Internacional

Coronavírus: brasileiros residentes na Europa falam sobre seu isolamento

Moradores contam suas experiências durante período de quarentena no exterior

Em meados do mês de abril, a Europa ultrapassou a marca de cem mil mortes por coronavírus, o que representa mais de 60% do total de mortes no mundo. Algumas das principais nações econômicas do continente: Itália, França, Espanha e Inglaterra estão entre as mais atingidas pela pandemia, com mais de vinte mil mortos cada. Apenas na Alemanha, por uma estratégia de testagem bem conduzida desde o início, o número de mortes foi atenuado.

Felizmente, em alguns países, a situação começa a melhorar. Na Itália e na Espanha a curva de contaminação está decrescendo e o número de pessoas curadas por dia já começa a ser maior do que o de novos contaminados.

O publicitário Rafael Genu mora em Milão há três anos e comenta como os italianos subestimaram a Covid-19. Segundo Rafael, de início, eles não acreditaram na gravidade da situação, mas quando o número de mortes começou a crescer todos se uniram para combater a pandemia, independentemente de partido ou ideologia. Para ele, a situação no Brasil é especialmente preocupante por causa da precariedade do sistema de saúde e da falta de união entre as lideranças políticas.

“O isolamento social aqui é levado muito a sério, coisa que eu não vejo no Brasil”, declara Rafael.

Vanessa Asturiano, também publicitária, moradora de Caldas da Rainha, em Portugal, contou que o país também demorou a tomar providências contra a Covid-19, mas se beneficiou do fato de ter a maior parte do território banhada pelo mar. Ao fechar a única fronteira terrestre com a Espanha, a circulação de pessoas do exterior ficou muito reduzida.

Um fato que certamente favoreceu Portugal foi o tempo de preparação. O país foi praticamente o último da Europa ocidental a ser infectado. A pandemia chegou primeiro à Itália e à Espanha, o que ofereceu aos portugueses a condição de se prepararem e, rapidamente, tomarem as medidas necessárias para conter o avanço da pandemia.

Para Vanessa, a crise deve ser vista como uma oportunidade para as pessoas se reinventarem e se tornarem mais fortes. Além disso, aposta no fortalecimento das atividades home office e do marketing digital.

Neste cenário, a Europa se prepara para construir o caminho de volta à convivência e às atividades interrompidas pela Covid-19, o que não significa um retorno à vida normal. Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel anunciou medidas para o afrouxamento do isolamento social, mas de forma gradual e mantendo o distanciamento entre as pessoas.

Hans Kluge, diretor regional da OMS Europa, alerta para os riscos de afrouxamento do isolamento social. (Foto: Reprodução/OMS Europa)

Hans Kluge, diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, alertou que, apesar de em alguns países europeus a pandemia parecer se estabilizar ou diminuir de intensidade, a crise ainda está longe de acabar. Em outros países do leste do continente, como Rússia, Turquia e Ucrânia os números aumentaram recentemente. “Agora não é hora de relaxar as medidas”, declarou Hans.

LEIA MAIS : OMS decreta pandemia pelo novo coronavírus


Francisco V Santoscolaborador Agência UVA

Vídeo-reportagens:

Itália – Imagem: Rafael Genu

Produção: Francisco V Santos

Edição: Isabela Jordão

Portugal – Imagem: Vanessa Asturiano

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