoras, com o intuito de melhorar a experiência do ouvinte e coloca-lo em contato direto com o artista que produziu a música.

Ao contrário de Instagram, Snapchat, e Facebook, os stories estarão no ar por tempo indeterminado, trazendo informações, curiosidades, imagens, e a letra das músicas que estão sendo executadas pelo aplicativo no momento. A ferramente já está em fase de avaliação, sendo testada por alguns usuários do aplicativo nos Estados Unidos. Ainda não há datas ou previsões para o lançamento da função em todos os celulares

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Popular serviço de streaming musical terá modo stories     Fonte:Spotify

Facebook apresenta novidades e lança rival do Tinder no Brasil

Messenger ganha versão para desktop e se junta a Instagram e Whatsapp

Em evento anual, realizado nesta terça (30), o presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, divulgou novidades sobre o Messenger, prometendo ser um aplicativo de conversas mais rápidas, e também apresentou a nova cara do Facebook. Inicialmente as mudanças começarão no app e posteriormente no site , o que poderá ser notado é o predomínio da cor branca, em vez de azul. 

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Com anúncio de novo formato, o aplicativo poderá ser atualizado por usuários ainda este mês no país  (Foto:Divulgação/Twitter)

Na abertura do encontro , o presidente-executivo disse que “o futuro é privado”, referindo-se a novidades dentro da plataforma. Segundo o Jornalista Thiago Lavado do G1, o novo Messenger e Facebook foram refeitos do zero e serão lançados dentro de alguns meses, mas Zuckerberg não deixou claro se todas as novidades preparadas para o aplicativo serão lançadas ao mesmo tempo.

Dentre as principais mudanças estão: Grupos mais destacados na plataforma, com isso o público poderá tirar duvidas e trocar ideias com pessoas que estejam buscando pelos mesmos assuntos. O messenger ainda ganhará uma versão especial para desktop e também será possível que amigos assistam a um mesmo vídeo dentro do aplicativo ao mesmo tempo.

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Versão para desktop do messenger, onde usuários poderão se comunicar com  mais pessoas ao mesmo tempo  (Foto: Divulgação/twitter)

Dating (encontros)

Com o intuito de competir com o já conhecido Tinder, o serviço de relacionamento online funcionará dentro do próprio aplicativo do Facebook , destinado apenas para maiores de 18 anos. Depois de ter sido anunciada oficialmente no ano passado para um período de testes, a plataforma chega para outros 13 países, além do Brasil, neste ano.

Preservar o sigilo de seus usuários é fundamental para essa criação de Charmaine Hung, diretora de produto responsável pelo serviço. Embora o “Dating” funcione dentro do próprio app do Facebook, apenas duas informações são trazidas da rede social e deixadas públicas: nome e idade, informou com exclusividade o portal  G1 na tarde de anúncio.

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Dating promete ser o app mais sigiloso no segmento de namoro (Foto: Divulgação/Twitter)


 

Eric Macedo – 8º Período

 

 

 

Sony vai suspender venda de jogos digitais por varejistas

Nova política começa a partir de abril deste ano

A Sony informou que não venderá mais códigos de jogos digitais de Playstation 4 nas redes de varejos. A companhia explica que a decisão foi tomada para “alinhar negócios-chave globalmente”.

Os usuários da plataforma terão que adquirir os jogos diretamente na Playstation Network (PSN), através de pagamentos feitos por cartões de crédito. Caso não queiram inserir os dados de seus cartões, os jogadores terão que comprar a moeda virtual em uma loja, resgatar o código na PSN e então efetuar o pagamento do jogo.

Jogos digitais apenas na Playstation Network (PSN) Foto: Reprodução / Playstation

As especulações de que a Sony poderia tomar tal atitude começaram na semana passada, quando o usuário do Twitter @Wario64 postou um memorando da empresa GameStop, uma das principais varejistas de jogos nos Estados Unidos, que explicava as mudanças ocasionadas pela nova política de vendas.

A Sony aconselha a aqueles que fizeram pré-vendas, que alterem o pedido de código digital para mídia física. O documento não deixa explícito se a venda de códigos digitais de jogos também será encerrada em lojas virtuais como Amazon e BestBuy.

A ação tomada pela Sony não deve afetar muito os brasileiros, visto que a maioria dos cartões comercializados no país apenas adicionam fundos à carteira dos clientes.


Breno Silva – 6° Período

Adeus, Windows 7: sistema operacional da Microsoft deixará de receber suporte

A partir de janeiro do próximo ano, empresa não terá mais como ajudar usuário deste sistema operacional. Sugestão é a migração para o Windows 10

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Anúncio foi feito na última terça-feira (19) Foto: Reprodução / Windows

A Microsoft anunciou que a partir de 14 de janeiro de 2020 não vai mais oferecer suporte ao Windows 7, com o intuito de incentivar os usuários a atualizarem seus sistemas para versões mais recentes. A atualização da última terça-feira (19), veio com uma notificação de que o sistema operacional não terá mais proteção.

Embora o Windows fique mais vulnerável a vírus e riscos de seguranças, ainda será possível realizar sua instalação e ativação. O mesmo não pode ser dito sobre o Internet Explorer, que será removido do sistema.

A Microsoft recomenda a aqueles que usam o Windows 7 no ambiente de trabalho que consultem o suporte de implantação do Windows 10 a respeito da mudança. A companhia também recomenda que sejam adquiridos novos dispositivos com uma versão mais nova do sistema operacional instalado.

Durante anos, a Microsoft permitiu a todos os usuários do Windows 7 que atualizassem para o Windows 10. No entanto, o recurso foi removido em 29 de julho de 2016. O Windows 7 foi um dos mais elogiados sistemas operacionais da empresa, sendo considerado por muitos superior ao seu sucessor, Windows 8 que foi alvo de diversas críticas.


Breno Silva – 6º Período