47, O número da morte

Um agente habilidoso deve ser uma combinação de velocidade, força e – principalmente – inteligência. Hitman, geneticamente programado desde o nascimento para ser uma maquina mortífera perfeita, é o resultado de 46 clones anteriores e possui todas estas preciosas características. Conhecido pelos últimos dois números do código de barras tatuado em seu pescoço, ele se tornou um assassino hábil, discreto e mortífero. Esta é a história da origem de Hitman: agente 47, cujo filme estreia amanhã (27).138893.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx

No novo longa-metragem da 20th Century Fox, acompanhamos o “Sr.47” em sua missão de destruir uma mega corporação que planeja formar um exército de agentes como ele, só que mais fatais e c om propósitos deturpados. O papel principal já havia sido para Paul Walker, porém, sua trágica e repentina morte, deu espaço para Rupert Friend se tornar o protagonista.

Zachary Quinto, Hannah Ware, Ciarán Hinds, entre outros nomes famosos, formam o restante do elenco. Todos eles, incluindo e principalmente falando de Rupert, possuem atuações extraordinárias, em um roteiro que deixou a desejar.

As cenas inspiradas diretamente dos videogames são pontos de destaque. Foram praticamente construídas integralmente para tornar a cinematografia bela e dar um toque de epicidade à obra. Porém, este é o único encanto do filme.

Hitman: Agente 47 é o primeiro trabalho de Aleksander Bach como diretor. Algumas falhas são facilmente notáveis. Por exemplo, em uma das cenas Katia (Hannah Ware) é atingida de raspão no braço e alguns momentos mais tarde, após demonstrar ainda sentir dores, consegue levantar objetos, pregar mapas acima de sua cabeça e realizar ações que um ferimento certamente impediria.

Sendo criticado por fãs como “um comercial de 98 minutos de um carro da Audi”, algumas cenas realmente decepcionam. A começar pela cena do trailer em que o protagonista é interrogado e faz com que sua arma (que o investigador por alguma razão incompreensível, já que é contra a lei, trouxe para a sala) dispare, sem encostar no gatilho. Falando em protagonistas, Hitman não exatamente ocupa essa posição. Ele é praticamente o coadjuvante. Auxiliando, treinando e ajudando Katia com jogos psicológicos, para passar o tempo.

A frase “Confie em mim”, e variações da mesma, é repetida várias e várias vezes em um curto período de tempo e, para finalizar, alguns discursos melosos e clichês dão um tom de “moral” da história. Por um lado, existem todas essas falhas que talvez um time de roteiristas melhor pudesse corrigir mas por outro ele se mostra um filme “aceitável”, se comparado com sua antiga versão feita em 2007, que foi considerado completo fracasso.

O final faz mais sentido para quem jogou o game, mas para aqueles que não o fizeram, não passa de um levantamento de perguntas e uma abertura para uma possível continuação. Aliás, depois da listagem do elenco principal passar na tela, permaneça em sua cadeira, pois há uma breve cena pós-créditos revelando quem será o vilão dessa possível continuação. Novamente, aqueles que conhecem o jogo, reconhecerão o personagem assim que o virem, mas para os outros, só levanta mais perguntas.

Ao contrário do personagem Hitman, este filme não parece ter sido o resultado de décadas de pesquisas, mas consegue dar uma ideia de quem é o homem com a gravata vermelha e de como é sua vida.

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Por: Luana Feliciano

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