Comunicação Geral

Documentário dirigido por aluna da Veiga será exibido no Cinemark Botafogo

Dirigido por Jennifer Lemos, documentário fala sobre tráfico de pessoas

O documentário “Tráfico Humano: Vidas Roubadas”, dirigido pela estudante de jornalismo da Universidade Veiga de Almeida, Jennifer Lemos, será exibido no Cinemark Botafogo no próximo sábado (07). O documentário fez parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Jennifer, que foi orientada pelo professor Gustavo Lacerda.

Em entrevista concedida à Agência Uva, Jennifer falou sobre como se deu o processo de produção do documentário, sobre a decisão de abordar esse tema e também sobre ideia de exibi-lo em um cinema. A Agência também ouviu o professor Gustavo Lacerda, que contou como foi orientar Jennifer durante o TCC.

Confira a entrevista:

Agência UVA: O que levou você a escolher esse tema?

Jennifer Lemos: A ideia do meu tema veio do fato de eu trabalhar em uma ONG que combate o tráfico de pessoas. Comecei a trabalhar voluntariamente lá no mesmo período em que ingressei na Veiga de Almeida, no início de 2016. Trabalhava na parte online da ONG, pesquisando e divulgando casos, atualizando a página do Facebook. Com isso, adquiri muita experiência e conhecimento sobre direitos humanos, trabalho escravo e tráfico de pessoas.

Esse assunto começou a me tocar muito e se tornou a minha missão de vida. Passei a me envolver com essa causa social de uma forma que pensei que nunca fosse acontecer. Então, desde que entrei na faculdade, já sabia que iria abordar o tema de tráfico de pessoas. Não sabia de que jeito, especificamente, se seria com uma grande reportagem ou com um documentário. Isso, decidi apenas este ano.

Agência UVA: Como foi o processo de produção do documentário?

Jennifer Lemos: O processo de criação e produção do documentário começou pelas minhas inspirações que eu tinha desde o início. Algumas produções audiovisuais nacionais e internacionais como filmes; novelas; séries e documentários. Depois disso, eu comecei a criar meus roteiros com minha própria narrativa e estilo. Por ter trabalhado mais de três anos na ONG, eu já tinha mais ou menos na cabeça a linha narrativa que queria seguir.

Cartaz de “Tráfico Humano: Vidas Roubadas” (Divulgação/Jennifer Lemos)

Quando soube o que exatamente iria fazer e quem eu gostaria de entrevistar, comecei a entrar em contato com essas pessoas. Realizei um processo de pesquisa profundo, porque encontrar com os personagens e especialistas não foi nada fácil. Não é todo mundo que quer falar sobre um tema como tráfico de pessoas, por ser um assunto bem delicado, especialmente, para as vítimas, por isso, algumas delas optaram por não mostrar o rosto.

A partir disso, eu resolvi dividir o documentário em duas partes: uma, gravada aqui no Rio de Janeiro e a outra em São Paulo, onde fiquei uma semana para entrevistar alguns especialistas e personagens que eram vitais para o projeto. Em agosto, iniciei a edição do documentário que foi um processo bem complicado. Felizmente, tive ajuda de vários amigos profissionais da área que me auxiliaram a passar por essa parte da produção. Se não fosse por eles, dificilmente, teria finalizado o documentário e, por isso, sou muito grata a todos.

Agência UVA: De quem partiu a ideia de exibir o documentário em um cinema?

Jennifer Lemos: A ideia de exibi-lo em um cinema partiu de mim, em uma conversa com meu orientador. Estávamos debatendo alguns ponto do meu trabalho e comentamos sobre fazer uma primeira grande exibição, já que o projeto havia se tornado algo maior do que eu pensei que seria, tanto em investimento, quanto em dedicação. Então, decidi fazer a exibição no cinema. Logo, comecei a procurar alguns espaços e possibilidades onde isso pudesse ocorrer. Minha família foi fundamental para que a exibição fosse possível, principalmente, meu padrasto que investiu e me apoiou bastante.

Agência UVA: Como foi orientar a Jennifer na construção do documentário?

Gustavo Lacerda: O processo de orientação foi maravilhoso. A Jennifer é muito engajada em relação ao ativismo sobre o tráfico de pessoas, então, não foi difícil orientá-la. O difícil foi reconhecer essa realidade que está do nosso lado e pouca gente sabe sobre. Além de trazer uma reflexão teórica importante, a Jennifer, mais do que isso, trouxe uma prestação de serviço com esse documentário para a comunidade como um todo. Nele, podemos ver o que o ser humano é capaz de fazer e temos a percepção de que a escravidão nunca deixou de existir, mas que ela apenas ganhou uma nova roupagem.

Com uma hora de duração, “Tráfico Humano: Vidas Roubadas” será exibido no próximo sábado (07), no Cinemark Botafogo, em sessão única. O documentário vai ser disponibilizado de forma gratuita posteriormente.

Breno Silva – 7° período

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