Atração para todos os gostos

Final de setembro é marcado por grandes lançamentos culturais.

O lançamento do livro “Trinta e Poucos” de Antônio Prata, foi realizado nesta terça, dia 27, na livraria Travessa do Shopping Leblon. O livro já estreou em São Paulo, e agora foi oficialmente a vez do Rio. Celebridades se misturavam com fãs do autor e amigos na fila para conseguir um autógrafo e uma foto do cronista, que, sempre muito sorridente e solicito, atendia a todos os pedidos sempre com gentileza e bom humor.

A fila para autografar o livro era grande; muitas mães com seus bebês faziam um “engarrafamento” de carrinhos para conseguir uma assinatura e uma foto. O clima era de bastante descontração e tranquilidade. Muitas famílias foram presença confirmada na estreia. Bastante empolgada, Marcella Santos, estudante de 21 anos, conta que adora o cronista, e que ele aborda assuntos cotidianos de uma forma engraçada. “Eu achei o livro muito divertido, ele escreve muito bem, o modo como ele descreve as situações corriqueiras da vida são muito legais e diferentes de outros autores. As historias que ele conta dos filhos dele também são hilárias”.

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Antônio Prata e Regina Casé durante lançamento do livro. [foto: Manoella Mello]

O cronista escreve para o jornal Folha de São Paulo e há cinco anos produz crônicas em uma coluna  e conteúdo para diversos canais de TV. Nesse livro, o autor reúne os melhores trabalhos que já fez, que são na maioria das vezes, situações cotidianas e corriqueiras, e as transforma em histórias divertidas, com uma escrita irreverente e única. O livro traz dilemas da geração: como lidar com os filhos e balancear vida profissional e familiar. Posicionar-se politicamente, compreender o país, entender a condição de pai, são assuntos encarados com muito humor e como um grande desafio para Antônio que retrata tudo isso nas páginas de seu livro.

Como quase tudo em sua vida vira crônica, a capa do livro não poderia ser diferente. Perguntado sobre a diferença de compor crônicas antigamente para hoje em dia, “Pratinha”, apelido carinhosamente dado por alguns amigos, explica que na era digital as crônicas ganham mais “tempo de vida” que as do jornal, e são mais difíceis de perderem. “Eu acho que não existe muita diferença entre fazer crônicas antigamente e hoje em dia, a única diferença é que hoje no meio digital as crônicas não se perdem, já antigamente ela podia ser um jornal que embrulharia o peixe e nunca mais a veria”, completa o autor.

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A mostra “O Canto da Vida” atraiu muitas atenções no lançamento. [foto: Jéssica Chaves/Agência UVA].

Ainda na Zona Sul, outro evento marcou os últimos dias do mês de setembro. “O Canto da Vida”, obra do artista milanês Guido Boletti, entrou em cartaz no dia 23, no Espaço Furnas Cultural, em Botafogo. Com a sua maior exposição já realizada no Brasil, o pintor recebeu para um coquetel de abertura, amigos, jornalistas e amantes da arte. Guido Boletti nasceu em Milão, Itália, no ano de 1961, e se radicou em Tiradentes, Minas Gerais, onde tem um ateliê aberto à visitação. A mostra é resultado de uma pesquisa artística dos seus 25 anos de trabalho, e da vontade de compartilhar com o próximo o amor pela vida.

Flavia Frota, turismóloga e jornalista, que é esposa do artista, conta um pouco sobre a obra de seu marido e diz que ele nunca esteve tão realizado com seus trabalhos. “O Canto da Vida é um misto de musicalidade e movimento, com telas abstratas e figurativas, que tem o acervo de 30 telas que representam o auge da carreira do Guido”.

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Convidados interagem durante coquetel da exposição. [foto: Jéssica Chaves].

Com pinturas tão coloridas, e uma exposição riquíssima em histórias, os quadros encantaram a senhora Eliane Carvalho, que tem 53 anos e é microempreendedora. “Eu não tenho o costume de vir à exposições, mas sempre gostei muito de quadros, e quando soube que teria a abertura dessa mostra, decidi vir e dar uma olhada, porque é sempre bom apreciar a arte. Fiquei encantada com o quadro do cangaceiro, é realmente uma pintura para ser admirada”.

O quadro “A Voz do Sertão”, que é um dos mais bem falados, é um autorretrato do artista, que é amante do Nordeste e tem uma admiração profunda pelo cangaço. “Eu sou cego de um olho, e nesse quadro eu posso me ver, não como um cangaceiro bandido, mas como um cara que tenta roubar o universo, captar as emoções e compartilhá-las com os outros”, conta o pintor, que completa convidando todos à sua exposição que ficará em cartaz até o dia 27 de novembro.


Pedro Czarny- 5º Período
Jéssica Chavez- 6º Período

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