A abertura do último dia da semana de moda carioca ficou sob responsabilidade da Argalji, marca da designer Monique Argalji. A coleção apresentada no sábado (18) investigou novas possibilidades de modelagem e propôs uma releitura contemporânea da silhueta feminina.
A coleção da marca nasce de um processo profundamente experimental conduzido por Monique, que atua diretamente na modelagem e construção manual das peças. A partir dessa prática, a designer desenvolve uma pesquisa focada na combinação de materiais, com destaque para a espuma, explorada como elemento central de experimentação. As modelagens surgem de forma orgânica, guiadas pela técnica, emoção e intuição.
A marca ressignifica materiais tradicionalmente ligados à lingerie, trazendo-os para novos contextos. A espuma, antes interna, passa a ocupar a superfície das peças ao lado da lycra, enquanto a renda aparece reinterpretada em colaboração com a Duloren, marca da família da estilista. Essa parceria carrega um valor histórico, conectando a coleção à trajetória do avô de Monique, alfaiate libanês que iniciou a produção de lingerie na Rua da Alfândega, no Rio de Janeiro.
Entre os destaques estão vestidos de silhuetas marcantes, com mangas estruturadas, drapeados e volumes esculturais que exploram geometrias orgânicas. A cartela de cores transita entre preto, bege, vermelho e amarelo intenso, reforçando a identidade da coleção. Com essa estreia, a Argalji propõe uma moda que une fazer manual, memória afetiva e experimentação, ampliando as possibilidades de construção do corpo e da roupa.










Foto de capa: Divulgação/RIOFW
Reportagem de Cássia Verly
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