Arte Ciência

Brasileiro é finalista em concurso inovador arte nanotecnológica

Brasileiro é finalista de competição que promove a exposição de nanotecnologias em forma de arte

Nesta sexta-feira (13) será decidido o concurso internacional de nano arte, a NanoArtography 2020, um evento promovido pelo instituto de nano materiais da Universidade Drexel, na Pensilvânia, e criado pelo cientista Babak Anasori com o objetivo de trazer mais conhecimento sobre a nanotecnologia para as pessoas. “Eu criei esse evento para conscientizar as pessoas sobre a nano. Quase todo mundo que usa aparelhos eletrônicos se beneficia da nanotecnologia. Porém, se perguntar para as pessoas, poucas saberão disso. Então, criando a NanoArtography, eu criei uma plataforma onde os cientistas e engenheiros possam compartilhar seu trabalho como peça de arte, e assim as pessoas poderiam passar um tempo aprendendo sobre a ciência enquanto observam essas obras de arte”.

Esse evento ocorre desde 2016 e conta com pessoas do mundo todo, inclusive com cientistas do Brasil, como é o caso do pesquisador Ricardo Tranquilin da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ricardo já coleciona boas posições no evento desde o primeiro ano, ficando em terceiro lugar em 2016 com a obra Gerbera Flower. Em 2018, recebeu menção honrosa pela imagem A fog day in the park, e, em 2019, garantiu o segundo lugar com a imagem Sweet Tubes. Nesse ano, o brasileiro já está na final e possui três obras disputando o prêmio, sendo elas Big Ones Little Ones, Star Fruit e Perfect Balance.

“Big Ones Little Ones”, imagem finalista do Ricardo Tranquilin no inovador concurso de arte que mistura técnicas avançadas de ciência e tecnologia (Foto: divulgação)

Para os vencedores, haverá prêmio em dinheiro, onde o criador da imagem ganhadora receberá 700 dólares. O resultado sairá nesta sexta através de uma escolha anônima pelos juízes do evento. Os fãs também podem votar na rede social do evento, e a imagem mais curtida também ganhará 500 dólares.

O cientista Babak acredita que, por se tratar de um evento internacional e sem restrições para participar, ele possa ser usado para o desenvolvimento da nanotecnologia: “Acredito que qualquer consciência sobre o que fazemos e as possibilidades das nossas pesquisas, pode criar inspiração e motivação para o público. De muitas maneiras, isso pode levar ao novo desenvolvimento da nanotecnologia. Por exemplo, agora mesmo, podemos estar inspirando um jovem inteligente de 15 anos a estudar muito e chegar a uma universidade de ponta, inventar algo e se tornar um futuro Prêmio Nobel! Há muito a ser feito em ciência e tecnologia e, mais especificamente, em nano”.

A nanotecnologia é uma área pouco conhecida da ciência nos dias de hoje, então esses eventos e competições onde as pessoas podem expor seu trabalho como uma forma de arte são uma boa maneira para buscar a evolução nessa área e também para chamar a atenção de possíveis futuros cientistas que ainda não conhecem esse lado da ciência. E ter um brasileiro competindo, e ganhando, pode servir como uma motivação extra para os jovens brasileiros principalmente.

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Lucas Bacil – 8º período

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