Celulares piratas serão bloqueados em algumas regiões do Brasil

A ação é uma medida da Anatel para regularizar a venda de celulares e números roubados

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Ação da Anatel afetará 15 estados de três regiões diferentes Foto: Pixabay

Foi anunciado nesta quinta-feira (21) o prazo final para a regularização de telefones em três regiões do país: Norte, Nordeste e Sudeste. A ação feita pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afetará 15 estados a partir do dia 7 de janeiro, no que foi considerada a última etapa do projeto “Celular Legal”.

Os estados listados a passarem pelo processo durante esse período são: Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e São Paulo. A Anatel ressalta que apenas celulares irregulares serão alvos da ação.

Mais de 240 mil telefones já foram bloqueados em cerca de 12 estados, entre eles o Distrito Federal, Acre, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. A identificação desses celulares será feita, caso o modelo não tenha a homologação da Anatel, ou a partir do seu número de IMEI (International Mobile Equipment Identity).

O IMEI é um código único de identificação do telefone. Foi pensando nisso que a Anatel criou o site Consulta Celular Legal, para que o usuário do telefone possa reconhecer a condição do seu smartphone. O site informa, também, se o telefone foi perdido ou roubado. Para identificar o número do IMEI, é necessário discar *#06#. Os 15 dígitos que aparecerão na tela condizem com o número do aparelho.


Arielle Curti – 7º Período

IETV traz discussão sobre conteúdo para TV Móvel

A quarta edição do Festival Internacional de Televisão, promovida pelo Instituto de Estudos de Televisão, trouxe para debate o tema ‘Linguagem e Experimentação – TV Móvel: novas mídias, novas demandas de conteúdo’, com o objetivo de apresentar os projetos desenvolvidos e em testes no mercado. O encontro aconteceu no auditório do Oi Futuro (RJ), terça (4) a noite, e reuniu profissionais e estudantes sob a mediação do jornalista e presidente do IETV Nelson Hoineff.

O conteúdo para mobile foi o alvo das apresentações. Alberto Magno, diretor da M1nd, crê que o mercado de TV Móvel no Brasil tende a crescer, mas que ainda se precisa ter um diferencial para os produtos voltados para o celular. “O mercado de TV móvel tende a vir totalmente diferente. O usuário deseja ver o conteúdo quando e quantas vezes ele quiser”.

 O ideal para essas produções seria o uso de patrocínios, mas ainda existe uma certa resistência do mercado para a novidade. Segundo a gerente de conteúdo de TV da Oi, Adriana Alcântara, “o fato de conseguir segmentar, saber quem acessa o conteúdo, facilitará a venda dos espaços”. Dessa forma, será interessante para o mercado publicitário, já que o meio possibilita o alcance direto ao público-alvo do anunciante.

Para Adriana, a possibilidade de uso de diversas plataformas para a transmissão de informações traz uma convergência de conteúdo também e, concordando com Magno, a necessidade de disponilizar esse material de formas diferentes. “O usuário é o mesmo. Então, ele quer ver e obter o conteúdo de qualquer lugar que ele tenha acesso”, afirma ela, que completa: “O Youtube e o MySpace mostram o quanto os consumidores se adaptaram ao vídeo como forma de comunicação”.

O impacto tecnológico nas produções é impressionante na visão de Luiz Noronha, da Conspiração Filmes. Ele conta que quando começou a se aprofundar em roteiros tradicionais já teve que parar e repensar nos textos. Para Internet e mobile se faz vídeos de 30 segundos e ainda tem que ter gancho para um outro vídeo, fazendo, assim, o consumidor assistir diversas pequenas produções.

Alguns testes já foram realizados e são cada vez mais freqüentes. Na opinião de Luis Renato Olivalves, diretor de Interatividade da Band, é difícil achar um formato para as novas plataformas, principalmente quando se leva em conta os divesos veículos que um grupo possui, como no caso da Band. Ele acredita que plataformas diferentes necessitam de produtos diferentes.

“Uma coisa é fazer programas para celular, outra é fazer uma programação para celular… A gente tem que aprender a trabalhar com esse novo veículo”, afirma, já que no celular, se transmite pensando em uma pessoa assistindo e em uma tela pequena. Não muda somente o grafismo e o enquadramento, também se tem modificação de conteúdo. Para ele, “dá para ser mais agressivo” no novo meio.

O outro lado – o do consumidor – foi colocado em questão, relacionando o conteúdo disponibilizado pelas operadoras de celular e a precariedade de atendimento (incluindo o sinal) à influência disso sobre as produções e disponilização desse material pelo celular: “Como convencer um consumidor insatisfeito com o serviço da operadora consumir ou assinar a TV Móvel?”.