Cultura

Bienal do Livro retorna em 2021 de maneira híbrida e com uma curadoria coletiva

Principal evento literário do país vai acontecer de forma híbrida e com uma curadoria coletiva

A Bienal do Livro retorna em 2021 com o propósito de marcar um recomeço para o setor de eventos culturais do país, após quase 18 meses de paralisação por causa da pandemia de Covid-19. O maior festival de cultura do país vai acontecer entre os dias 3 e 12 de dezembro, no Riocentro, na Barra da Tijuca, de maneira híbrida e seguindo todos os protocolos de segurança, como apresentar o comprovante de vacinação e apenas 50% da capacidade total.

Uma novidade para o evento este ano é a criação de um coletivo curador, responsável por organizar uma programação comprometida com a diversidade e voltada para todos os públicos. Segundo Tatiana Zaccaro, diretora da empresa GL Events, responsável pela Bienal, a criação do coletivo curador foi pensada para que todos os assuntos abordados causem reflexão em todos os públicos.

“O coletivo curador foi idealizado para permitir que o conteúdo, a programação da Bienal, sempre atual e representativa, seja pensada por todas as perspectivas, para todos os públicos”, destaca. Neste ano, o festival lança a Estação Plural, espaço que vai reunir autores, artistas e formadores de opinião para debater sobre “quem éramos, quem somos, e o que vamos ser daqui para frente neste novo horizonte que nos aguarda”.

Tatiana explica como vai funcionar a Estação Plural e seus principais objetivos. “A criação da Estação Plural surge alinhada com esse novo momento da curadoria, para enriquecer nossos olhares, trocas de conhecimento e nos desafiar através da cultura e da imaginação.”

Para Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a volta do evento vai marcar um novo momento para o mercado editorial e também aproximar os leitores com as editoras.

“O evento sempre trouxe uma troca direta com o público, que é um dos grandes diferenciais de quem trabalha com livros e por eles. A nossa expectativa é de que o retorno dessa visibilidade e do aquecimento das vendas, que acontece de forma singular durante a Bienal, possa marcar um novo capítulo para o mercado editorial e a validação dos nossos esforços para atravessarmos esse período”, afirma.

Os amantes de leitura receberam com muito entusiasmo a notícia da volta da Bienal, como foi o caso da estudante Ana Clara Durásio, 20 anos, que sempre gostou de ler, porém reitera que sente uma insegurança ao mesmo tempo devido as questões sanitárias.

“Dezembro ainda é muito recente pra eles abrirem o evento, fiquei pensando se não era melhor deixar para o ano que vem. No início não estava pensando em ir não, mas aos poucos estou mudando de ideia”, explica.

Ana Clara acredita que a volta da Bienal vai marcar a ressocialização das pessoas e vai ser um momento marcante, mas ao mesmo tempo desafiador.

“Tem muitas pessoas que ficaram muito tempo em casa, então para elas voltarem para esse tipo de evento é um desafio, porque é um evento que geralmente tem muita gente. Tem que se preparar muito bem psicologicamente”, analisa.

Na visão da estudante Fernanda Coutinho, 20 anos, a Bienal é muito importante porque estimula a leitura desde os primeiros anos, e cita por exemplo a importância das excursões escolares.

“É muito importante estimular em crianças a leitura desde cedo. Pode fazer com que elas se tornem leitores no futuro, tendo essa experiência da Bienal, que é incrível, tem muitos estandes com livros focados para essa idade, além das palestras, contato com os autores. Instiga muito a pessoa a ter o hábito de leitura”, diz.

Fernanda relata que, apesar de não ter intenção de ir na edição desse ano por ainda não se sentir confortável de estar presencialmente em eventos de grande porte, garante que a experiência é incrível.

“Sempre tive o costume de ir à Bienal aqui no Rio, o ambiente é muito legal, ver as palestras, ter o contato com um autor que você gosta. Um lado bom da Bienal também é que se pode encontrar muitas promoções e conseguir levar mais livros, o ambiente em si é incrível, maravilhoso”, finaliza.

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Maria Eduarda Duarte- 6° período

Com revisão de Aline Meireles- 4° período

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