Novo DLSS 5 da NVIDIA é alvo de críticas do público
Na última segunda-feira (16), a NVIDIA anunciou uma nova versão de sua tecnologia trazida pelas placas RTX o DLSS 5. O recurso chega no quarto trimestre de 2026 e promete trazer um fotorrealismo impressionante graças à Inteligência Artificial. Confira o anuncio:
Announcing NVIDIA DLSS 5, an AI-powered breakthrough in visual fidelity for games, coming this fall.
— NVIDIA GeForce (@NVIDIAGeForce) March 16, 2026
DLSS 5 infuses pixels with photorealistic lighting and materials, bridging the gap between rendering and reality.
Learn More → https://t.co/yHON3nGyxE pic.twitter.com/UvF9G7tlZs
A NVIDIA afirma que esse recurso é sua maior inovação tecnológica desde a chegada do Ray Tracing em 2018. Na prática, o DLSS 5 vai transformar a pele, o cabelo e o rosto em elementos mais realistas, gerados pela Inteligência Artificial e pela renderização neural. Empresas como a Capcom e a Ubisoft devem adotar esse novo recurso.
No entanto, isso não agradou nem um pouco ao público, que criticou bastante a aparência dos personagens, afirmando que perderam sua identidade. É o caso, por exemplo, dos rostos de Grace Ashcroft e Leon Kennedy em Resident Evil Requiem, que tiveram sua aparência totalmente transformada pelo novo recurso.

Foto: Reprodução/ X
O uso da Inteligência Artificial nesse novo recurso também está sendo criticado por gerar resultados genéricos e sem personalidade, o que elevou o debate sobre o futuro da criação dos jogos e a utilização da IA em seu desenvolvimento.
Em resposta às críticas, o CEO da NVIDIA, Jensen Huang, defende que o DLSS 5 não é um mero pós-processamento automatizado que homogeneíza os jogos, mas uma ferramenta de renderização neural que atua diretamente no nível da geometria e das texturas, sob o controle total dos desenvolvedores. Ele rebate as críticas sobre a perda de identidade visual como as polêmicas envolvendo Resident Evil Requiem argumentando que a tecnologia permite que os criadores ajustem a IA generativa para manter seu estilo artístico específico, seja ele fotorrealista ou estilizado.
Para o CEO, a inovação reside em oferecer “IA generativa com controle de conteúdo”, garantindo que a inteligência artificial sirva como uma extensão da visão do artista, e não como uma substituta de sua criatividade.
Em contrapartida e de forma indireta, o CEO da Take-Two, Strauss Zelnick, afirmou que a IA jamais substituirá o trabalho humano e que um robô jamais conseguiria fazer um Grand Theft Auto VI.
A nova tecnologia gerou muitos memes nas redes sociais, com usuários satirizando as transformações feitas. Como exemplo, internautas pegaram o rosto do protagonista de Grand Theft Auto San Andreas, Carl Johnson, e o compararam ao do criador de conteúdo LowTierGod, ironizando como se fosse o efeito do recurso DLSS.


Fotos: Reprodução/X
Em suma, o DLSS 5 chegará no final do ano, e novas demonstrações da tecnologia devem ocorrer ao longo de 2026
Reportagem de Rafael Costantino, com edição de texto de Danilo Cupolillo
Foto de capa: Reprodução/X
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