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“Resident Evil Requiem” entrega a experiência mais cinematográfica da franquia, e vira forte canditado a jogo do ano

A mistura do survival horror com a ação, resulta em uma jogatina que emociona, assusta e diverte qualquer jogador

Lançado no último dia 27 de fevereiro, “Resident Evil Requiem” é o nono jogo principal da franquia japonesa e vem repleto de novidades, elementos que os fãs vão amar e, claro, muitos sustos. O jogo dirigido por koshi Nakanishi tem a premissa de entregar uma experiência assustadora, mergulhando o jogador no terror, mas também entregar uma ação frenética e viciante, equilibrando o survival horror com a ação e aventura, ambos elementos que consagraram a franquia como o maior sucesso da Capcom.

O título conta com dois protagonistas: Grace Ashcroft, que faz sua estreia na série, e o lendário Leon Kennedy, o personagem mais amado da franquia e um dos maiores do mundo dos games. Grace é uma analista do FBI que acaba sendo enviada para uma cena de crime no mesmo local em que sua mãe foi assassinada. Já Leon retorna como agente da Division of Security Operations (DSO), uma agência governamental americana fictícia que combate o bioterrorismo.

Nos trailers e em imagens de divulgação, o número nove aparece na letra “q” de “Requiem” evidenciando que se trata do nono jogo principal da série
(Foto: divulgação/Capcom)

Jogabilidade e Gráficos

O jogo se divide quase que igualmente entre Leon e Grace, com a jogabilidade de ambos se diferenciando muito. Enquanto controla Grace, o jogador é mergulhado no horror, inspirado pelos títulos clássicos da franquia, possuindo poucos recursos, inventário limitado, leva e traz de itens chave, quebra cabeças e pouca resistência. Enquanto com Leon a inspiração é clara no Resident evil 4 Remake, sendo uma evolução do próprio, com recursos melhorados. O agente da D.S.O é experiente e já lida com esse tipo de ameaça a muito tempo, então a jogabilidade com ele é bem voltada para ação, com muito mais armas e recursos que Grace, possuindo diversas finalizações e um ritmo bem mais acelerado de jogo.

Uma das principais novidades do game é a possibilidade de escolher jogar com a câmera em primeira ou terceira pessoa, as características já citadas não mudam, apenas a perspectiva. O próprio jogo recomenda que se use a primeira pessoa com Grace e terceira com Leon, porém vai da escolha de cada jogador. O fato é que ambas funcionam muito bem, independente da preferência.

Em resumo, a jogabilidade do novo título é ótima e casa perfeitamente para a proposta de cada personagem, elementos criativos foram bem apresentados e utilizados, deixando a experiência atrativa tanto para quem gosta de um ritmo mais lento, com terror de sobrevivência, quanto para quem ama uma ação e se sentir imbatível lutando contra os monstros.

Os gráficos são um show a parte, o realismo impressiona, desde o modelo dos personagens, que foi um acerto absoluto, até a ambientação, cada detalhe do level design é fenomenal, os sentimentos que eles desejam passar, conseguem com perfeição, desde a aflição, calmaria, terror absoluto, desconforto e até mesmo nostalgia.

Leon também está no segundo, quarto e sexto jogo principal da saga, sendo um dos personagens mais adorados da franquia
(Foto: Divulgação/Capcom)

História , Narrativa e Direção

O enredo não é uma obra-prima, existem pontos que poderiam ser melhor estruturados e, principalmente, melhor explicados, com aspectos bem importantes que agregariam muito ao todo e preencheriam lacunas, mas que foram deixados de lado. Ainda assim, isso não o torna ruim; muito pelo contrário, a história prende o jogador e faz ligações com outros jogos da série, tornando a experiência dos fãs ainda melhor.

Dois fatores de grande destaque foram a direção e a narrativa. Aqui, Koshi Nakanishi brilhou e entregou o jogo mais cinematográfico da franquia, com cenas marcantes, muito bem dirigidas e condizentes com todo o orçamento investido e com a qualidade do restante da obra. Por mais que história erre aqui ou ali, a forma com que ela é conduzida, é digna de aplausos.

Veredito

Requiem não é perfeito, mas alcança um nível de excelência pouco visto na indústria. A Capcom vem lançando ótimos jogos nos últimos tempos e acerta em cheio mais uma vez com esta obra. Três anos após o incrível Resident Evil 4 Remake, o novo título exala tudo o que a franquia tem de melhor, junto a novidades criativas e intrigantes.

Traz também alguns problemas, especialmente no que diz respeito à detalhes da história, o que não chega a ser novidade na saga, mas nada que se aproxime de comprometer uma experiência fenomenal, que com toda certeza vem forte para concorrer ao prêmio de jogo do ano e que sem dúvidas vale a pena conferir.

Confira o Trailer abaixo:

FICHA TÉCNICA

Título: Resident Evil Requiem

Direção: Koshi Nakanishi

Gênero: Survival Horror /Ação

Classificação: 18 anos

Foto de capa: Divulgação/Capcom

Crítica de Raul César, com edição de texto de Rafael Zoéga

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