Encontro de Culturas

No dia 9 de agosto, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), em parceria com a Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM) realizaram um evento em homenagem ao Dia Internacional da Cultura Indígena, no Parque Lage. Dentre as atividades, foram realizadas apresentações de cantos e danças tradicionais, contação de histórias, pintura corporal de grafismos étnicos, exposição de fotos, venda de artesanato típico e programação infantil.

O Dia Internacional dos Povos Indígenas é comemorado na data em que um índio chegou, pela primeira vez, à sede da ONU, na Suíça, a fim de exigir a promoção da cultura deles, de modo a assegurar melhores condições de vida. A partir daí, o movimento foi se fortalecendo com a presença marcante de líderes das tribos em debates, referentes à Declaração das Nações Unidas sobre os direitos dos Povos Indígenas. Desse modo, o evento do Parque Lage, teve por objetivo colaborar com a preservação do patrimônio cultural das etnias envolvidas e a difusão das práticas e saberes.


roda de índias


As atividades ocorreram no entorno do casarão da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e reuniu representantes de mais de 15 povos indígenas. Toda a programação foi transmitida pela Rádio “Yandê”, a qual tem como objetivo informar acerca da situação atual do Brasil das comunidades indígenas. Na área verde, ficaram localizadas as barracas de artesanato, cada qual com uma placa que informava a etnia correspondente. Havia bijuterias, brinquedos, armas brancas, instrumentos, e até ervas medicinais a venda. Ao mesmo tempo, eram realizadas pinturas corporais nos visitantes com tintas extraídas do jenipapo e do urucum, com música ambiente dos apitos que imitam o som dos pássaros.

Além de alguns artefatos, havia também uma grande Oca tradicional, construída por índios da etnia Huni Kuin do Acre, onde estavam o presidente da AIAM e lideranças Kaiapó, Katu Cano, e o mestre de cerimônias da contação de histórias, Dauá Puri. Houve discussões sobre a importância da luta indígena para estabelecer os seus direitos garantidos e mencionaram a história por trás da data em que estavam comemorando. Logo em seguida, o fisioterapeuta, José Aurori, conta um pouco de sua vida, explicando e demonstrando uma técnica oriental usada por ele. “Eu dou aula de fisioterapia oriental e acupuntura, mas trago também toda a minha influência indígena. Liguei o que eu faço com a minha avó, que era índia e curava as pessoas com a aplicação de espinhos e com a erva Artemisa. A erva ajuda o sangue a circular, promovendo o aquecimento do corpo.” Diz José Aurori.

Já as crianças, puderam usufruir do Espaço Curumim, com pintura corporal com tinta antitóxica, oficina de artesanato simples, fotos com figurino indígena, tiro ao alvo com arco e flecha, imitação de aves com apito Pataxó, trilha na mata e contação de histórias. “Contaram histórias lindas, que passam um ensinamento. Foi comentada a importância dos grilos para a natureza, pois ele é fundamental para a cadeia alimentar de outros animais.” Afirma o índio.

A tarde, em uma sala da Escola de Artes Visuais do Parque Lage foram exibidos filmes, em parceria com a Associação Indígena Maracanã e Pajé Filmes, como “Índio cidadão”, “Índios Mundukuru – tecendo a resistência”, “Me’ôk – nossa pintura”, “Guarani, resiste!”, “Uma casa, uma vida”.

“Como é importante as pessoas estarem juntas. Cada um com o seu cada um, aprendendo com as diferenças e a sermos um pouco melhores nessas relações.” Finaliza o fisioterapeuta.


Confira um resumo sobre a cobertura do evento no vídeo abaixo:


Por: Luiza Esteves

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s