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Nova exposição do CCBB comemora os 100 anos da Semana de Arte Moderna de 22

A exposição “Brasilidade – Pós Modernismo” começou na quarta-feira (01) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) no Rio de Janeiro, com entrada gratuita, e vai encerrar no dia 22 de novembro. A mostra celebra o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, por meio de pinturas, rememorações e conquistas nas artes plásticas.

Com a participação de 51 artistas de diversas gerações, estados e etnias, a exposição conta com Anna Bella Geiger, Nelson Leirner, Shirley Paes Leme, Flávio Cerqueira, Ge Viana, Leonora de Barros e Tunga.

A fim de evidenciar a essência da arte brasileira atual, cuja a existência se deve às transformações e rupturas sociais do Modernismo – em que foi proposto a liberdade artística, valorização nacional e quebra do conceito Parnasiano – foi necessário um longo processo de reconhecimento, aceitação e integração.

Com curadoria de Tereza de Arruda, esse coletivo artístico exposto não é idealizado por uma visão histórica, mas sim, direcionado a uma perspectiva contemporânea. As obras foram produzidas a partir da década de 1960 até a atualidade. Algumas são inéditas, ou seja, com uma atmosfera mais madura e tecnológica.

A exposição é composta por pinturas, fotografias, desenhos, esculturas, arquiteturas e novas mídias que captam a diversidade artística nacional em diversos meios linguísticos. Essa combinação artística traduz a brasilidade diversificada, miscigenada, regional e cosmopolita, popular e erudita, folclórica e urbana.

Dividida em seis núcleos, a exibição aborda temas relevantes à brasilidade, como liberdade, identidade, natureza, futuro, estética e poesia. Estes temas provocam assim, uma reflexão crítica sobre como a globalização no geral consegue afetar a cultura brasileira, e estimula a valorização da identidade nacional.

A exposição está dividida entre o térreo e o primeiro andar, mas as obras de Nelson Leirner se encontram bem na entrada. Sua mostra sintetiza sua ampla atuação e observação, como a série Figurativismo Abstrato, composta de colagens em cores vivas, com imagens populares do imaginário infanto-juvenil, formada pela sobreposição de milhares de adesivos meticulosamente coletados.

As obras da série Missa Móvel atentam para a diversidade no sincretismo, composta por elementos provenientes de distintas crenças e costumes. Já a série Sotheby’s, composta de colagens sobre a capa da tradicional casa de leilão Sotheby’s, é ironicamente uma observação e crítica ao mercado de arte mundial a ditar preceitos e valores.

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No primeiro andar encontramos uma mistura de poesia, pintura, fotografia, escultura, arquitetura, e materiais audiovisuais dos demais protagonistas dessa exposição. O estudante de história Rafael Cruz, de 18 anos, afirma que a exposição traz com evidência a questão da brasilidade, de forma a retratar a história do nosso país de uma maneira artística muito interessante por trazer um viés crítico.

“Em minha concepção a exposição foi interessante, porque trouxe justamente a questão da brasilidade. A maioria das obras expostas retrataram a história do nosso país de uma forma artística muito interessante, algumas até com um viés crítico acerca da situação brasileira”, disse o estudante.

Para o estudante de física e também artista Gabriel Vieira, de 18 anos, a proposta dos autores dessa exposição foi aplicada com sucesso ao conseguir retratar o conceito de brasilidade pós-moderno em uma mistura de representações reais e imaginárias.

“Na minha visão foi uma exposição bem completa que conseguiu expressar totalmente o conceito do pós-modernismo no Brasil que mescla e opõe o real com o imaginário”, conclui Gabriel Vieira.

Com a pandemia da Covid-19 e os novos protocolos sanitários, é necessário agendar um horário para apreciar a exposição. Para curtir este evento e prestigiar as obras nacionais, acesse o site oficial do CCBB.

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Beatriz Braulio – 1º período

Com revisão de Bárbara Souza – 8° período

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