Educação

Volta às aulas no Rio de Janeiro

Por ordem da Justiça, escolas cariocas estão liberadas para ter aula presencial

No dia 30 de setembro, a Justiça autorizou a volta às aulas presenciais nas escolas particulares na cidade do Rio de Janeiro por unanimidade. As escolas estavam fechadas desde março devido à pandemia da Covid-19. A rede pública ainda não possui data de retorno.

Com a volta às aulas presenciais, a prefeitura deverá fiscalizar todas as escolas que decidirem abrir para averiguar se os protocolos de segurança e saúde estão sendo respeitados. Além disso, a Justiça determinou que a escolha de abrir para as aulas presenciais fica a critério da própria escola, e as que não se sentirem seguras ou não estejam preparadas para voltar, podem manter a aula virtual.

De acordo com a pedagoga Viviani Anaya, a volta às aulas podem piorar toda a situação no Rio de Janeiro em relação à Covid-19. “Não há garantias de que essa volta não trará um retrocesso ao que estamos conseguindo, a duras penas, com o isolamento social”, afirma. Para ela, é fácil controlar a situação durante a aula, porém o problema mesmo é como manter a segurança fora da sala. “Afastamento de 2 metros, na sala de aula, é possível garantir, mas e no recreio, nos banheiros, na cantina? Nos espaços comuns acho muito difícil. Ainda tem a questão do uso constante da máscara e a utilização do álcool em gel. Quem vai controlar isso? Há que se considerar uma série de fatores para esse retorno”, diz.

A pedagoga também comenta a diferença das escolas particulares para as públicas e o motivo pelo qual ela acha que o retorno à modalidade presencial esteja sendo feita dessa forma. “Penso que a maior pressão para o retorno vem das escolas particulares, por uma questão óbvia. Para os alunos das escolas particulares, com acesso à tecnologia e melhor condição socioeconômica, o impacto é menor, todavia, para os alunos da rede pública, com maior vulnerabilidade socioeconômica, o impacto é enorme, com um prejuízo irreparável.”

A professora Claudia Farias, da mesma forma que a pedagoga, acredita que há outros motivos além da simples volta por trás dessa decisão. “Infelizmente, acho que há um jogo de interesse financeiro e ideológico por trás desse fato. Muito fácil você bater o martelo em um vídeo conferência e determinar que vidas retornem à escola.”

Além da pedagoga Viviani Anaya e da professora Claudia Farias, outros profissionais de ensino são contra a volta às aulas nesse momento. De acordo com o SinproRio (Sindicato dos professores do Município do Rio de Janeiro), pela sexta vez nos últimos três meses, os educadores decidiram seguir com a “greve pela vida” e não voltarão ao trabalho nas escolas particulares da cidade. A próxima assembleia está marcada para o dia 10 de outubro, as 14 horas, onde será realizada uma nova reunião para definir o futuro das aulas no município.

Sindicato dos professores confirmando que a “greve pela vida” continua

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Lucas Bacil – 8º período

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