Especialistas analisam o Rio de Janeiro após a intervenção

Em meio à crise da segurança, especialistas divergem sobre trabalho das forças armadas no Estado do Rio de Janeiro

Viver na cidade maravilhosa, cercado pelas belas praias e a natureza, tornou-se apenas um detalhe para aqueles que residem no Rio de Janeiro. A crise financeira que assola o estado trouxe reflexos negativos nas áreas públicas da sociedade. Porém, foi na segurança que a população foi afetada de forma ampla e direta. O medo e o risco de transitar pelas belas paisagens, pontos turísticos e pelas vias expressas fazem parte da rotina dos cariocas.

Prova dessa dessa vulnerabilidade pode ser observada nos Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), que mostram um aumento no número de furtos e roubos. Em 2017, entre janeiro e abril, 22.045 pessoas foram assaltadas. Já em 2018, nos primeiros quatro meses, 30.364 foram vítimas, um aumento de 38%. O número de furtos também cresceu. No ano passado, foram 42.200 registros, este ano 48.637, alta de 15%.

Estes índices que crescem mensalmente agravam um dos principais pontos de recolhimento financeiro do Estado, o turismo. Para o doutor em Economia e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Mauro Rochlin, o Estado depende de um ambiente seguro para atrair investimentos externos. “A falta de segurança influencia essa arrecadação de recursos. E ainda prejudica possíveis novos investimentos”, complementa.

Entretanto, se nessas localizações mais elitizadas e visitadas, a violência é realidade, pontos da Zona Norte e Oeste da capital, além da Baixada Fluminense e a Região Metropolitana, são redutos dos criminosos que agem livremente. Nessas localidades, o domínio do tráfico de drogas e da milícia impõe regras e obriga os moradores a se adaptarem ao novo sistema, sem receios de punições.

Enquanto isso, a Polícia Militar tenta encontrar outros meios para agir, devido à falta de efetivo, viaturas sucateadas e sem a garantia de segurança necessária. De acordo com a PM, o atual efetivo policial é de 44.263 agentes. Esse número precisa atender a 16.718.956 de pessoas residentes no Estado do Rio, segundo estimativa de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em meio a este cenário caótico, o governo brasileiro assinou o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro, que restringiu os efeitos à segurança pública do estado. O decreto foi assinado pelo presidente da República Michel Temer, em 16 de fevereiro de 2018. Foi nomeado como interventor o general de exército Walter Souza Braga Netto, que assumiu o comando das Polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros, além de responder diretamente ao presidente.

A chegada das Forças Armadas para combater o crime contou ainda com a ajuda de uma verba do governo destinada, única e exclusivamente, para este trabalho, mas que ainda não é a solução. Mauro Rochlin afirma que devido à profundidade do problema financeiro, este valor é pequeno: “1,2 Bilhão é um valor muito baixo para o conjunto da economia”. Ele destaca ainda que o efeito positivo após a intervenção na segurança será como um todo para o Rio de Janeiro.

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Entretanto, os dados do ISP mostram que mesmo após a intervenção e a esperança dos cariocas em possíveis melhorias, a criminalidade no Estado seguiu em uma crescente. O delito que teve mais destaque foi o roubo a cargas. Em 2017, nos primeiros quatro meses, foram registrados 2.958 roubos, já neste ano, no mesmo período, o número chega a 3.528. A estatística aponta que houve diminuição apenas nos furtos de veículos: 5.384 em 2017 e 5.018 neste ano.

Em contrapartida, o professor José Ricardo Rocha Bandeira, especialista em Segurança Pública e Presidente do Instituto de Criminalística e Ciências Policiais da América Latina, acredita que, apesar dos números não mostrarem uma redução, a intervenção é positiva. “O principal resultado foi a elaboração do plano de segurança pública e do mapeamento da segurança no estado, plano este que há décadas o Rio de Janeiro vem necessitando”. Ele ainda ressalta que este projeto poderá ser utilizado para um efetivo combate à violência e à criminalidade.

Além dos números que apresentam dados alarmantes e mostram uma carência nas questões envolvendo a polícia e a segurança dos cidadãos, a proximidade das eleições pode ser um ato preocupante. Em meio a um cenário de incertezas, que envolvem escândalos de corrupção com possíveis candidatos, a escolha do voto é um momento decisivo para a população carioca, que cada vez mais convive com movimentos a favor da volta da ditadura militar.

Quando o decreto do governo foi anunciado, houve preocupação nas redes sociais, com destaque no Trending Topics do Twitter na época. Mas além da comoção da população, o tema ainda divide opinião de juristas. Entretanto, o advogado criminalista pós-graduado em Direito Penal e Processo Penal Paulo Carlos explica que a intervenção federal é regida por um líder civil, e não militar. “Esse ato preenche os requisitos legais impostos pela Constituição Democrática”. Ele destaca ainda que o uso das forças militares para auxiliar na segurança não significa um domínio militar.

Dentro desses moldes e respaldado pelo artigo 34 da Constituição Federal de 1988, que constata “a união irá intervir nos estados em caso de grave violação da lei e da ordem”. Essa medida pode ser uma carta na manga para políticos com a intenção de conseguir chegar aos cargos na Câmara dos Deputados, no Senado, ou até mesmo, colocar a faixa de presidente. Mesmo não sendo errado a prorrogação, existem critérios a serem seguidos.

Tais pontos são definidos a partir da situação dos estados. A intervenção pode ser prorrogada caso o novo presidente entenda que ela ainda é necessária. Segundo Paulo Carlos, é o chefe do Poder Executivo, de acordo com o artigo 36, parágrafo 1º da Constituição Federal, que precisa seguir determinadas especificações para solicitar a permanência da intervenção. “É necessário relatar o período de amplitude, os motivos e as condições da execução, as quais deverão ser submetidas ao Congresso Nacional em até 24 horas”.

E estender a este trabalho das Forças de Segurança ainda divide opiniões de peritos em diversas áreas, isso porque o âmbito da intervenção militar é amplo e aplicaria em mudanças em relação ao poder legislativo e o possível progresso dentro da legislação. Entretanto, o jurista Paulo Carlos salienta que a intervenção é um mal necessário. “É um remédio amargo para tratar de uma grave enfermidade em nosso corpo social”.

Para o professor José Ricardo Rocha Bandeira, especialista em Segurança Pública, prolongar a permanência das questões relacionadas à Segurança Pública nas mãos de um interventor para o próximo ano não seria oportuno. “O próximo governador eleito precisa ter o direito de implantar suas medidas”, afirma José Ricardo Rocha Bandeira, que também exalta a importância do planejamento sobre a segurança pública ser mantido como legado pela intervenção.

Já o doutor em Economia Mauro Rochlin trata as ações das Forças Armadas como o pontapé inicial para um possível cenário de tranquilidade financeira, mas aponta outros aspectos que precisam ser pensados para que o dinheiro não seja utilizado apenas para cobrir um buraco do orçamento. “A segurança é o primeiro passo, mas para a recuperação financeira é preciso analisar outros pontos. Cortes de gasto, com reformas nos programas do governo, como a Previdência”.

Mas para acontecer essas mudanças, são necessárias alterações constitucionais e, durante o período de vigência da intervenção, fica vedada qualquer alteração na Constituição. Paulo Carlos afirma que é necessário pensar a longo prazo. “Mesmo com essa proibição, a classe política e a sociedade podem debater anteprojetos de lei para serem tramitados quando o momento crítico passar.” Ele salienta ainda que é pertinente o debate acerca do assunto.

Em meio às paralisações nas leis, aumento dos crimes e a constante insegurança dos cariocas, a normalidade não tem previsão para se instalar no Rio. A cidade maravilhosa segue distante dos melhores dias que viveu. O caos instaurado pela má gestão do recurso público está cada vez mais perceptível na vida do carioca. A recuperação do estado passa pela ação das forças de segurança. O primeiro passo de uma longa caminhada para a retomada dos dias dourados do Rio de Janeiro.


Reportagem de Pablo Guaicurus e Pablo Siviero para a disciplina Jornalismo Especializado, com mentoria dos editores do Diário da Província e da AgênciaUVA

A Filmografia do Cinema Novo em infográficos

O Cinema Novo representou uma mudança significativa na temática cinematográfica das produções brasileiras. Partindo da chanchada, comédias, e épicos ao estilo hollywoodiano, o cinema novo iniciou uma fase que procurava destacar problemas sociais, intelectualismo e a necessidade de mudanças com a igualdade como objetivo final. Muitas obras foram realizadas no período de 1962 até 1971, nestes infográficos estão sintetizados os principais filmes de diversos diretores que marcaram para sempre a história do cinema brasileiro.

Fase 1: O cotidiano popular

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Fase 2: o cinema crítico

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Fase 3: Onda tropicalista

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Faça o download de todo Infográfico Cinema Novo: as três fases.

Reportagem de Luana Feliciano Ferreira para a disciplina Oficina Multimídia em Jornalismo

 

Ciência brasileira sofre com cortes no orçamento e isso afeta a vida de todos

Desde os antigos gregos, com pertinentes constatações na matemática e astronomia, além das contribuições para filosofia e ética, a ciência sempre caminhou ao lado do progresso. Os gregos foram pioneiros em dar liberdade à curiosidade. Algumas das questões levantadas por volta de 5000 a.C. ainda estão pendentes de resposta, porém as ideias fomentadas pelos antigos pensadores da Grécia foram pilares em que o mundo atual foi construído.

Como qualquer sustento, a ciência às vezes vive momentos conturbados. A Idade Média foi a cegueira intelectual que ofuscou nomes como Copérnico, Kepler e Galilei. O perigo da aniquilação nuclear durante a Guerra Fria causado pelos resultados de pesquisas atômicas do início do século passado e, agora, o Brasil vive seu momento tempestuoso.

Com a crise que assola o país, diversos setores governamentais sofrem com os cortes no orçamento, um deles é o científico. Fundamental para o aprimoramento de muitas áreas de relevância, como saúde, energia e telecomunicações, a sociedade científica brasileira se preocupa com a falta de recursos. O que leva ao atraso no desenvolvimento do país, de um modo geral.

Mas como pesquisas que envolvem átomos, fórmulas complicadas ou microrganismos invisíveis ao olho nu afetam o nosso dia a dia? Graças a cientistas, hoje temos o refino do petróleo gerando a gasolina e outros compostos que são usados diariamente; a eletricidade gerada a partir do movimento da água, do vento ou até mesmo da luz do sol. Inclusive o nosso maior medo, a bomba nuclear, também é fruto da ciência.

Vamos explorar juntos setores do mundo científico do Rio de Janeiro e descobrir os desafios que são enfrentados pelos responsáveis das inovações e como eles tentam lidar com a falta de recursos para não encerrar trabalhos que podem durar mais de uma década e, uma vez parados, são perdidos para sempre.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é um complexo que abriga diferentes centros de pesquisa, ligados ao Ministério da Saúde, ou seja, sem cortes tão agressivos no orçamento, é considerado privilegiado por pesquisadores de outras áreas. Localizado em Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro, oferece espaços de lazer e engajamento científico aos moradores da cidade.

A veterinária Monique Lima, que completou o mestrado e doutorado na Fiocruz, no Instituto Nacional de Infectologia, é responsável por um biotério, um viveiro para animais que serão utilizados de experimentação, onde são elaboradas melhorias para o tratamento de doenças. Os resultados destas pesquisas são disponibilizados para população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Toda a infraestrutura que o espaço possui permite que a instituição seja referência em pesquisas da área de saúde. Monique trabalha no Instituto Oswaldo Cruz (IOC). O prédio é simples, porém abriga as mentes que usam a criatividade para fabricar os medicamentos que usamos. A elaboração científica leva tempo. Em alguns casos, pesquisas podem durar mais de vinte anos para trazerem o resultado que a habilite para a produção em massa. Tudo começa com uma pergunta. E então uma hipótese é formulada para responder a esta pergunta.

Munidos de uma hipótese, os pesquisadores fazem uso de um conjunto de regras que o cientista deve ter em mente ao desenvolver sua pesquisa. Segundo Monique, o método científico pode ter duas linhas: a básica, na qual são feitas considerações genéricas, e a aplicada, que como o nome sugere, é a aplicação dos resultados obtidos na pesquisa básica. Os testes irão dizer se ela é válida ou não. Tantas etapas levam tempo.

De acordo com a veterinária, tudo é feito de forma minuciosa. “Todo esse processo desde a pesquisa básica até a formulação que está sendo estudada e caracterizá-la quanto eficácia e segurança, leva anos. Os estudos de vacinas, podem durar em média 15 anos”. O uso de equipamentos caros é essencial para esses testes e análise dos resultados. E esse tem sido o ponto que mais atrapalha os cientistas.

Um exemplo que retrata o presente nebuloso da ciência brasileira é o repasse financeiro realizado pelo poder público. “Em 2013, o investimento foi de 9 bilhões e agora é um pouco mais de 3, em 2016. Não se pode fazer ciência com a verba que o governo oferece. A pesquisa para e não tem volta. É irreversível”. E as mudanças na tecnologia, ou até mesmo o desenvolvimento de uma solução semelhante em outros países, são agravantes que impedem a retomada dos estudos exatamente do ponto onde parou.

Essa pausa impacta os profissionais da área. Isso porque a cadeia de produção envolve coleta dos materiais usados nas pesquisas, manutenção dos laboratórios, produção e, quando pronto, distribuição do produto. Nessas etapas são gerados empregos, visto que são necessárias pessoas para suprir a demanda de todas essas funções. Além do mais, o investimento em bolsas é fundamental. Se não houver mestrandos e doutorandos auxiliando os trabalhos, não tem como fazer ciência.

Monique, que por sua profissão precisa ser otimista com relação ao futuro, não demonstra o otimismo para o cenário brasileiro. Ela é enfática: “A gente ainda vai passar por uns anos tentando recuperar o que foi perdido. Os próximos anos serão de sobrevivência. Nenhum gestor está conseguindo visualizar um futuro que não seja de retrocesso”. Para ela, o Brasil ainda tem um longo caminho pela frente, até estar pronto para vislumbrar uma luz no fim do túnel.

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O estudante de geologia, Felipe de Castro, de 24 anos, entrou para faculdade devido à curiosidade e o amor à ciência. Nunca se contentou com explicações superficiais e viu na graduação a possibilidade de encontrar respostas mais concretas para seus questionamentos. Quando ingressou, o mercado estava em alta, com o “boom” de empregos prometidos pelo pré-sal e seu petróleo: “Em 2012, havia mais vagas de emprego do que geólogos para suprir as vagas”.

Entretanto, o cenário mudou daquela época até hoje e, para Felipe, a crise que afeta o país e, consequentemente, a principal petrolífera brasileira – envolvida em escândalos de corrupção, desvio de verba e lavagem de dinheiro -, é o grande obstáculo da profissão atualmente. “A Petrobras dita o mercado de geólogos do Brasil, mas ela está quebrada”, afirma o estudante de geologia.

E esse poder pode ser observado em números obtidos por Felipe. A Petrobras não só é um local almejado para desenvolver o que foi aprendido na faculdade, mas também um ponto de referência na profissão. Isso pode explicar o porquê da empresa sozinha ter na sua equipe de funcionários 90% de todos os geólogos atuantes no brasil.

Mesmo esse grande número de profissionais, que diariamente desenvolvem trabalhos na estatal, não significa garantia para a próxima geração. É isso que enfatiza Felipe. “De uma turma de 30, um vai conseguir estágio e talvez seja efetivado; o resto continua aí.” Atualmente, a crise gera consequências para todos.

Dificuldades essas que não são vistas apenas na hora de exercer a atividade. Sem dinheiro não há trabalho e nem incentivo educacional. O estudante enxerga aí o principal motivo para ciência estar sendo deixada de lado nos debates sociais. Para ele, o investimento em inovação científica é fundamental. “É importantíssimo para sociedade, porque tudo que é pesquisado traz retorno”.

Outro ponto, segundo ele, é a falta de divulgação dos projetos. “Um absurdo é o Fundão (termo pelo qual é chamado o campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro na Ilha do Governador), que é cercado por comunidades e tem diversos projetos bacanas, mas que ninguém dali aproveita”. O futuro vislumbrado pelo estudante não é dos melhores. “Este ano tem eleição, pode piorar ou melhorar, tem que ver”. Felipe escolheu uma carreira que vive um futuro de incertezas, mas que tem, como maior característica, trazer respostas.

Na contramão do Felipe, está Thais Rosa, estudante do terceiro ano do Colégio Estadual Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Num passeio na Fiocruz, ela conta que cresceu perto da natureza e tem curiosidade pela área. “Conhecer o espaço onde são realizadas as pesquisas, pode despertar o interesse de outros alunos pela profissão”, acrescenta.

A visita da escola foi promovida pelos professores do Colégio Bangu. Entre os organizadores, José Ricardo Lira, professor de Biologia. Para ele, a atividade serve para mostrar aos alunos que os ensinamentos de sala não estão restritos às provas ou aos vestibulares. “Aqui eles vão entender na prática o que aprendem nas aulas de ciências”. O professor acredita que o primeiro passo para formar um futuro cientista é levar os estudantes até os locais de pesquisa.

Esse é um modo de mostrar que essa profissão não é aquela figura de cientista afastada da realidade, mas sim pessoas apaixonadas pelo meio ambiente e os mistérios por trás disso.  Em virtude de professores como José Ricardo, a ciência brasileira pode ter esperança por dias melhores. O interesse e a vontade dos estudantes de entender os fenômenos do mundo garantem um futuro científico.


Reportagem de Pablo Guaicurus e Pablo Siviero para as disciplinas Infografia no Jornalismo e Jornalismo Digital

A produção do filme da primeira princesa da Disney, Branca de Neve

Já faz 80 anos que Branca de Neve nasceu. O filme, que era estimado em até 250 mil dólares, custou para a empresa 1,5 milhão de dólares. Walt Disney apostou alto: nenhuma empresa havia criado uma animação tão longa. Era um grande investimento, sem garantia do retorno desejado, já que não havia histórico de nada parecido. Mas Walt Disney estava determinado a inovar e, assim, com o trabalho que durou dois anos, envolvendo aproximadamente 750 pessoas, o filme foi um sucesso e alcançou público recorde na estreia em Los Angeles. A conquista pioneira gerou um Oscar honorário para a Disney. Saiba mais sobre os números que formaram o primeiro longa-metragem de sucesso da empresa.

Infográfico Branca de Neve

 


Fonte: “Walt Disney – De Marceline para o Mundo”. Texto e arte: Yasmin Thomaz

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