Novo lançamento da Intrínseca que chegou às livrarias em 2 de junho de 2026, a obra de Mikito Chinen apresenta um terror japonês em uma experiência literária inovadora. Publicada em dois volumes complementares, a série é composta por “Não Mexa Neste Celular!” e “Não Mexa Neste Arquivo!”.
No primeiro volume, acompanhamos o celular de Kazuma Isshiki. No formato exato de um aparelho celular, com páginas que reproduzem a interface do dispositivo e seus aplicativos, somos levados a mergulhar na história de Isshiki, um jovem universitário que, em busca de um emprego e de dinheiro para morar com sua namorada, aceita participar de uma pesquisa sobre uma lenda e acaba se deparando com algo assustador que mudará sua vida para sempre.
No segundo volume, “Não Mexa Neste Arquivo!”, somos levados a transcrições que se conectam e aprofundam a história de Isshiki. A narrativa se desenvolve de forma dinâmica por meio de entrevistas e avaliações psiquiátricas do autor de um assassinato em massa que chocou o Japão. Acompanhamos a psiquiatra Kasumi Uehara enquanto entrevista o assassino, desvendando, aos poucos, os mistérios por trás desse thriller de terror japonês.

Ao concluir a leitura dos dois volumes, o leitor percebe que diversos detalhes e acontecimentos que, à primeira vista, passavam despercebidos começam a fazer sentido. Aos poucos, todas as conexões são reveladas, e a verdade por trás desses casos bizarros começa a se tornar clara de forma surpreendente.
A Intrínseca traz ao Brasil, pela primeira vez, as obras do autor japonês Mikito Chinen. A duologia é uma grata surpresa para os fãs de terror japonês, destacando-se pelo formato inovador dos livros e pela construção da narrativa a partir da interface de um celular.
Inspirada em lendas urbanas japonesas, a obra utiliza elementos visuais, como capturas de tela, imagens, arquivos e mensagens, que tornam a leitura mais imersiva e contribuem para a atmosfera de paranoia vivenciada pelo protagonista.
Enquanto no segundo volume a estrutura narrativa é levemente modificada, a história é contada por meio de arquivos, transcrições de entrevistas e avaliações psiquiátricas. Acompanhamos a psiquiatra iniciar sua própria investigação.
Embora a história seja dividida em dois volumes, a leitura de “Não Mexa” é fluida, rápida e direta. A escolha por elementos visuais ao longo da narrativa contribui para essa experiência, mantendo o leitor preso até as últimas páginas. Com reviravoltas muito bem colocadas, a obra aborda críticas sociais em meio ao suspense psicológico, levando o leitor a questionar constantemente o que é real e o que pertence ao sobrenatural. Fãs dos clássicos do terror japonês certamente se identificarão com essa duologia.
Foto de capa: Divulgação/Intrínseca
Reportagem por Jéssica de Araujo Lima, com edição de texto de Cássia Verly
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