Museu de Arte do Rio reinaugura Biblioteca e Centro de Documentação

A Biblioteca do Museu de Arte do Rio (MAR) retoma suas atividades mostrando aos visitantes um novo ambiente de exposições: o “Espaço Orelha”, que será inaugurado com a primeira mostra individual do artista Mulambö: “Mulambö – Tudo Nosso”.

Biblioteca do Museu de Arte do Rio. (Foto: Divulgação)

O trabalho do artista Mulambö busca valorizar símbolos da periferia do Rio de Janeiro, aproximando sua arte da vida de pessoas que, assim como ele, cresceram longe dos grandes centros. Suas obras são compostas por desenhos e pinturas feitos em diferentes suportes, como papel, papelão, prancha de surfe, bandeira, entre outros.

Obra do artista Mulambö – Série Armas. (Foto: Divulgação)

Além da exposição principal, o evento vai contar com uma feira de publicações independentes e artes gráficas, lançamento de livro, oficina de origami para crianças, oficina de livros de artista e encadernação artística para adultos e adolescentes, sarau e DJ.

Confira a lista de atividades:

  • 10h às 12h: Lançamento do livro Menino Movimento, de Sandra Santos e Denise Calasans e oficina de criação com Maria Rita Valentim e David Benaion. Esta é destinada às crianças de 6 a 9 anos, que poderão experimentar a dobradura para fazer com que o papel tome a forma de alguns animais. As vagas são limitadas e podem ser feitas aqui.
  • 14h às 16h: Oficina Mulamba de Livro de Artista, com André Vargas e Priscilla Souza. Esta oficina será um diálogo com a estética e a ética do trabalho do artista Mulambö. As vagas são limitadas e a faixa etária é a partir dos 14 anos. Para se inscrever, basta clicar no link.
  • 15h às 18h: Oficina de Encadernação artística, com Lia Furtado, da Alavanca, e participação de Cássia de Mattos. Os participantes irão conhecer os materiais e os kits de encadernação feitos artesanalmente pela Alavanca.
  • 10h às 18h: Feira Cardume – Publicações Independentes e Artes Gráficas no MAR. A feira reunirá cerca de 25 expositores que apresentarão ao público, para comercialização, obras gráficas, posters, publicações independentes, cadernos e livros de artista.
  • 14h às 18h: Música Negra Universal – sets musicais com o DJ Marcello MBGroove (Coletivo Vinil é arte). O DJ traz para a programação a mistura de estilos e estéticas sonoras que, ao mesmo tempo, apresentam e homenageiam a produção musical de matriz negra.

Agora, a Biblioteca tem uma nova vocação. Com função multiuso, ela contempla espaços para leitura, pesquisa, exposição e mediação cultural. O evento de inauguração acontece no próximo sábado (24), das 10h às 18h. A entrada é franca.

Thatiana Cordeiro – 6º período

Relatório do IPCC reafirma: a temperatura da Terra está subindo

O documento aborda novamente a meta sugerida pelo IPCC de limitar o aquecimento da Terra em até 1,5°C e discute itens como sustentabilidade, crescimento populacional, desmatamento e hábitos alimentares. Há ênfase para a importância das florestas e para a redução da prática agropecuária.

Considerada a maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica foi destaque no documento. Segundo o IPCC, a meta de não passar de 1,5°C só será possível com a “ajuda” de florestas como a Amazônica, as quais são capazes de realizar o chamado sequestro de carbono: capturar esse gás e lançar oxigênio na atmosfera. O relatório ainda afirma que se o desmatamento da Amazônia atingir 40%, ele se tornaria irreversível.

As florestas tropicais exercem importante papel na regulação da temperatura do planeta. (Foto: reprodução)

Além da já conhecida relação entre desmatamento e aquecimento global, especialistas em clima defendem que para salvar o planeta também é necessário mudar os hábitos alimentares. Este, talvez, seja um dos aspectos mais modernos, com relação ao meio ambiente, com os quais o ser humano precisa se preocupar.

Nesse sentido, a pecuária e o cultivo de arroz são duas questões que merecem atenção. Os bovinos produzem metano, gás que contribui para o aquecimento global, e o liberam em grande quantidade; e a inundação para irrigação das plantações de arroz cria ambiente ideal para bactérias que também produzem metano. Assim, esses dois elementos juntos são responsáveis por cerca de metade das emissões de CO2 na atmosfera.

Campo de arroz no Vietnã. (Foto: reprodução)

A forma como o ser humano se alimenta tem afetado substancialmente o meio ambiente e precisa ser colocada em questão. Para a nutricionista Julia Rabelo, a alimentação não é só uma necessidade biológica dos seres, mas também é um ato político, econômico e social.

“Cada vez mais, a sociedade está percebendo que consumir produtos de origem animal não é ético, sob o ponto de vista dos Direitos Animais, e não é sustentável, já que a pecuária é a principal causadora dos maiores impactos ambientais, afetando negativamente, solo, água e ar”, afirma Julia.

Os estudos apontam para a necessidade de mudanças nos hábitos alimentares. A nutricionista garante que dietas vegetarianas bem planejadas são adequadas do ponto de vista nutricional e podem ser adotadas em todos os ciclos da vida. Inclusive, essa alimentação tem sido utilizada para tratamentos ou prevenção de diversas doenças crônicas.

“A dieta vegetariana é a solução para melhorar a saúde da população e contribui para a redução da exploração animal e dos problemas ambientais”, explica.

A pecuária é a atividade econômica que mais contribui para o aquecimento global. (Foto: reprodução)

Diante disso, partidos da Alemanha discutem a possibilidade de aumentar os impostos sobre a carne, na tentativa de desestimular o consumo deste item. Alguns políticos alemães afirmam que, segundo pesquisas, a quantidade de gases oriundos do setor pecuário pode ser comparada a quantidade gerada pelos meios de transporte.

O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas recomenda a diminuição do consumo de carne; o uso sustentável da terra, evitando a expansão das fronteiras agrícolas e, principalmente, o desmatamento. Além disso, é preciso cessar a queima de combustíveis fósseis, que representam a maior parte do lançamento de CO2 no planeta. No entanto, quanto maior a demora para tomar atitudes, menor é a chance de reverter ou, ao menos, amenizar as consequências do desequilíbrio ambiental.

Thatiana Cordeiro – 6° período

Biblioteca-Parque recebe exposição coletiva de 20 artistas

A Biblioteca-Parque Estadual do Rio de Janeiro, localizada no centro da cidade, inaugura a exposição “Sala de Leitura”, nesta sexta-feira (02). Com a curadoria de Osvaldo Carvalho, as diversas obras têm a proposta de levar o público à refletir sobre o ato de ler, por meio da palavra ou da imagem.

A exposição apresenta pinturas, desenhos, esculturas, fotografias, assemblages, colagens, videoartes, gravuras, objetos e instalações. Além disso, a mostra traz ainda atividades culturais para a abertura, como um flash mob em frente à Biblioteca e a performance de Isabela Frade. Oficinas de arte e rodas de conversa também serão oferecidas ao público.

Obra de Isabela Frade. (Foto: reprodução)

Sob a coordenação de Lia do Rio, a exposição “Sala de Leitura” está aberta das 16h às 19h, nesta sexta-feira (02). De segunda à sábado, até o dia 06 de setembro, a mostra ocorre das 11h às 17h. A Biblioteca Parque está na Av. Presidente Vargas 1.261, Centro, Rio de Janeiro.

Obra de Roberto Tavares. (Foto: reprodução)

Veja os artistas presentes na exposição:

Ana Herter, Angela Rolim, Cecilia Cipriano, Claudia Malaguti, Gilda Lima, Grasi Fernasky, Hudson Lima, Isabela Frade, Jo Iocken, João Moura, Júnia Azevedo, Ligia Calheiros, Luiz Badia, Marciah Rommes, Miro PS, Petrillo, Roberto Tavares, Rosi Baetas, Sandra Macedo e Teresa Stengel.

Thatiana Cordeiro – 6º período

Projeto Praça ocupa o centro do Rio de Janeiro com atividades culturais

A Primeira Feira Literária da Cruz Vermelha vem com o tema “Memórias” e promete oferecer diversos momentos culturais de forma gratuita. Essa iniciativa é uma ação conjunta de pessoas que entendem a Praça da Cruz Vermelha como um espaço vivo de memória social e construção coletiva e, por isso, buscam ocupá-la para tornar a cultura acessível a todos.

Edson
Edson Diniz fará parte da mesa de debate sobre Memória e espaço público. (Foto: Divulgação)

O objetivo da programação na praça é valorizar o espaço, dando a ele um novo significado. Mais do que um lugar de passagem, os coordenadores do Projeto Praça visam mostrar que elas devem ser ocupadas, agregando moradores, trabalhadores, empreendedores, visitantes e turistas a partir da arte e da cultura.

Conceição
Conceição Evaristo estará na mesa “Memória e a construção de identidades e experiências”. (Foto: Divulgação)

Além de ressignificar a função das praças nos dias atuais, o Projeto pretende dar visibilidade a autores e pensadores mais consolidados e conhecidos, e a pequenas editoras e jovens artistas, cujas obras não estão acessíveis ao grande público.

Nesse período, serão apresentados pocket shows, peças teatrais, declamação de poemas e uma mostra de curtas-independentes. Além da feira literária, que acontecerá durante todo o evento, mesas de debate também fazem parte da programação. Food trucks e cervejarias artesanais venderão comidas e bebidas ao público.

Veja a programação completa

Dia 02/08/19 (sexta)

20 horas – Abertura com o Bailão da Descoberta, com Raphael Pippa (voz e violão), Moisés Santos (violino), Raphaela Morret (percussão), Arcanjo (percussão)

Dia 03/08/19 (sábado)

10 às 18 horas – Pé de livro – atividade infantil criada pelo Tear, com uma releitura nossa, com os mediadores: João Gabriel Vianna, Janice Peixoto e Marcos Aurélio dos Santos.

10 às 18 horas – Oficina de arranjos florais com Ana Maria dos Santos.

11 horas – Mesa de Debate: Memória e criação literária com Cristiane Sobral, Sinara Rúbia e mediação de Camila Leite.

14 horas – Todos são poetas na Praça – apresentação de Manoel Herculano.

16 horas – Mesa de debate- Memória e ancestralidade com Tatiana Henrique, Aline Pachamama, Renata Tupinambá (a confirmar) e mediação de Maria Elena Viana Sousa.

18h30 – Mostra de curtas-metragens seguido de bate-papo com os diretores, mediado por Mércia Brito. Filmes: Cabeça blue, Ovos de dinossauro na sala de estar, Elekô, Não me prometa nada e Costureiras.

21h30 – Pocket show – Analuh

Dia 04/08/19 (domingo)

10 horas – Lançamento do livro Travessuras e gostosuras: de quando as crianças ainda brincavam nas ruas, de Ednize Judite, ilustrações de Cristina Quartin.

10 às 18 horas – Pé de livro – atividade infantil criada pelo Tear, com uma releitura nossa, com os mediadores: João Gabriel Vianna, Janice Peixoto e Marcos Aurélio dos Santos.

10 às 18 horas – Oficina de arranjos florais com Ana Maria dos Santos.

11 horas – Mesa de debate – “Memória e a construção de identidades e experiências” com Conceição Evaristo, Sonia Rosa, Zeca Ligiéro. Mediação: Rita Ribes.

14 horas – Show – Os Alacantos 16 horas – Mesa de debate – Memória e espaço público com Eliane Alves Cruz, Edson Diniz, outros participantes a confirmar.

19 horas – Peça Teatral – Iroko com Jeff Fagundes

21 horas – Show de encerramento


Thatiana Cordeiro – 6º período

Agência UVA estreia novo visual e alcança maioridade

A Agência UVA está de cara nova. Nesta segunda-feira (15), a redação experimental da Universidade Veiga de Almeida estreia o seu novo visual, que promete uma experiência ainda melhor ao leitor, especialmente àqueles que navegam pelo celular e tablet. A atualização chega para todos a partir de hoje, às 10h30.

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O professor e coordenador do curso de Jornalismo, Luis Carlos Bittencourt, é um dos grandes entusiastas desta Agência, que completa 18 anos em 2019. Ele conta que ela surgiu como um projeto em uma de suas disciplinas e que foi crescendo até se tornar o que é hoje: “um ambiente de experimentação e prática profissional similar, no contexto educacional, às redações da grande imprensa”.

“Eu posso dizer que hoje na Agência UVA o fato é notícia. Está aí a razão de ser de todos nós, jornalistas. Vida longa à Agência UVA! Viva o Jornalismo!”, conta o professor.

A tecnologia na palma da mão motivou as melhorias do novo site. Para a professora responsável pela Agência, Daniela Oliveira, a evolução dos celulares mostrou que o site precisava acompanhar essa tendência. “Quando o site foi construído, a maioria dos acessos era feito pelo computador. Hoje, mais da metade dos acessos é via mobile. Era preciso fazer essa mudança técnica”, explica Daniela.

Em um ambiente de prática profissional, não poderia ser diferente: o novo layout foi totalmente feito pelos próprios alunos. David Barbosa, aluno da Agência no primeiro semestre de 2019 e recém formado no curso de Publicidade e Propaganda, participou de perto das mudanças. Empenhado, ele criou uma fonte e a nova marca da Agência UVA.

“Foi um desafio. Eu precisei estudar muito para chegar ao resultado final. Ter a fonte e a nova marca sendo lançadas é uma satisfação muito grande e um sentimento de um trabalho bem feito”, conta o aluno.

David não estava sozinho. Esse projeto também envolveu o aluno do oitavo período de Jornalismo e colaborador da Agência, Bruno De Blasi, que cuidou do projeto gráfico do novo site.

“Fico contente em saber que pude participar do projeto do começo ao fim, ajudando a trazer ainda mais qualidade aos conteúdos feitos por todos nós. É uma experiência que vou levar para o resto da vida”, comenta Bruno.

Acompanhe aqui algumas das mudanças:

As mudanças do site já estão no ar, e você pode conferir agora mesmo. Aproveite!


Thatiana Cordeiro (6º período) e Bruno De Blasi (8º período)

Bossa Nova: o legado de João Gilberto para a música mundial

Do Brasil para o mundo, João Gilberto foi um dos grandes responsáveis por colocar a música brasileira em um patamar elevado no cenário internacional

Morreu no último sábado (6), aos 88 anos de idade, o cantor e compositor brasileiro João Gilberto. Ele, que já enfrentava problemas de saúde há algum tempo, morreu na própria casa no Leblon, no Rio de Janeiro, e teve o corpo velado na segunda-feira (8) no Theatro Municipal do Rio.

Considerado o pai da Bossa Nova, João Gilberto reinventou a música brasileira no final dos anos 50, com uma mistura de samba e jazz. O primeiro LP, “Chega de saudade”, foi lançado em 1959 e contou com muitas composições de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Pouco tempo depois, em 1961, já estavam concluídos os outros dois álbuns que, juntos com o primeiro, mostrariam o novo estilo para o mundo: “O amor, o sorriso e a flor” (1960) e “João Gilberto” (1961).

Em 1962, a Bossa Nova foi reconhecida e consagrada internacionalmente, após João Gilberto, Tom Jobim e outros músicos brasileiros participarem de um histórico concerto no Carnegie Hall, em Nova Iorque. Desde então, o estilo é referência de qualidade para músicos de todo o mundo.

João Gilberto
João Gilberto no Carnegie Hall em Nova Iorque, em 2004.       (Foto: AP/reprodução)

Para o pianista e compositor Gustavo Ballesteros, uma das maiores contribuições de João Gilberto para a música brasileira foi a simplicidade. Em oposição aos cantores da época, que eram bastante influenciados pelo canto lírico, ele introduziu um canto mais natural, intimista e próximo da fala.

Ele foi um intérprete diferenciado e influenciou praticamente todos os cantores brasileiros que vieram após ele, dentro e fora da Bossa Nova”, afirma Gustavo.

Apesar de ter nascido de jovens músicos de classe média alta do Rio de Janeiro, e ter ficado marcada como “música para a elite”, fora do Brasil a Bossa Nova era um dos estilos mais ouvidos do mundo. Prova disso é que a música “Garota de Ipanema”, composta por Tom Jobim e letrada por Vinicius de Moraes, em 1962, é a segunda música mais tocada na história, perdendo apenas para “Yesterday”, dos Beatles.

Dono de um legado inegável, João Gilberto, que ganhou o primeiro violão do pai aos 14 anos, agora, vive em outras vozes.


Thatiana Cordeiro – 6º período

 

“A Pequena Travessa” mostra universo lúdico de menina que conversa com animais

Filme alemão estreia nesta quinta (11) e traz a história de Lilli, uma menina dona de um talento raro: falar com os animais

Dirigido por Joachim Masannek, o longa-metragem alemão “A Pequena Travessa”, ou, no original, “Liliane Susewind – Ein tierisches Abenteuer”, é um filme simples e fácil de entender, com uma lição para todos os públicos. A história pode ser um programa interessante para toda a família durante as férias escolares.

A narrativa infantil conta a história de uma menina de 11 anos que tem habilidade para conversar com os animais. O problema é que o talento natural de Lilli (Malu Leicher) cria muitas confusões. Após um burro atrapalhar um evento na cidade, a família de Lilli precisa se mudar, e ela promete aos pais que vai procurar amigos humanos e vai parar de falar com os bichos, a não ser com o seu cachorro Bonsai. Será que essa não seria uma promessa séria demais?

Em uma excursão com a turma do novo colégio, Lilli vai ao zoológico Paradisia, que pode estar com os dias contados, já que os animais estão sendo misteriosamente roubados. Agora, a história se desenrola. A atriz Malu Leicher consegue lidar com naturalidade com o seu talento, o que faz o público se acostumar com algo que não existe na realidade. O fato de ela conversar com os animais é tão natural no filme que quem o assiste não questiona e nem estranha as conversas entre a menina e os bichos.

Para o público adulto, aparentemente a história não é tão atraente. Os pais, que são os personagens com os quais esse público mais se identificaria, apresentam um roteiro fraco. Eles mudam de cidade o tempo todo, por conta dos problemas que a filha arruma, e o pai é sempre bobo. Se os adultos se identificarem, no entanto, com a pequena Lili e suas travessuras, podem se divertir com o programa.

Já para as crianças, as cores, o ambiente do zoológico, os próprios animais e as aventuras são emocionantes. Além disso, o fato de uma menina falar com os animais certamente desperta a imaginação e abre a possibilidade de pensar que isso é realmente possível, o que faz as crianças gostarem da história.

Há ainda uma questão importante que o filme aborda com mais ênfase na parte final. A trama, que é teoricamente infantil, tem uma lição que alcança todas as idades. Mais do que a história das confusões de uma menina que fala com animais, o filme mostra que as pessoas são diferentes e que Lilli não precisava se esconder por ter um talento raro, mas que ela podia usar essa habilidade para ajudar outras pessoas.

Leia também: https://vertentesdocinema.com/a-pequena-travessa-critica/ 


Thatiana Cordeiro – 6º período

ENEM será totalmente digital a partir de 2026

Ministério da Educação anuncia que mudança total só vai ocorrer em 2026, mas que, a partir de 2020, uma parcela dos inscritos já fará a prova em computadores

Na última quarta-feira (3) o Ministério da Educação comunicou uma modificação gradual na forma de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Segundo o governo, um dos objetivos da alteração é possibilitar que mais alunos consigam se inscrever, disponibilizando mais provas ao longo ano.

Pronunciamento oficial do Ministério da Educação sobre o ENEM digital (Vídeo: reprodução/Facebook)

Os primeiros a testarem o novo modelo serão 50 mil candidatos de 15 capitais, o que representa 1% do total de inscritos. Apesar de a prova ser feita no computador, ela vai continuar sendo presencial e o candidato precisará ir até o local designado.

Para o estudante Lucas Cabral, 19, que pretende cursar Educação Física, não faz tanta diferença se a prova é no papel ou no computador, já que as questões são múltipla escolha. Mas, com relação à redação, não parece ser tão vantajoso assim. “Eu acho que não daria certo por causa da redação. Quando eu escrevo à mão, eu exercito mais do que pelo computador”, conta.

O governo acredita nos benefícios do ENEM em formato digital. Será possível reduzir o custo na logística da prova e disponibilizá-la em mais regiões. Além disso, poderão ser utilizados vídeos, gráficos e animações na apresentação das questões, tornando-as mais interativas.

Por outro lado, a implantação do modelo apresenta alguns desafios. Será preciso, por exemplo, garantir que os computadores cheguem às regiões mais isoladas e que alunos sem acesso à informatização não sejam prejudicados.

A estudante Sara Fariña, 19, que decide sobre o vestibular para medicina ou biomedicina, acredita que o formato digital vai diminuir o custo da prova e, por isso, vai ajudar muitos alunos que não têm condições de pagar para se inscrever no exame. Habituada a utilizar o computador, Sarah garante que não teria dificuldades para realizar a prova toda no formato digital.

Vale lembrar que as mudanças começam a acontecer a partir de 2020 e que, portanto, as novas regras não impactam o exame de 2019, que será feito integralmente em papel.


Thatiana Cordeiro – 6º período

Dia de emoção: Casa Ronald McDonald promove evento para comemorar seus 25 anos

Evento reuniu representantes da Instituição e influenciadores digitais em diversas palestras ao longo do dia

Na quarta-feira (26), o Centro de Convenções SulAmérica foi palco da comemoração dos 25 anos da Casa Ronald. O dia contou com a presença dos fundadores da Casa no Rio de Janeiro, Francisco Neves e Sônia Neves, além dos influenciadores digitais Peter, do Canal Ei Nerd; Leo Stronda e Papito, do BBB. Cosplays e o cão surfista Bono foram outras atrações.

 

Evento

Abertura do evento (Foto: Thatiana Cordeiro/Agência UVA)

O superintendente do Instituto Casa Ronald, Francisco Neves, e a presidente voluntária da Casa, Sônia Neves, têm motivos de sobra para comemorar. O trabalho, que começou em 24 de outubro de 1994, com a difícil história desse casal, atingiu um patamar que nem eles imaginavam. Segundo dados do próprio Instituto, a Casa é a primeira da América Latina e já recebeu mais de 3 mil crianças portadoras de câncer.

Casal

Sônia e Francisco Neves, o casal que começou a Casa Ronald há 25 anos. Foto (Thatiana Cordeiro/Agência UVA)

A história do casal é tão bonita quanto difícil. Quem não conhece a trajetória deles nem imagina que já sentiram na pele a dor de cada família que chega à Casa Ronald. Sônia e Francisco lutaram, mas perderam um filho ainda criança na guerra contra o câncer. “Eu precisava dividir o amor que transbordava em mim”, conta emocionada. Eles são a prova de que é possível recomeçar.

Chamada de “A Casa que o amor construiu”, a Instituição vem cumprindo a missão de “dar atenção integral às crianças e adolescentes portadores de câncer e às suas famílias”. Atualmente, 57 hóspedes são atendidos por meio de hospedagem, alimentação, transporte para os hospitais e atendimento psicológico, por exemplo.

Além da Instituição, muitas outras famílias também têm motivos para festejar, e uma delas é a do Eduardo Passos, o Dudu, que conheceu a Casa em um momento delicado da sua vida, quando lutava contra o câncer. Com medo do futuro e sem ter onde ficar no Rio de Janeiro, onde passavam férias, a mãe, Erika Passos, e seu filho, foram acolhidos pela Casa e hoje comemoram a vitória no tratamento.

“Onde eu vou, eu falo da Casa Ronald e digo para todo mundo que o câncer tem cura”, conta a mãe.

Mãe e filho
Mãe e filho foram hóspedes da Casa Ronald (Foto: Thatiana Cordeiro/Agência UVA)

O local não acolhe apenas crianças e adolescentes. Erika passou vários meses com o filho e admite que, sem o apoio que recebeu lá dentro, teria sido muito mais difícil. Além do acompanhamento psicológico, podia fazer as unhas e ir ao cabeleireiro, e garante que estar bonita era uma forma de mostrar ao filho que tudo ia dar certo.

“Quando estamos desarrumadas e acabadas, nossos filhos também acham que está tudo acabado”, afirma Erika.

A Casa Ronald, que tem como objetivo ser “uma casa longe de casa”, definitivamente, não é um lugar triste. Apesar de receber histórias difíceis, de famílias sem esperança e de crianças com medo de morrer, de maneira surpreendente, a Casa respira vida. O voluntário e mediador da cerimônia, Maiko Castro, fala com convicção sobre isso: “eu vejo pequenos milagres todos os dias. Quando eu entro na Casa, eu só penso em viver”.

Francisco e Sônia têm uma história de vitória. “Nós perdemos um filho, mas ganhamos muitos outros, e damos a eles o que gostaríamos de dar aos nossos filhos”, conta Sônia. Agora, Francisco, mais conhecido como Chico, só tem uma pergunta: “Quanto vale a vida de alguém que você não conhece”?

Depois de descobrir a história da Casa Ronald, não restam dúvidas: ela foi realmente construída pelo amor.

 


Gabriel Murillo – 7° período

Thatiana Cordeiro – 6º período

Fotógrafa denuncia crise migratória na fronteira entre México e Estados Unidos

A imagem registrada na última segunda-feira (24) por Julia Le Duc revela o dia a dia de muitas famílias que tentam atravessar a fronteira

A fotógrafa Julia Le Duc registrou pai e filha mortos durante travessia no Rio Grande, entre os Estados Unidos e o México. Óscar Ramírez, sua esposa, Tânia Valdés Ávalos, e a filha, Angie Valeria, aguardavam há mais de dois meses na fila para pedir liberação para entrar no Estado americano.

A busca por uma vida melhor não teve o fim esperado. Vencidos pelo cansaço de aguardar sem previsão, pai e filha atravessaram o rio. Enquanto ele voltava para buscar a mãe da criança, a menina de um ano e onze meses teria pulado de volta na água. Ao tentar salvar a filha, os dois foram arrastados pela correnteza e morreram afogados.

A natureza costuma surpreender. De acordo com o mestre em Geografia Vitor Moura, o Rio Grande, também conhecido como Río Bravo del Norte, não é um local seguro para ser atravessado. Apesar disso, ele é constantemente utilizado pelos imigrantes.

Ele é um corpo hídrico profundo, que passa por um grande desfiladeiro. Além disso, os fluxos dos rios variam muito durante o ano, em virtude da estação, seca ou chuvosa. Essa configuração faz com que as águas se movimentem bastante e tornem a travessia perigosa”, afirma.

Pai e filha encontrados mortos e abraçados  (Foto: reprodução/Twitter)

Além do estado caótico dos acampamentos de migrantes, o endurecimento das normas para conseguir asilo nos Estados Unidos vem aumentando a crise migratória na região. Diante da burocracia e da demora, muitas famílias se arriscam todos os dias e tentam atravessar a fronteira de formas perigosas, o que ainda parece ser mais seguro do que continuar em seus países de origem.

“Há muitas famílias que ficam desesperadas, sob calor extremo, famintas, sedentas, que continuam dormindo a céu aberto, em condições desumanas; não são criminosos, são migrantes em trânsito”, conta Le Duc.

A presença de crianças é frequente durante as travessias rumo aos Estados Unidos (Foto: reprodução/Twitter)

Para a mestranda em Relações Internacionais Beatriz Pontes, o endurecimento da política migratória do governo Trump impactou muito pouco no desejo dos imigrantes de buscar por melhores condições de vida. Ou seja, na prática, as pessoas continuam tentando entrar nos Estados Unidos de várias formas.

Em um contexto de fome, de falta de assistência básica e de ausência de dignidade humana de forma geral, tanto faz a rigidez da política. Para quem já sofre no próprio país, tentar a sorte na travessia para chegar aos Estados Unidos não tem tanta diferença”, explica.

A foto que chocou o mundo retrata a tentativa desesperada de ter uma vida melhor e mais segura. Quando se expor ao perigo parece ser a única a chance de salvação para uma pessoa, algo precisa mudar.


Thatiana Cordeiro – 5º período