Comunicólogos palestram no campus Tijuca

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Arte de divulgação do evento

As aulas inaugurais de Comunicação Social foram realizadas nos dias 21 e 22, no campus Tijuca, da Universidade Veiga de Almeida. O evento contou com a participação da jornalista Belisa Ribeiro  – que ministrou o primeiro dia de palestra, onde disse um pouco de sua trajetória no “Jornal do Brasil” e também citou o lançamento de seu segundo livro “Jornal do Brasil – História e Memória” -. No segundo dia, o evento foi palestrado pelo publicitário Eduardo Murad.

Formado pelo IACS, UFF e doutor em comunicação pela ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo), o publicitário palestrou sobre “O Valor Emocional das Marcas”. A apresentação do tema trouxe para debate situações que as pessoas passam ao envolverem-se com uma marca.

Muito conhecida por ser a mãe do compositor Gabriel, O pensador, Belisa faz piada dizendo que o “Gabriel também é o filho da mãe”. A jornalista conta que começou a carreira como modelo e, por conta disso, começou a frequentar o Jornal do Brasil para acompanhar publicações de moda e acabou se apaixonando pela profissão. Com mais de 40 anos de carreira, Belisa passou por outras mídias. A repórter também participou do primeiro telejornal apresentado por jornalistas em 1981, o Jornal da Globo, e de um programa de produção independente na Band chamado “Sexta-Feira”.

Na palestra de jornalismo investigativo, Belisa compara a época em que trabalhava no JB com os dias atuais. Segundo comunicóloga, “o Jornal do Brasil tornou-se inesquecível, pois não refletia só no que estava acontecendo na sociedade, mas o jornal tinha força nas reportagens com o objetivo de influenciar de alguma maneira na vida das pessoas”, principalmente quando o jornal foi censurado, na ditadura.

No livro, a repórter conta os bastidores das edições mais marcantes do jornal, além de declarações emocionantes de antigos colegas de trabalho citados na palestra, como Paula Henrique Amorim, Norma Couri, Luiz Orlando Carneiro, entre outros que marcaram a vida do jornal que influenciou gerações e até hoje é considerado uma “escola” para muitos jornalistas. “É um livro não apenas sobre o papel da imprensa, mas sobre criatividade, ousadia e coragem”, descreve Belisa.

Está claro que o livro “Jornal do Brasil – História e Memória” é um bem indispensável não somente para os que cursam jornalismo, mas também para todos que buscam conhecer e entender o porquê do JB ter ser tornado uma joia preciosa da comunicação impressa do país.

Os alunos que lotaram o auditório saíram entusiasmados e aprovando a escolha dos coordenadores perante os convidados. A estudante de Jornalismo Joane Almeida, do 5° período, conta que já acompanhava a escritora desde o lançamento de seu primeiro livro, ‘Bomba no Rio Centro’. “Palestras como essa são enriquecedoras e a da Belisa não foi diferente. Os trabalhos dela fazem você se apaixonar cada vez mais por essa carreira linda que é o jornalismo. E eu creio que esse novo livro dela não seja diferente. Estou ansiosa para ler”, completa a universitária.

Animada com as apresentações, a aluna do terceiro período de publicidade da UVA admite que a palestra teve um papel importante em sua decisão de qual carreira seguir dentro da comunicação. “Muitos alunos têm receio sobre o futuro e muitas dúvidas sobre o curso em que está. Comecei fazendo publicidade, porém acabei de apaixonando por jornalismo, pretendo mudar no próximo período. E hoje na palestra da Belisa só me afirmou isso (sic)”, comenta a estudante.

Dando continuidade às palestras. Eduardo Murad atraiu a atenção dos alunos no segundo dia de eventos. A apresentação do comunicólogo foi bastante descontraída e tratou sobre a relação das pessoas que buscam formação da própria identidade através de uma empresa. “Não se vende mais o objeto, compramos a experiência”, conta o publicitário, que atrelado a isso citou grandes marcas como exemplos sobre o posicionamento das marcas para os clientes.

A avaliação da plateia também não muda. Para o palestrante, a experiência de estar na UVA foi extremamente interessante, era nítido que havia uma série de questões que os estudantes já conheciam, devido as aulas. “Muito legal perceber que tem gente inteligente cursando a nossa área, que está disposto a fazer diferente, o novo, ao invés de ficar reproduzindo o mesmo padrão de comunicação que já está morrendo”, conclui o publicitário.

Comprovando a “teoria” de Eduardo, que defende que os alunos já dominam parte do tema, está certa, a estudante Renata Villaça, do segundo período, completa falando que parte dos conhecimentos também vem de estímulos exteriores a universidade. “Eduardo nos abordou com assuntos que atentam ao que vemos no dia a dia sobre as principais marcas que usamos de uma forma bastante esclarecedora e objetiva”, finaliza a futura publicitária.


Yasmin Thomaz- 5° período.
Lorena Lopes- 3° período

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