Histórias em quadrinhos podem ser uma ótima maneira de se adquirir gosto pela leitura

Segundo a fundação Pró – Livro cerca de 36% das crianças têm o costume de ler o gênero

Em 1954, um livro chocou muitos leitores. A sedução do inocente, escrito pelo renomado psiquiatra alemão Fredric Wertham. O autor ocupava o cargo de chefe do maior hospital psiquiátrico de Nova York . Logo, tudo que o Dr. Fredric dizia era visto como verdade absoluta, até mesmo o fato de Histórias em Quadrinhos serem nocivas às crianças.

A Sedução do Inocente, escrito pelo doutor Fredric Wertham. (Foto: Reprodução/ Twitter)

Na publicação de 1954, o psiquiatra alertava aos riscos dos gibis. Segundo ele, essa leitura incentivava violência e promiscuidade. “Dá pra acreditar que havia gente que pensava assim?”, questiona o cartunista Maurício De Sousa. O criador da Turma da Mônica  discorda intensamente do doutor Fredric. “O apelo visual dos quadrinhos ajuda a buscar o interesse da criança pela leitura. Sempre encontro  pessoas que me dizem: Meu filho começou a ler pelos gibis da Mônica”. Maurício também declara sua satisfação em contribuir para o bem do público infantil. “Minha alegria é saber que não estou formando apenas leitores, mas também bons escritores”.

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Maurício de Sousa defende a importância das Histórias em Quadrinhos. (Foto: Acervo Pessoal)

Manoel de Souza, Editor-Chefe da revista Mundo dos super-heróis, concorda com o artista. “Graças à perfeita, e agradável, fusão entre imagens e textos, algo que os quadrinhos fazem muito bem, esse gênero pode sim atrair pequenos leitores”.  Manoel sempre foi apaixonado por gibis. Durante a infância, passava horas desenhando as próprias histórias em quadrinhos. “Eu pegava folhas de sulfite, dobrava e desenhava tudo a lápis, comecei a criar meus heróis e a desenhar só de cabeça”

O jornalista Manoel de Souza junto à equipe da revista Mundo dos Super-Heróis. (Foto: Acervo Pessoal)

Essa pequena brincadeira despertou no jornalista o talento para a comunicação . “Os quadrinhos abriram minha mente para o mundo e me inspiraram a trabalhar com Jornalismo e Arte”.

Assim como Manoel, boa parte do público infantil ama gibis. É o que indicam pesquisas realizadas pela Fundação Pró-Livro. De acordo com os dados, em média, cerca de 36% das crianças têm o costume de ler o gênero.

Eduardo Mourão Macabé, de 7 anos, diverte-se muito com gibis, lendo em média cerca de 12 títulos anualmente. “Histórias em Quadrinhos são engraçadas e muito legais”, diz o menino. Assim como Eduardo, Miguel Oliveira Cristino, de 8 anos, também é apaixonado pelo gênero. “Quando estou lendo, sinto estar vivendo uma aventura invisível. Com os gibis posso viajar além da imaginação”.

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Eduardo e Miguel são apaixonados por Histórias em Quadrinhos. (Foto: Acervo Pessoal)

O incentivo à leitura precisa começar na infância, e uma ótima maneira para que isso ocorra é por meio das Histórias em Quadrinhos. Esse gênero tende a beneficiar muito o ser humano, como aconteceu com o jornalista Manoel de Souza. Além disso, ficou evidente que as ideias do psiquiatra Fredric Wertham, publicadas em A sedução do Inocente, essas, sim, podem ser consideradas nocivas à humanidade.

Gabriel Murillo Monteiro – 6º Período

Escritor de ”As Crônicas de Gelo e Fogo” promete sexto livro da saga para 2020

Através de seu site oficial, George R. R Martin anunciou a nova data para o lançamento do livro The Winds Of Winter, que estava originalmente previsto para 2016

Fenômeno mundial que inspirou a produção da série ‘’Game of Thrones’’, a saga de livros ‘’ As Crônicas de Gelo e Fogo’’, teve anunciado para 2020 o prazo do lançamento de seu sexto capítulo, The Winds Of Winter. Através de sua página oficial na internet, George R. R Martin, autor da obra, foi enfático e se mostrou bastante confiante quanto a publicação do livro até meados do próximo ano.

 No início dessa semana, o escritor havia sido convidado por uma companhia aérea Neozelandesa para visitar o país e terminar seus livros. Mesmo encantado com a possibilidade, George R. R Martin, disse que isso acabaria o distraindo ainda mais de seu objetivo, mas prometeu de forma bem humorada que quando for a Nova Zelândia, para um evento chamado Worldcon,em Julho de 2020, já estaria com os livros em mãos ‘’

“(…) Se eu não tiver THE WINDS OF WINTER em mãos quando chegar na Nova Zelândia para a worldcon, vocês têm minha permissão formalmente assinada para me aprisionar em uma pequena cabine em White Island, de frente para aquele lago de ácido sulfúrico, até eu termina-lo

Autor da série ”As crônicas do Gelo e Fogo” promete sequência para a saga em 2020
Foto :Twitter/@GRRMspeaking

Originalmente previsto para 2016, The Winds of Winter é o sexto e penúltimo episódio do romance, e precederá A Dream of Spring, aguardado último livro da saga. Após a repercussão negativa da última temporada da série inspirada nas histórias, a sequência dos livros terá a responsabilidade de recuperar a imagem e o prestígio da franquia.

Felipe Pereira- 7° Período

Jornalista explora juventude durante a ditadura em livro

Lançamento de “A menina e a ditadura” está marcado para 2 de fevereiro, no Rio de Janeiro. Preços começam em R$ 9,99

O lançamento do primeiro livro da jornalista Helena Grillo já tem data marcada: 2 de fevereiro. A autora e ex-aluna da Universidade Veiga de Almeida convida os leitores a conhecer a sua nova obra “A menina e a ditadura” (Editora Viseu), que explora a vida da jovem Alice durante o período ditatorial no Brasil. O evento acontecerá às 9h, no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

"A menina e ditadura": lançamento acontecerá em 2 de fevereiro | Foto: Divulgação/Helena Grillo

“A menina e ditadura”: lançamento acontecerá em 2 de fevereiro Foto: Divulgação / Helena Grillo

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O livro é a estreia de Helena Grillo como autora. A jornalista conta a história de Alice, jovem de 12 anos que cresceu durante a ditadura militar (1964-1985) e, após o desaparecimento do pai – um jornalista –, passa a viver com o padrinho da falecida mãe, em outra cidade.

“Quando você cresce em um ambiente de ditadura sem entender o que é uma ditadura, como saber que não é a democracia? E mesmo quando, a medida em que ela cresce e procura o pai dela, ela encontra dificuldades, mas não associa isso ao governo, à política. Então é toda uma questão de inocência e percepção de liberdade”, explica a autora.

O lançamento está marcado para 2 de fevereiro, no restaurante Fada Madrinha (Rua São Cristóvão, 551), das 9h às 11h. Segundo a autora, a edição impressa será vendida por R$ 33 e contará com desconto especial a quem comparecer ao evento.

Interessados também podem antecipar a leitura do livro por R$ 9,99. A edição digital já está disponível nas lojas Amazon (Kindle), Google Play Store, iBooks e Kobo.

A MENINA E A DITADURA
Autor: Helena Grillo
Editora: Viseu
Preço: R$ 9,99 (eBook) e R$ 33 (físico), 94 páginas


Bruno De Blasi – 7º período

Poeta e escritor Caio Fernando Abreu resiste ao tempo

Caio Fernando Abreu completaria 70 anos na última quarta-feira (12). Nascido no interior do Rio Grande do Sul, o menino que sempre quis ser poeta faleceu em 1996, aos 47 anos, de complicações decorrentes do vírus da Aids. Sua história, porém, não morreu com seu corpo: Caio deixou para trás uma vasta produção textual, indo do conto ao romance e se aventurando pelos caminhos da poesia e da crônica.

Não é por acaso que sua cidade natal, Santiago do Boqueirão, ficou conhecida como a “Terra dos Poetas”. Apesar de ter começado a produzir textos ainda criança, e até mesmo ganhado um concurso de romances aos 13 anos, foi só quando se mudou para Porto Alegre, inicialmente para cursar Letras, que passou a viver do que amava. Um ano depois, largou a universidade para colaborar com revistas e jornais.

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Foto: Instagram / Ana Clara Tissot

Escreveu para as revistas Manchete, Nova e foi também um dos primeiros colunistas da revista Veja. Caio estava próximo de atingir a maioridade quando ocorreu o golpe militar, em 1964. O recrudescimento da ditadura, em 1968, fez com que a censura se intensificasse e os textos do escritor, que abordavam temas como o sexo e a solidão, viraram alvo.

Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como – eu estou aqui, eu te toco também.

Caio Fernando Abreu em crônica publicada no Estadão, em 29/07/87

Encontrou refúgio na Casa do Sol, sítio que a amiga e também escritora Hilda Hilst mantinha no interior de São Paulo. Já nos anos 70, se exilou e passou por diversos países da Europa, como Inglaterra, Suécia e França. As experiências estrangeiras tiveram profundo impacto na escrita de Caio: ele sentia e falava sobre a experiência do diferente, sobre o medo da vida, o medo da morte.

“Caio, por meio de uma linguagem mais solta, próxima ao coloquial, mesclou poesia e prosa em suas produções, explicitando uma intensidade única, característica marcante em uma produção literária de caráter reflexivo, intimista, mas, sobretudo, libertária”, explica Jéssica Accioly, professora de Literatura.

Talvez por ironia do destino, o fascínio por Caio alcançou seu ápice mais de uma década após sua morte. Impulsionado pela internet, ele passou a ser curtido, repercutido e compartilhado, nessas atitudes tão caras às redes sociais. Afinal, quase tudo sobre o que escreveu é atual como nunca. A forma de ver o mundo que o escritor possuía acaba ressonando entre muitas pessoas hoje em dia.

“De uns anos pra cá, observou-se o “boom” Caio F. Abreu na internet. Pessoas vêm postando, em diferentes redes sociais, trechos de obras do autor que abordam temáticas como relacionamentos, felicidade e solidão, além de trechos com colocações do escritor sobre política e desigualdades, questões incessantemente discutidas nos dias atuais. Os temas atemporais abordados por Caio em seus textos explicam o interesse dos jovens por suas colocações que, mesmo compartilhadas fora de contexto, fazem com que o escritor se torne cada vez mais popular entre as novas gerações”, complementa Jéssica.

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Doodle do Google em homenagem ao aniversário de Caio Fernando Abreu em 12/9

Mas, como não podia deixar de ser, a internet também funciona de forma traiçoeira. Muitos textos apócrifos são atribuídos a Caio, e até mesmo textos conhecidos de outros autores são compartilhados com a assinatura dele. Apesar disso, é certo que o crescente interesse por sua obra fez com que ela fosse tratada com mais cuidado. Quase todos os livros de Caio, entre eles o célebre “Morangos Mofados” (1982) e seu primeiro romance, “Limite Branco”, (1970) ganharam reedições.

Materiais inéditos, como poemas, contos e cartas, foram publicados. Também foram lançados, nos últimos anos, peças, espetáculos e filmes, como o documentário “Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes” (2013), de Bruno Polidoro. Em comemoração ao seu 70° aniversário, as irmãs de Caio ajudaram a organizar a exposição “Doces memórias”, em cartaz no Museu Nacional da República, em Brasília, e o Google mudou sua logo para um doodle do autor. Sem falar nas biografias, a mais completa delas feita por Paula Dip, amiga de longa data de Caio. “Para sempre teu, Caio F.” é uma ode não só ao escritor, mas também ao ser humano que ele foi.

E a mágica de Caio F. foi sua caneta.

 


Camilla Castilho – 8º período

Resenha de ‘Lolita’: ‘Ambos condensados estávamos nós’

A cantora Lana Del Rey fez em seu álbum de estreia Born To Die referências ao livro  “Lolita”, obra controversa de Vladimir Nabokov. Na edição especial do hinário, há uma faixa inteiramente dedicada à personagem que intitula o livro. A cantora capta a personalidade vulgar e ao mesmo tempo infantil da menina. Personalidade esta exposta por um eu lírico cínico, narcisista e melancólico, que não alicia apenas a criança de 12 anos como também os “senhores do júri”.

Em “Lolita”, Humbert Humbert, professor francês de literatura inglesa de meia-idade, narra sua vida de “cavalheiro fiel e contido” atraído por meninas de “natureza nínfica” entre 9 e 14 anos, as quais ele designa como “ninfetas”. Acredita que a perda de uma grande paixão da adolescência tenha provocado sua natureza pedófila.

Um tempo após sua mudança para os Estados Unidos, o intelectual vai para Ramsdale e cai de paraquedas na casa de Charlotte Haze, uma mulher normativa e ríspida que mantém uma relação fria e desdenhosa com a filha de 12 anos, Dolores. Ele enxerga sua condição de inquilino como uma chance de conseguir finalmente possuir uma ninfeta; aquela que ele apelidou de Lolita.

Ao saber do amor da senhora Haze, casa-se com ela a fim de aproveitar-se da posição de padrasto para acariciar Lo quantas vezes quisesse. Oportunamente para Humbert, Charlotte morre atropelada. Assim, ele busca a criança numa colônia de férias e passa boa parte do livro em fuga pelos Estados Unidos, abusando da garota sexualmente, psicologicamente e emocionalmente.

Humbert escreve a história dentro de uma prisão e, por diversas vezes, se dirige aos jurados que compõem tanto os literais como os leitores. Em seus primeiros capítulos, recapitula sua vida pré-Lolita, tentando justificar sua natureza. Com uma escrita rebuscada e cínica, que inclui expressões em francês, consegue de modo sutil durante a narrativa confundir os sentimentos de quem a lê. Ele exalta sua estética, personalidade e dons que possui, e fala de si como um homem melancólico, taciturno e oprimido.

Lolita é uma menina clichê da época que se interessa por quadrinhos, revistas femininas e de cinema, jazz e dança, guloseimas e teatro. Pueril, mas nem tanto, chama a atenção dos garotos e dos homens. Segundo o padrasto, via o ato simples [sexual] como parte integrante do mundo furtivo dos jovens.

A narrativa é dividida em duas partes. A primeira vai até o dia em que o professor conta a Lolita já violada que a mãe está morta. E a partir da segunda parte, a menina já se vê sozinha; só lhe resta Humbert. Dolly, antes de saber que está órfã, imagina que esteja vivendo uma aventura. A aventura termina e se inicia um misto de drama e horror, gêneros que não se encaixam entre os prediletos da menina.

Humbert recorre a métodos abusivos para manter Lolita sob sua posse, como persuadi-la de que também é culpada pela relação que eles mantêm; aterrorizá-la psicologicamente com ameaças de reformatório e orfanato; e suborno, exigindo que transe para que só assim ganhe alguns trocados.

O protagonista cria expectativas para Lolita, a fim de que ela tenha uma finalidade diária pelo que viver. Em certo período, pausa as viagens e fixa-se com Lolita em uma residência, a fim de tentar dar à vida dela alguma normalidade ansiada pela garota.

Humbert se vitimiza e se humaniza; e apresenta uma personalidade agressiva, exasperada e impertinente de Dolly. Comportamentos que ele sabe serem frutos da insatisfação da moça com a vida atípica. Percebe-se, quando não se está sendo levado pela eloquência do intelectual, de que a jovem não está bem.

O professor de literatura chama sua história com Lolita de paródia de incesto. Ele não é parente, muito menos um primo que brinca com Lo. É um homem com cerca de 40 anos que estupra muitas vezes por dia uma menina. O humor deve estar nos artifícios narrativos utilizados e nos momentos patéticos da irônica devoção do opressor à oprimida.

Lolita pode ser considerada um símbolo feminista. Dolores (menina; mulher; feminina) vítima de opressão pelo padrasto (homem; sociedade), que vai desde a aversão ao que é considerado feminino (formas de expressão do gênero) a abuso sexual e privação da liberdade. Lolita é hipersexualizada. Também objetificada; uma boneca humana que serve ao desejo e prazer masculino. A mocinha se alimenta de expectativas diárias para sobreviver, valoriza a liberdade e ser jovem, e corre atrás de seus sonhos mesmo num sistema que a puxa para baixo.

Não se sabe realmente até que ponto a vulgaridade da menina é fiel, visto que a obra é escrita sob a perspectiva de um maníaco narcisista e cínico. Entretanto, desejos sexuais podem surgir na infância e estão presentes na adolescência, porém nada que justifique um adulto manter relações íntimas com quem não alcançou a maturidade.

Vale destacar as viagens pelos Estados Unidos. Para muitos, Lolita simboliza a jovem América e o boêmio Humbert, a velha Europa. Esta degradando àquela. Segundo Martin Amis no posfácio do livro, para Humbert, a vastidão selvagem que o cerca representa uma humilhação e uma paródia; sua amplidão e liberdade são uma censura permanente à sua furtividade e a seu ignóbil comedimento.

A mente do eu lírico é afligida pela culpa moral, mas não controla seu amor obsessivo. Em poucos momentos Humbert expõe que Lolita está insatisfeita e sofrendo por algo ou por tudo. Ele aproveita muito mais suas técnicas de abafamento. Isso não só por fazer tudo girar em torno dele, mas também porque enquanto preso, pretende ser leal aos sentimentos e pensamentos que lhe dominavam na época dos acontecimentos.

A culpa não é compartilhada apenas entre Lolita e Humbert, mas também entre seus leitores. O escritor conquista. Provoca empatia. Depois surge a pena. Que dá lugar ao nojo. Este tomado pela pena novamente. Os sentimentos, contraditórios, vão dar em quê? Em admiração por um personagem excelentemente construído por Nabokov.

E Dolores Haze? Cabe um trecho da música Carmen (um dos vocativos direcionados a Lolita por Humbert) de Lana Del Rey, “The boys, the girls / They all like Carmen”, talvez não da maneira que merece.


Jefferson Alves – 7° período

 

Camila Coutinho lança seu primeiro livro: ‘Estúpida, Eu?’

Com 2,3 milhões de seguidores só no Instagram, a criadora do blog Garotas Estúpidas, um dos primeiros do Brasil, lançou na última quinta-feira (17) seu livro “Estúpida, eu?” no Shopping Leblon, no Rio de Janeiro. Na publicação, Camila dá dicas de sucesso e conta sua trajetória profissional.

A pernambucana começou o blog em julho de 2006 e fazia publicações sobre o universo das celebridades.  Não demorou muito para que o Garotas Estúpidas crescesse e virasse o potencial digital que é hoje.

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Camila Coutinho para “Estúpida, eu?”. Foto: Bob Wolfenson / Divulgação

O sucesso da publicação de seu primeiro livro foi instantâneo e o que era um hobby se transformou em um grande negócio. Vendedores da livraria Travessa relataram que desde seu lançamento, o “Estúpida, eu?” tornou-se um campeão de vendas. “Já tivemos que pedir um estoque dos livros, só se fala em Camila Coutinho”, relatou Felipe Nunes.

Em 2015, Camila foi eleita pela revista “Forbes” como um dos 30 jovens brasileiros mais influentes com menos de 30 anos. Já pelo “Bussines of Fashion”, a pernambucana ocupa o status de ser um dos nomes mais importantes do atual mercado.  Arretada que só!


Rafaela Aguiar – 7º período

A mente fantástica de Vinícius, autor de ‘Weiss – A Mente é o Limite’

Desde criança, Vinícius Louzada, 25 anos, é aficionado por livros. Na infância, costumava passar boa parte do tempo escrevendo. Com o passar dos anos, foi se aperfeiçoando e recentemente lançou seu primeiro livro: Weiss – A Mente é o Limite. “Sempre gostei de estórias de pessoas que controlam mentes, mas elas eram personagens secundários. Um dia tive a ideia de criar minha própria”. Na escolha do título, o carioca desejava um nome forte e com um propósito. Acertou em cheio. “Weiss [Vais] quer dizer branco, em alemão. Representa o começo. É só pensar em uma tela branca”.

Além de escritor, Vinícius é publicitário e dono do canal “Imorrível” no Youtube. A boa escrita permitiu que ele se destacasse profissionalmente. “Trabalhei com criação em Publicidade e fui editor na Nova Fronteira”. Grato, ele reconhece a importância das pessoas mais próximas. Seus pais, inclusive, o acompanharam na XVIII Bienal Internacional do Livro Rio, ocorrida em setembro de 2017. “Eles sempre me apoiaram em tudo. Minha namorada e alguns amigos também”.

Vinícius Louzada

O sucesso do carioca se repete no ramo livreiro. Seu romance Weiss – A Mente é o Limite tem uma escrita irreverente, viradas surpreendentes e cenas repletas de ação. O livro gira em torno dos “switchers”, indivíduos com habilidades especiais. Lucas, um dos personagens, tem o poder de invadir e controlar o corpo de outras pessoas e também se regenerar. Tony, o favorito do autor, é um homem preso no corpo de uma mulher. Lembrando um pouco a questão dos transgêneros. “Algumas pessoas se atentaram e me mandaram mensagem quando leram. Mas não foi intencional”.

Para criar Weiss, Vinícius teve várias influências, mas nenhuma história específica. Ávido leitor, ele cita seus autores preferidos, entre eles, George Orwell (“1984”) e Agatha Christie (Death on The Nile, Morte no Nilo, em português).

Quanto ao futuro, o escritor adianta que Weiss terá continuidade, mas evita entrar em detalhes e, assim, provocar “spoiler”. “Cada livro representa um cor e um tema do livro”. Ele planeja escrever outros romances. “Tenho mais duas ideias. O próximo é um suspense fechado em dois personagens”. Caso tivesse a habilidade de invadir e controlar corpos, Vinícius faria bom uso. “Eu usaria o poder para corrigir erros”.


Reportagem de Jean Carlos para a disciplina Projeto Interdisciplinar de Jornalismo Impresso

Andrea Viviane Taubman, a escritora com alma de menina

Do poeta Pablo Neruda a jovens autores como Carolina Munhóz, os inúmeros livros na estante da escritora Andrea Viviana Taubman chamam atenção diante dos olhos de quem chega em seu apartamento na Tijuca. Não há nada mais carioca que morar no maior bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, nada mais brasileiro que ter miniaturas de berimbaus e galinhas-d’angola expostos na sala, mas no meio das características do país verde e amarelo, também há itens que remetem à origem argentina da escritora. Nascida em Buenos Aires, aos 7 anos, Andrea veio para o Brasil com os pais e a irmã, deixando o resto da família. Fez do país não apenas o lugar em que mora, mas seu lar. E a escritora acaba de lançar três livros.

Foi a saudade que fez Andrea começar a escrever. Trocar cartas com a avó Emília fez a menina se apaixonar pelas palavras. Não era a primeira vez que os adultos a inspiravam. Neta mais velha dos dois lados da família, ela queria entender as conversas e por isso se alfabetizou precocemente. “Todo mundo começava a ler jornal muito cedo na minha casa. Era um hábito muito comum nas famílias argentinas”, lembra. Toda emoção que sentia quando criança ainda está presente na memória de Andrea. Seu recente livro “Don Quijote de la Mancha”, adaptação da obra de Miguel de Cervantes, é dedicado a dois tios, os quais considerava adultos fascinantes. “Ao escrever o livro, eu me via pequenininha e as palavras deles pareciam brilhar”.

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A escritora Andrea Viviane Taubman [foto: Júlia Dias]

Apesar de ter o sangue da premiada escritora argentina Alicia Steimberg, escrever livros não foi a primeira escolha de Andrea. A neta da avó Emília era movida pela curiosidade, queria saber do que tudo era feito. Aos 16 anos foi cursar Química e, já formada, se aventurou em áreas tidas como masculinas: a pintura industrial e o setor rodoviário. A experiência que chama de “minha outra vida nesta vida” foi o que fez emergir o lado prático da autora, que a levou a assumir a tesouraria da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. “Metade da minha cabeça é de vento, mas a outra é de cimento”.

O lado “cabeça de vento” de Andrea é essencial para suas obras. Afinal, dialogar com as crianças, entender o mundo infantil e expor temas que não costumam ser apresentados não são tarefas simples. Após algum tempo escrevendo sem intenção de ser publicada, ela chegou ao mercado literário em 2010 com a história de Pedro, protagonista de “O Menino Que Tinha Medo de Errar”, um garoto solitário que vivia afastado das outras crianças. De lá para cá, a escritora tem enchido as páginas dos livros com seus versos. “Escrevo sobre temas que a criança precisa saber, mas os adultos não sabem falar porque também não souberam nos explicar. Quero que meus livros ajudem a construir um caminho para esse diálogo”.

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[Foto: Júlia Dias]

Enquanto realiza seu desejo, Andrea se emociona ao lembrar de diversos episódios com seus pequenos leitores. Um deles aconteceu numa escola de educação infantil quando a autora lia um de seus livros. Dentre todas as crianças, um menino a encarava, sério. Quando a contação acabou, ele se aproximou e, olhando nos olhos da escritora, declarou com toda sua sabedoria: “Você é grande, mas você é criança!”. Andrea garante que foi um dos momentos mais incríveis de sua vida. “Algumas vezes eu consegui encostar o dedinho no paraíso. Essa foi uma delas”.

Outro momento marcante na vida da autora foi seu livro “A Escola Que Eu Quero Pra Mim”. Recém lançado e já encomendado pela prefeitura de Teresópolis, o livro acabou tendo a missão de ajudar os estudantes das escolas destruídas no maior desastre climático da história do país, a tragédia ocorrida na região serrana em janeiro de 2011. Andrea, que morava no município serrano, diz que lembra bem “o barulho durante e o silêncio depois”, e afirma que se sentiu abençoada por seu livro ter sido usado como motivador para a reconstrução das escolas. “A premissa era: vamos começar de novo, mas qual é a escola que nós queremos? Muito da minha literatura é isso. Sempre podemos reconstruir algo que foi destruído, mesmo que seja algo dentro de nós”.

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[foto: Júlia Dias]

Ajudar uma criança é a principal missão da literatura de Andrea, o que torna a responsabilidade de escrever quase sempre maior. O anseio por escrever o livro “A Família de Marília” veio de uma mesa com escritores como Dulce Maria Cardoso e Zuenir Ventura, mas, apesar de saber o que queria pôr no papel, ela não sabia como encaixar sua visão em palavras que as crianças compreendessem. Foram três anos para chegar a um veredito: escreveria o livro como Marília, uma criança que tinha que fazer uma redação sobre sua família. “Em um dia depois de muito chorar, resolvi me colocar no papel dessa criança que tenta escrever e não sabe como”.

Marília foi só uma das muitas meninas e meninos que Andrea imaginou. Só no fim de 2017, a escritora lançou três livros: “Tem cabimento?”, “Don Quijote de la Mancha” e o delicado “Não me toca, seu boboca!”, que tem a missão de alertar pais e crianças sobre a violência sexual. Mesmo abordando temas complicados, ela não perde o sorriso ao falar das crianças nem por um minuto. Aliás, até perde, quando é para dar lugar a lágrimas emocionadas. A escritora diz que o maior amor de sua vida são seus filhos, mas, verdade, é que ela trata todas as crianças com quem cruza como suas, com todo amor que se espera de uma mãe. “Quero que meu coração fale com o do meu leitor, que minha alma fale com a dele”, explica sorrindo.


Reportagem de Julia Camacho Dias para a disciplina Projeto Interdisciplinar de Jornalismo Impresso

Feira Literária da UVA acontece de 24 a 27 de abril no campus Tijuca

Em comemoração ao Dia do Livro (23/4), a Universidade Veiga de Almeida realizará a sua primeira feira literária entre os dias 24 e 27 de abril, no campus Tijuca, Rua Ibituruna 108. Na programação, bate papo com escritores, palestras e ainda a presença de editoras, como a Saraiva, JB Livros e Booklook. O evento é gratuito e voltado para alunos, funcionários e professores da universidade.

Criador de “Um cartão” — sucesso absoluto na internet, com mais de 1 milhão seguidores no Instagram —, o autor Pedro Henrique é presença confirmada. Ele estará na feira no dia 26, quinta-feira.

A participação em atividades da feira dará direito a um certificado aos estudantes, que poderão utilizá-lo para solicitar as horas de atividade complementar. Para isso, é preciso que os interessados se inscrevam no site da 1ª Feira Literária da UVA.

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‘Um cartão’, de Pedro Henrique. Foto: Divulgação

Programação Completa

Bate papo com autores – Local: Salas A201 e A206

24/04: José Maurício – “Primeira Página”- Horário: 16:30h – Sala A201

25/04: Prof. Maria Cristina – Horário: 17:00h – Sala A201

25/04: Projeto TCD – Textos Cruéis Demais – Horário: 14:30h – Sala A201

25/04: Prof. Cristiane Esteves – “Cerimonial de Casamentos”- Horário: 15:30 – Sala A201

26/04: Pedro Henrique – “Um Cartão”- Horário: 15:30 – Sala A206

26/04: Robson Machado, jornalista – “O Andar Invisível”- Horário: 16:30 – Sala A206

26/04: Tony Torres – Presidente do instituto Far Play e Josep Maria Rodrigues – ex jogador do Barcelona – Horário: 14:30 às 15:30 – Sala A206

27/04: Luiz Ainbinder – “Magnetismo Pessoal” – Horário: 14:30 – Sala A201

Autores UVA – Local: LEAL (Sala A122)

24/04: Seus respectivos livros – Professor Dantas – Horário: 14:30

25/04: Professora Thaís Damandrad – Obra Amanhã Previsível – Horário: 16:30

26/04: Professora Jéssica Moreira – Obra: O enquadramento de uma Metamorfose – Horário: 16:30

O evento também será realizado nos pisos preto e branco, no LabIdeias e no Laboratório de Ensino e Aprendizagem das Licenciaturas (LEAL) de 14:30 às 17:30.


Nayara Gomes – 6º período

Blogs literários, um novo caminho para incentivar a literatura

A maioria dos blogs literários é criada por pessoas que querem conversar sobre literatura, fazer com que outros conheçam livros novos. Eles ajudam na divulgação de um novo autor e incentivam pessoas começarem a ler. Alguns sites sentem a necessidade de migrar para o Youtube para tentar mais visualização, mas alguns canais com outros tipos de conteúdo conseguem mais visualização, como, por exemplo, o Poland and Bananas Book, dos Estados Unidos, tem cerca de 369 mil inscritos, enquanto o Boca Rosa, que fala sobre maquiagem, do Brasil, tem 4 milhões. Os vlogs literários nem sempre têm o devido reconhecimento, pois o tema literatura não é de interesse de muita gente.

Como é o caso do blog “Magia Literária”, criado em 2011 por Mariana Mortani, logo depois da primeira bienal dela e de ter conhecido vários autores nacionais e internacionais. A blogueira queria compartilhar sua opinião sobre literatura, conhecer pessoas com um gosto parecido com o dela, indicar livros e incentivar a leitura. “A parte mais gratificante desse trabalho é mediar os eventos e os bate papos, ter oportunidade de entrevistar os autores e ter o reconhecimento das editoras”, diz ela.

Mas a vida de blogueiro literário não é tão fácil assim, tem seus obstáculos. Para Mariana, uma das dificuldades é a falta de tempo, pois são muitos livros de parceria chegando e eles precisam ser divulgados. “Eu não gosto de falar de livros que eu não li, não tenho esse costume, então preciso ler. Com a faculdade e a vida pessoal, fica meio difícil organizar tudo. Mas quando a gente faz o que a gente gosta, vale a pena”, comenta ela. Mariana tenta ter uma rotina, só que às vezes não dá muito certo.

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Quando a blogueira sentiu que o site e ela tinham uma necessidade de aparecer mais, resolveu migrar para o Youtube. “Eu não colocava o meu sobrenome principal, que é o Mortani, que é o único. Eu não queria que o pessoal me achasse facilmente, então eu colocava um mais comum, o Leal”, comenta a blogueira. Mariana queria ter uma privacidade, a vida pessoal separada da vida profissional, mas acabou percebendo que elas caminham lado a lado e que dá para conciliar as duas. Com o canal, os leitores se sentem mais próximos, pois sabem quem está por trás de tudo aquilo, comentam mais, seguem as redes sociais pessoais por causa do Youtube.

Hoje, o canal Magia Literária tem, em média, um total de 450 mil visualizações, mas quando atingiu 10 mil inscritos e a divulgação ficou mais lenta, Mariana teve vontade de desistir. Por mais que tivesse dedicação ao mundo literário, existem outros canais, com outro tipo de conteúdo, que crescem rapidamente. “No mundo, o maior canal de literatura não tem nem 400.000 inscritos”, comenta ela. Apesar de estar fazendo algo de que gosta, todo blogueiro quer um tipo de retorno, mas quando não chega, fica meio difícil.

Quem passa pela mesma situação é Bárbara Montechiare, criadora do “Um metro e meio de livros”, que teve a ideia de criar seu blog no fim de 2012, pois os sites que acompanhava só falavam de livros que todo mundo conhecia, então resolveu criar um para falar sobre os que não eram tão conhecidos. Para ela, a parte mais emocionante é poder encontrar com outros blogueiros, conhecer pessoas e canais diferentes.

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Entretanto, fazer a divulgação é a parte mais difícil. Não se pode criar um blog achando que na primeira postagem já vai ter muito acesso. “Tem que divulgar bastante, conseguir o networking dentro desse mundo. Você vai crescendo aos pouquinhos”, comenta ela. Conciliar esse trabalho com a vida pessoal também não é fácil. Bárbara ficou quase um ano sem postar nada, pois estava trabalhando muito longe de casa, só conseguia ler, não encontrava tempo para escrever a resenha e gravar vídeos.

A blogueira encontrou no Youtube uma forma de divulgar o site. “Hoje em dia, o que dá mais divulgação é o Youtube, não tem como ficar de fora”, declara ela. Apesar de o canal ser um novo jeito de fazer divulgação, o mundo de blog de livros não dá muito retorno, o maior que você tem são as parcerias com editoras. “Você acaba perdendo muito tempo para fazer um negócio legal que nem sempre vai dar um retorno que se espera. É uma parte do seu tempo livre que você dedica”, comenta a blogueira. Assim como Mariana, do Magia Literária, Bárbara também já pensou em desistir.

Apesar de todas as dificuldades que os blogueiros enfrentam na questão de retorno, eles têm um papel importante na hora que o leitor quer saber se aquele livro é bom, se vale a pena comprar. No caso da Bianca, que acompanha o blog “Estante Quadrada”, ela já leu um livro indicado por ele, Fragmentados. Sempre que quer ler ou comprar, ela vai em busca de uma resenha na Internet ou no Skoob, um site para organizar suas leituras. “Os blogs mantêm os leitores informados sobre os lançamentos, são pessoas que escrevem tudo o conteúdo, então eu acredito que as opiniões sejam verdadeiras”, diz a leitora.

O blog que Bianca acompanha, “Estante Quadrada”, foi criado em Dezembro de 2013, por Lucas Reis, que tinha acabado de ler Jogos Vorazes e queria comentar sobre o livro. Então ele resolveu ter uma página para que outras pessoas comentassem e para conversar sobre livros. Hoje em dia, o tempo do blogueiro é curto. “Eu cuido do “Estante Quadrada” mais no fim de semana. É quando eu edito, escrevo as resenhas e as matérias. Eu faço o bruto no sábado e no domingo e ao longo da semana eu tento editar”, comenta ele. Lucas trabalha, faz faculdade e tem que escrever e postar conteúdos diferentes.

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Para interagir mais com as pessoas, o “Estante Quadrada” foi para o Youtube seis meses depois da criação do blog. “Eu criei o canal porque consigo me expressar melhor falando do que escrevendo, para aparecer mais e perder a vergonha de falar em público”, diz o blogueiro. O vlog tem uma média de 30 a 40 comentários em um vídeo. “As pessoas comentam coisas sobre os vídeos e não coisas aleatórias. Isso se torna uma conversa, justamente o que eu queria desde o início”, comenta Lucas. O site ganha mais visualização quando tem uma postagem que abrange muitas pessoas ou quando o assunto é focado em um determinado tipo de pessoa.

Diferentemente de Mariana e Bárbara, que pensam em desistir por conta do retorno do público, Lucas só considera isso quando está prestes a fazer algo que vai ser muito marcante e quando um evento grande está para chegar. “As coisas começam a dar errado, eu penso que não vai dar certo, mas no fim dá tudo certo”, comenta ele. Quando ele chega nos eventos, esquece de desistir.

Para os autores, os blogs são de extrema importância, pois eles divulgam os livros e dão suas opiniões. A autora dos livros Contando Estrelas, Poder Extra G e Blogueiras.com e dona do blog “Nem te conto”, Thati Machado faz parte da Aliança dos Blogueiros, na qual vários sites se juntam para promover a literatura. “O marketing mais efetivo é feito pelos blogs, pois eles focam no público que gosta de livros. A chance de conseguir um novo leitor a partir de uma indicação de um blog é muito mais provável”, diz a escritora. Seu livro já foi lido por uma leitora que conheceu suas obras por intermédio do blog Bigode Literários

Por divulgarem os livros na internet, as editoras perceberam um aumento das vendas dos produtos mostrados neles e viram que os blogs são uma forma de divulgação. “A voz, o canto e a forma de propaganda mais descontraída fazem a diferença, e o livro mostrado pelos blogueiros era mais vendido e super falado por todos”, conta Maju Raz, que trabalhava na Editora Novo Conceito, em São Paulo, como jornalista auxiliar de marketing digital.

A relação das editoras com os blogs é uma via de mão dupla. Com as parcerias, os blogueiros recebem exemplares antes do lançamento oficial e ficam livres para fazer as resenhas, textos ou vídeos. O importante é divulgar. “As editoras divulgam as obras com um custo mais barato, pois o marketing é caro. Com isso, sobra verba para investir em outras coisas”, diz Maju.  E os blogueiros, como pagamento por fazerem isso tudo, ganham livros, ingressos, press kits, brindes e informações em primeira mão.

O que fazer para que seu blog chegue no seu público alvo? 

  1. Estar sempre presente nas redes sociais;
  1. Pedir ajuda às pessoas e páginas grandes (fã site, fã clube) com muitos seguidores quando o assunto é mais específico;
  1. Estar sempre em contato com o público, não ignorar ninguém, conversar, interagir;
  1. Usar hastag, para tornar o assunto mais visível;
  1. Fazer vídeos diferentes, como caixa de correio, o que foi lido no mês, mini resenhas em único vídeo de todos os livros lidos;
  1. Publicar vídeos mais temporais. Quando um assunto está em alta, tentar fazer uma matéria ou um vídeo sobre ele, para quando a pessoa jogar o assunto na Internet, seu blog/canal vai aparecer.

    Reportagem de Carolina Gabri para a disciplina Projeto Interdisciplinar de Jornalismo Impresso