Na fenda da imaginação!

239318-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxBaseado no best-seller infantojuvenil “O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares” (em inglês “Miss Peregrine’s Home For Peculiar Children”), lançado em 2011, o filme “Lar das Crianças Peculiares” promete mexer com a sua imaginação. Desde monstros até poderes de personagens especiais, o longa do visionário diretor Tim Burton faz com que você faça uma volta no tempo, em épocas específicas, principalmente à infância.

O filme retrata a vida de um adolescente comum da Flórida, Jack, que sempre teve uma ligação especial com seu avô, principalmente com as histórias que ele contava na hora de dormir quando o jovem era criança. Nestas histórias, os personagens principais eram crianças especiais que moravam num orfanato em fendas criadas nos anos. O que Jack não sabia era que seus contos de ninar eram mais reais e estavam mais pertos do que o imaginado.

Com cenários marcantes – europeu e norte-americano – o longa aborda o clima típico de cada localidade, assim como o sotaque, vestimenta, tradição. Ou seja, a particularidade dando a sensação de realidade, de acordo com o tempo abordado em cena (passado e presente). O elenco é composto pelo queridinho hollywoodiano Samuel Jackson (Barron), que dá pitadas de humor a algumas cenas, além de Eva Green (Srta. Peregrine), Ella Purnell (Emma Bloom) e Asa Butterfield (Jake Portman) como protagonistas.

Como já é característico do diretor, é possível observar o abuso de efeitos especiais e um misto de ficção e realidade. Isto é, a criatividade de personagens excêntricos no dia-a-dia de pessoas comuns. Ainda mais com o efeito 3D, que aproxima o telespectador da trama, criando maior envolvimento. Embora o longa seja de ficção e com criaturas exóticas, o que o poderia tornar assustador, é possível identificar cenas com humor, assim como cenas de amor, carinho e a união familiar.

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Para quem está esperando o filme do século, diferente do habitual, pode se decepcionar, pois o longa exalta as principais características do diretor: imaginação e personagens sobrenaturais, o que dá a sensação de deja-vù.

Durante o início, a maneira abordada pela história faz com que você sinta vontade e curiosidade em terminá-lo para desvendar o mistério e mergulhar nessa aventura, porém, ao desenrolar da história, o enredo deixa a desejar com um desfecho pobre perto do prometido inicialmente. Para quem gosta de explorar o lado criativo, junto da fuga de uma realidade, o curta irá agradar. Mas não espere nada diferente do que já foi visto.


 

Nathália Gomes – 8º período

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