Comunicação

UVA realiza oficina de comunicação comunitária

Repórter da Agência Nacional das Favelas, Carla Regina falou sobre a importância de um jornalismo mais representativo para as favelas cariocas

A cobertura jornalística em comunidades também foi tema de uma oficina no Seminário Desafios do Jornalismo, promovido pela Universidade Veiga de Almeida, na última segunda-feira (30). A jornalista Carla Regina, repórter colaboradora da Agência de Notícias das Favelas (ANF), contou os bastidores do trabalho de produção de notícias nas favelas cariocas.

Com o apoio de mais de 500 colaboradores e com uma tiragem de aproximadamente 100 mil jornais mensais, a ANF foi criada em 2001 pelo jornalista André Fernandes, com o objetivo de atender a demanda social das comunidades. Em 2005, ela foi instituída como uma organização não-governamental (ONG), a fim de avançar na luta pela democratização da informação da favela para o mundo.

Jornalista e repórter da ANF, Carla Regina destacou a importância
da comunicação comunitária. (Foto: Thatiana Cordeiro/Agência UVA)

Na oficina, Carla, que também é moradora do Turano, falou em como é difícil conciliar a vida profissional com a pessoal no contexto da violência nas comunidades. “Mesmo que eu não carregue isso na tinta (da caneta), eu de alguma forma sinto também. Além disso, na favela ainda há gente sem luz, sem água e que cozinha à lenha. Os contrates são emblemáticos”, afirma.

Para a jornalista, enxergar essa realidade mais de perto a auxilia no processo de escolha e produção da reportagem.

“A gente que está lá dentro sabe o que vai falar, como vai falar e pra quem vai falar. Diferentemente da grande mídia, que, por ter um olhar de fora, invisibiliza os pequenos confrontos e só dá espaço à versão do policial, esquecendo do morador”, conta.

Apesar dos problemas, Carla frisa que a favela é um espaço muito rico para a construção da cidadania. “Nela, há histórias sensacionais de pessoas que fazem a diferença e ainda é possível ver crianças brincando de bolinha de gude e de pião. Além disso, muito do que vivenciamos vem das comunidades, pois ela dita a moda, as gírias e o funk”, exemplifica a jornalista.

Ao fim da palestra, a professora e mediadora em questão, Daniela Oliveira, propôs aos alunos que criassem pautas relacionadas às comunidades e as enviassem para Carla. Para se tornar um colaborador da Agência de Notícias da Favela, basta se cadastrar no site do veículo. “O apoio financeiro e a participação em projetos promovidos pela ANF também são muito bem-vindos”, conclui Carla.

Leandro Victor – 7º período

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