Passeando pelo Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro

Da coleção particular do MNBA às exposições temporárias

O Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro possui uma coleção bicentenária e é atualmente a instituição com a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século XIX, concentrando um acervo de setenta mil itens entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros.

O museu dispõe das mais variadas e ricas coleções: gravuras, pinturas, desenhos e esculturas, brasileiros e estrangeiros, novas linguagens e arte africana, além de dispor de um banco de imagens e fotografias. A instituição é dividida para o público da seguinte forma: exposições temporárias, no segundo andar, e as permanentes, no terceiro andar e ainda com as esculturas no segundo andar.

Começando o passeio pelo museu, o visitante já se depara com a entrada principal, com sua escada rica em história e beleza. No segundo andar, dois corredores famosíssimos, Galeria de Moldagens I e II, expondo esculturas históricas nacionais, que datam do período colonial brasileiro e estendem-se até a contemporaneidade, e internacionais, apresentando uma de suas famosas obras, a Vitória de Samotrácia.

As duas Galerias de Moldagens são um dos cartões postais do MNBA e abrigam mais de 150 esculturas. A coleção é constituída por peças moldadas sobre originais do período helenístico, romano e do greco clássico (Era de ouro). A maioria das moldagens expostas nas duas galerias do segundo piso do museu é de peças realizadas do início do século XIX até 1928.

Escultura Vitória de Samotrácia no saguão de entrada do MNBA. Foto: Felippe Naus

Escultura Vitória de Samotrácia no saguão de entrada do MNBA. Foto: Felippe Naus

A Biblioteca do Museu

O segundo andar o MNBA também é contemplado por uma biblioteca própria e rica em conteúdos históricos, a Biblioteca Manuel Araújo de Porto Alegre. O nome da biblioteca foi uma homenagem a Manuel de Araújo Porto Alegre (1806-1879), pintor, arquiteto, cenógrafo, caricaturista, poeta, diplomata e um dos iniciadores dos estudos de história e crítica de arte no Brasil. Araújo Porto Alegre também foi orador e secretário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

A biblioteca é pouco conhecida dos visitantes das exposições permanentes e temporárias do Museu Nacional de Belas Artes, mas uma referência importante para estudantes e pesquisadores das artes por possuir mais de 40 mil itens — cerca de 20 mil só de livros, muitos deles obras raras.

A biblioteca foi criada em 1940 e começou a ser formada a partir da doação feita por Rodolfo Amoedo (1857-1941), pintor e professor da Escola Nacional de Belas Artes, da qual se originou o museu. Ao longo dos anos, o acervo da biblioteca foi recebendo outras importantes contribuições, como coleções particulares de críticos de arte e curadores.

Atualmente, quem comanda esse monumento histórico é Mary Komatsu Shinkado, bibliotecária do museu há mais de 30 anos. Como muitos que quando novos têm dúvidas sobre o futuro profissional, Mary acabou se tornando bibliotecária por acaso.

— Quando criança, eu sempre sonhei em ser artista plástica, pois gostava muito de desenhar e pintar. Mas com o tempo vi que ser artista no Brasil era muito difícil, então pensei em fazer educação física. Por problema de saúde, não segui esse caminho — conta.

Mary relembra que a paixão começou quando estava lendo a revista Claudia, da editora Abril, e nela tinha um artigo com o título: “Biblioteconomia a profissão do futuro”.

— Fiquei encantada e resolvi tentar o vestibular para esse curso

Já na faculdade, ela conseguiu um estágio no Museu Nacional de Belas Artes, onde estagiou por um ano. Com a faculdade concluída, e já sem o estágio, Mary acabou ficando desempregada. O destino, porém, reservara uma surpresa.

— Na época do estágio, uma bibliotecária chamada Lidia Zelesco estava grávida. Ela teve seu bebê quando eu já tinha terminado a faculdade e não queria mais trabalhar, para tomar conta do bebê. Então, me perguntou se eu queria ficar no lugar dela. Eu aceitei na hora. Me lembro que no meu primeiro dia de trabalho como funcionária oficial da biblioteca, eu entrei e beijei todas as estantes, tamanha a minha felicidade. Desde então essa paixão pelo museu, pela biblioteca e pelo acervo só aumentou.

A bibliotecária Mary Komatsu exibe os livros do acervo com orgulho. Foto: Felippe Naus

A bibliotecária Mary Komatsu exibe os livros do acervo com orgulho. Foto: Felippe Naus

Apesar da longa experiência, Mary estuda e sempre tenta encontrar meios para que a biblioteca avance e não fique para trás. Com isso, ela conta com o sistema PHL (http://mnba.phlnet.net) para o gerenciamento das informações e consulta à base de dados. Estão disponíveis as bases de livros, catálogos de exposições, dossiê dos artistas, material multimídia, obras raras, coleções especiais, periódicos especializados na área e clippings dos eventos do MNBA.

Toda essa consulta do material bibliográfico está aberta ao público em geral e, em especial, aos estudantes e pesquisadores em artes visuais. Além disso, todos os servidores do museu, inclusive os estagiários, podem pesquisar e levar as publicações por meio de empréstimo.

A biblioteca dispõe de uma sala de leitura com dois computadores com acesso à internet e um expositor contendo as novas aquisições. O pesquisador não tem acesso direto às estantes, então é necessário solicitar as publicações no balcão de atendimento. Para a consulta livre, o visitante também pode utilizar o material de uso pessoal para estudo, como cadernos, laptop, ou simplesmente ler uma revista ou descansar no setor.

Espaço de leitura com novas mesas e cadeiras emoldurada por telas dos pintores Raimundo Cela e Antonio Parreiras. Foto: Felippe Naus

Espaço de leitura com novas mesas e cadeiras emoldurada por telas dos pintores Raimundo Cela e Antonio Parreiras. Foto: Felippe Naus

Mary tem muitos planos para o futuro da biblioteca, como o projeto de tratamento, organização e digitalização do acervo dos Dossiês dos Artistas, importante conjunto documental contendo recortes de jornais e revistas. Segundo a bibliotecária, a preservação desse material é primordial para a preservação da informação contida nesses originais e disponibilização por meio eletrônico para consulta.

— Outro projeto necessário é o de digitalização de alguns livros raros e projetos com atividades educativas no espaço da biblioteca — completa.

Um dos livros raros mais antigos da biblioteca do MNBA. Foto: Felippe Naus

Um dos livros raros mais antigos da biblioteca do MNBA. Foto: Felippe Naus

A bibliotecária e o bibliotecário são agentes transformadores da sociedade, podendo contribuir de forma efetiva para uma formação social mais clara e inteligente. E Mary pensa em formar futuros bibliotecários e bibliotecárias.

— Para exercer esta profissão, é necessário dedicação, fazer cursos, se especializar, participar de congressos, palestras na área, visitar diversas bibliotecas e integrar-se com os profissionais da área — explica Mary, que é eternamente grata pelas pessoas que passaram pela sua vida e que de alguma maneira lhe ajudaram a ser a profissional que é hoje.

Exposições temporárias e curadorias

Saindo da biblioteca e voltando aos corredores das galerias, encontram-se as salas onde ficam expostas as mostras temporárias do museu. Atualmente, o museu conta com quatro exibições ao público: O Colecionismo no Brasil – Eugène Boudin e os Barões de São Joaquim; Ficções – Lena Bergstein; O Espaço da Arte e A Reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a Memória Arquitetônica do MNBA.

Conhecimento de história da arte, entendimento de que a obra de arte é uma criação de um determinado artista, num determinado tempo, em outras palavras, ter respeito pela obra e pelo artista. Além disso, curiosidade. Essas são algumas das características do profissional que atua como curador de arte e é o que pensa uma das curadoras do Museu Nacional de Belas Artes, Laura Abreu, responsável por uma das atuais mostras do museu, Ficções – Lena Bergstein.

— Curar uma exposição é propor uma leitura da obra do artista a partir de um ponto de vista. E existem tantos — diz ela.

Além de trabalhar na curadoria de exposições com obras do acervo da instituição objetivando o estudo e a divulgação deste patrimônio, Laura é responsável pela catalogação e pesquisa da coleção de Gravura do MNBA, e também dá assessoria para a Coordenadora Técnica, emitindo pareceres sobre empréstimo de obras de arte e outros assuntos relacionados à gestão do acervo do museu.

Laura Abreu fazendo anotações em seu local de trabalho no museu. Foto: Felippe Naus

Laura Abreu fazendo anotações em seu local de trabalho no museu. Foto: Felippe Naus

A jornada de Laura Abreu no museu começou há 36 anos, como estagiária da coleção de Pintura Estrangeira, em 1982.

— Ao longo destes anos, trabalhei também com a coleção de desenho estrangeiro até assumir a coleção de gravura em 1997 — conta, relembrando o ano de sua primeira exposição e de quantas já participou — Fiz a primeira exposição no MNBA em 1987. Identifiquei que, até os dias de hoje, já fiz curadoria ou participei de exposições conjuntas de 27 mostras.

Laura explica que o termo curadoria começou a ser adotado no Brasil há pouco tempo. O trabalho de ‘curar’ uma coleção ou uma exposição era entendido como uma ação do ‘conservador’. A palavra curador vem do italiano curare, que é cuidar de alguma coisa ou pessoa. No fundo, muda-se a nomenclatura, mas o essencial permanece: é aquele profissional que cuida da coleção, no sentido de documentar e pesquisar com o objetivo de fazer exposições.

Laura Abreu e o constante exercício de pesquisa para as curadorias. Foto: Felippe Naus

Laura Abreu e o constante exercício de pesquisa para as curadorias. Foto: Felippe Naus

Quando menina, Laura queria fazer psicologia. Já gostava de arte, mas não sabia bem como direcionar esse gosto para uma profissão.

— Fazia curso de desenho e gostava de pintar, além de passar horas visitando o Museu Antônio Parreiras, que era perto de minha casa, em Niterói. Não passei no vestibular de psicologia, mas passei no de história da arte na Uerj, cujo vestibular tinha feito para acompanhar uma amiga. Tudo um pouco por acaso. Fui fazer o curso e me apaixonei.

Ela lembra que era um prazer assistir às aulas de história da arte todos os dias.

— Descobri que o meu caminho era esse. Me formei professora, gosto também de dar aulas, trocar experiências sobre história da arte com os alunos.

Mais à frente, acabou fazendo o mestrado em história do Brasil no IFCS/UFRJ, o que só fez ampliar os horizontes e enriquecer conteúdos que trabalhava e nos quais trabalha atualmente.

Com tantos anos de trabalho, Laura já conviveu com diversas pessoas, diferentes diretores, políticas do museu e tantas outras situações. Logicamente, ela tem sua opinião a respeito do atual momento do MNBA.

— O Museu Nacional de Belas Artes é uma instituição pública cultural. Uma das mais importantes do Brasil. Prédio e acervo de uma importância ímpar e que, não sem muito esforço, tem-se diariamente lutado para sobreviver, diante da imensa falta de pessoal (o quadro de servidores se esvazia a cada dia: muitas aposentadorias e evasão por salário baixo não competitivo) e pela falta de patrocínio.

Mas para a curadora, o problema é ainda mais complexo. Para ela, cultura e educação deveriam ser vistos como políticas de estado. E, enquanto isso não acontecer, os caminhos serão muito difíceis.

— Creio que o Ministério da Cultura é de uma importância fundamental. Como falei, sem um projeto cultural público, de valorização e patrocínio, o horizonte continuará sombrio. Mas, apesar disso, tenho esperanças. A cultura brasileira é de uma riqueza múltipla! Uma hora dessas, o quadro muda. É preciso acreditar — conclui.

Se depender de Laura, realmente essa riqueza múltipla continuará viva. Ela pretende realizar uma grande exposição que apresente a coleção de gravuras do MNBA ao público, a mais importante pertencente ao acervo público no Brasil. Segundo a curadora, são mais de 9.000 peças, a maioria de autores nacionais. Trata-se da maior coleção do MNBA. Como o projeto já está sendo preparado, Laura tem esperanças de que, em 2019, o museu consiga realizá-la.

A história de uma parte da cidade dentro da exposição

Outra mostra do museu é A Reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a Memória Arquitetônica do MNBA, uma exposição que resgata uma parte da própria história da instituição e da cidade do Rio de Janeiro.

A abertura da exposição aconteceu na data de aniversário do museu: 13 de janeiro de 2018 e celebra as oito décadas de criação da Instituição.

Vários curadores do museu foram responsáveis pela exposição e a mesma foi dividida em três núcleos. No primeiro, enfocando as origens, abordando a Academia Imperial de Belas Artes (parte da coleção do MNBA), os desenhos do arquiteto francês Grandjean de Montigny e a posterior demolição do prédio da Academia, dando lugar a um estacionamento na região central do Rio de Janeiro.

Avançando no tempo, o segundo núcleo, intitulado Avenida Central, trafegando pela modernidade, trata da modernização da cidade, onde o MNBA está inserido. Dele fazem parte a inauguração da própria Avenida que, em 1904, representou um marco para o Rio de Janeiro, e é a atual Avenida Rio Branco.

O empreendimento do prefeito Pereira Passos incentivou a construção de edifícios que simbolizavam os poderes e a cultura, e que foram sendo edificados ao longo da importante via: prédios como o Palácio Monroe, Jornal do Brasil, Theatro Municipal e lógico o Museu Nacional de Belas Artes, dentre vários outros.

Finalmente, o terceiro núcleo da mostra, privilegiando o protagonismo do MNBA, tanto no cenário nacional quanto no internacional. A preservação do museu também integra este núcleo, visto como uma obra de arte, um lugar de pesquisa e produção de conhecimento.

Para os próprios organizadores da exposição, a mostra abre uma rara oportunidade para reflexão do passado, presente e do futuro do nosso patrimônio cultural, por meio do acervo exposto, e tomando por base uma das suas instituições culturais mais resplandecentes que prossegue se reinventando através dos séculos.

Registro fotográfico de franco-brasileiro Marc Ferrez exposta na mostra. Foto: Felippe Naus

Registro fotográfico de franco-brasileiro Marc Ferrez exposta na mostra. Foto: Felippe Naus

O Centro do Rio de Janeiro ainda como Avenida Central pelas lentes de Marc Ferrez. Foto: Felippe Naus

O Centro do Rio de Janeiro ainda como Avenida Central pelas lentes de Marc Ferrez. Foto: Felippe Naus

Diferença do passado para os dias atuais do centro. Vista panorâmica feita pela varanda do MNBA com vista para o Theatro Municipal e a Câmara dos Vereadores. Foto: Felippe Naus

Diferença do passado para os dias atuais do centro. Vista panorâmica feita pela varanda do MNBA com vista para o Theatro Municipal e a Câmara dos Vereadores. Foto: Felippe Naus

A Antiga Galeria Histórica e uma Galeria Moderna Adormecida

Saindo um pouco do segundo andar e subindo mais uma vez a enorme e linda escada do museu, o visitante se depara com a verdadeira identidade do MNBA, as coleções permanentes do museu, mais conhecidas como Galeria de Arte Brasileira do Século XIX. Vale lembrar que, em dezembro de 2007, a instituição passava por reformas estruturais e as obras dessa importante galeria ficaram longe do público por quase três anos.

Além de se tratar da galeria de arte permanente mais antiga do estado, é uma das maiores galerias do país. Dentro do imenso espaço, com 2 mil metros quadrados e 8 metros de pé direito, estão em exibição mais de 200 trabalhos, englobando pinturas, esculturas, arte sobre papel e mobiliário, todas restauradas.

Entre os destaques estão as famosas artes como Batalha do Avaí, de Pedro Américo, medindo 66 metros quadrados; Batalha dos Guararapes (50 metros quadrados) e Primeira Missa no Brasil, ambas de Vitor Meireles.

A famosa tela Batalha dos Guararapes. Foto: Felippe Naus

A famosa tela Batalha dos Guararapes. Foto: Felippe Naus

Logo ao lado da Galeria de Arte Brasileira do Século XIX, pode-se apreciar, mas não no momento, a Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea. A galeria atualmente passa por reformas e atualizações em seu acervo e encontra-se fechada ao público. Mas vale a visita quando for reaberta, pois se trata de um amplo e rico painel da arte nacional do século XX e dos dias de hoje. Com mais de 1.800 metros quadrados de área e preenchida, exibe alguns dos nomes mais expressivos da produção artística moderna e contemporânea, incluindo recentes doações incorporadas à coleção do museu.

Apesar de ser no terceiro andar, o espaço é dividido em dois pisos, abrigando pinturas, esculturas, gravuras, desenhos e instalações. No primeiro piso, a exposição permanente concentra obras do início até o final do século XX, enquanto o segundo piso da Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea expõe trabalhos produzidos a partir dos anos 1980 chegando até os dias de hoje. Obras de artistas como Di Cavalcanti, Portinari, Zélia Salgado, Daniel Senise, Sergio Fingerman, Tomie Ohtake, entre muitos outros significativos autores podem ser conferidos.

Enquanto a Galeria Moderna não reabre, mais da belíssima Galeria do Século XIX. Foto: Felipe Naus

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Esta reportagem é parte do Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo “Arte, pesquisa e conhecimento  — Um passeio pelo Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro”, de Felippe Naus, na Universidade Veiga de Almeida

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