Eleições 2020: Paes x Crivella no segundo turno do Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro é um dos estados do Brasil que terá segundo turno nas eleições municipais de 2020. No último domingo (15), Eduardo Paes (DEM), teve o maior número de votos na cidade, com 37%, enquanto o atual prefeito do Rio, declaradamente apoiado pelo presidente Bolsonaro, Marcelo Crivella (REPUBLICANOS), alcançou o segundo lugar com 22% dos votos.
E, em ordem decrescente, a colocação dos outros candidatos: delegada Martha Rocha, do PDT (11,30%); Benedita da Silva, do PT (11,27%); Luiz Lima, do PSL (6,85%); Renata Souza, do PSOL (3,24%); Paulo Messina, do MDB (2,93%); Bandeira de Mello, da Rede (2,48%); Fred Luz, do Novo (1,76%); Glória Heloiza, do PSC (0,52%); Clarissa Garotinho, do Pros (0,46%); Suêd Haidar, do PMB (0,15%); Cyro Garcia, do PSTU (0,11%); e Henrique Simonard, do PCO (0,02%).
Com o fim da apuração em todas as seções, o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), venceu em 44 zonas eleitorais do Rio de Janeiro e, Marcelo Crivella, em apenas 5.
“Paes se mostrou mais confiável, diante de seus adversários, para a maioria da população. Uma eleição se faz de forma comparativa, não pelas críticas que alguns fazem dos candidatos. As pesquisas mostram esse cenário”, conjectura Carvalhido, doutor em comunicação, sobre o cenário do segundo turno.
Repercussão das apurações
O sistema de votação pela urna eletrônica é mais seguro e mais rápido, entretanto, durante a contagem de votos, houve problema na divulgação dos resultados, a demora excessiva da contagem levou algumas pessoas a alegarem fraude eleitoral.
O sistema é íntegro e as urnas não estão em rede. Há tentativa de desmoralizar o processo eleitoral. No Brasil, até quem vence fala que houve fraude, como lembrou Barroso. Quem tenta divulgar informação de fraude faz parte da conspiração contra a democracia #Eleicoes2020
— Míriam Leitão (@miriamleitao) November 16, 2020
Para o doutor em comunicação e especialista em pesquisa de mercado e opinião pública, Guilherme Carvalhido, não há qualquer indício de fraude eleitoral, o que aconteceu no domingo foram problemas na configuração do processo de contagem de votos.
Tais alegações de fraude começaram após notícias de um ataque hacker contra o TSE. O ministro Luís Roberto Barroso, informou que o ataque hacker foi descoberto rapidamente e neutralizado, e em nota o Tribunal Superior Eleitoral reforçou o comentário do ministro.
O segundo turno irá ocorrer no final do mês de novembro, dia 29. O TSE recomenda que os eleitores levem sua própria caneta e utilizem álcool em gel. É obrigatório o uso de máscara.
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Raphael Pimentel – 7° período
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