Nos dias 26 e 27 de setembro, acontecerá na casa de shows Tokio Marine Hall, em São Paulo, a 16ª edição do Balaclava Fest 2026, um dos festivais de música indie mais queridos do Brasil. Iniciado em 2015, o evento já recebeu em suas edições figuras importantes da música independente internacional como American Football, Mac Demarco, Unknown Mortal Orchestra, Slowdive, Alvvays, Stereolab e Yo La Tengo (estes últimos na edição de 2025).
Em 2026, o evento organizado pelo selo musical Balaclava Records inova com dois dias de festival e o dobro de atrações. Já estão à venda os ingressos para o festival, com entradas para as datas individuais ou passaporte para todo o festival. Os ingressos estão disponíveis aqui.

Com a chegada do Balaclava Fest 2026, a equipe da Agência UVA apresenta cada um dos integrantes do line-up de 16 artistas que se apresentarão no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Confira:
Sábado, 26 de setembro
Blonde Redhead
Um dos nomes mais aguardados pelos fãs de indie rock, Blonde Redhead retorna ao Brasil como headliner do sábado do Balaclava Fest 2026. Esta é a primeira vez do trio novaiorquino no país deste 2012. Formado pela japonesa Kazu Makino e pelos irmãos gêmeos italianos Simone e Amedeo Pace, Blonde Redhead está em atividade desde 1993. O grupo começou como uma banda influenciado pelo post-hardcore (sonoridade que trazia o som pesado e urgente do punk hardcore para estruturas rítmicas mais complexas) de Unwound e Fugazi, e fez uma transição na virada do século para um som mais contemplativo e psicodélico.

(Foto: Reprodução/Consequence)
Dry Cleaning
No sábado, 26, o Balaclava Fest receberá a banda de post-punk britânica Dry Cleaning pela segunda vez no Brasil. O grupo liderado pela vocalista Florence Shaw veio anteriormente na primeira edição do C6 Fest, em 2023 realizado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Dry Cleaning é conhecido por levar o pós-punk de The Fall e Wire para uma nova geração de forma inovada com referências de spoken word no jeito meio-falado da vocalista cantar. Seu último álbum, “Secret Love” (4AD, 2026), foi lançado em janeiro deste ano e a banda já excursionou pela América do Norte.

(Foto: Reprodução/Undertheradar)
Pedro the Lion
Apresenta-se pela primeira vez no Brasil o projeto Pedro the Lion liderado pelo cantor e compositor americano David Bazan. Conhecido principalmente pelo álbum “Control” (Jade Tree, 2002), a banda é conhecida pelo som indie atmosférico influênciado pelo midwest emo (subgênero do emo guiado por guitarras arpejadas) e slowcore (estilo indie com velocidade baixa e guitarras minimalistas). Em 2006, Bazan deixa a Pedro the Lion em hiato para dedicar-se a projetos em que levam seu nome. Em 2017, o grupo retorna as atividades e, desde então, lançou três álbuns entre 2019 e 2024. Em 2026, a banda está comemorando 30 anos desde sua criação com uma turnê especial que passará pelo festival da Balaclava Records.

(Foto: Reprodução/Bandcamp)
Bar Italia
Outro nome do indie britânico é o trio Bar Italia que finalmente se apresentará no Brasil. Em dezembro de 2024, a banda de Londres, Inglaterra, faria uma série de apresentações em São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Curitiba, mas a turnê foi cancelada por motivos de logística. Para a alegria dos fãs, o grupo está confirmado no Balaclava Fest 2026 para se apresentar com a tour do álbum “Some Like It Hot” (Matador, 2025). Bar Italia dá um toque contemporâneo ao indie rock lo-fi dos anos 1990. Formado por Sam Fenton, NINA e Jezmi Fehmi, o trio é um dos mais interessantes da cena de rock britânica. Além do Balaclava Fest, Bar Italia fará um show solo no dia 25 de setembro, sexta-feira, na Casa Rockambole em São Paulo, com ingressos disponíveis aqui.

(Foto: Reprodução/TMDQA!)
Liv.e
Artista de Dallas, Texas, com foco na sonoridade do neo-soul (movimento dos anos 1990 que renova o soul tradicional com influências de hip hop), Liv.e também fará sua estreia no Brasil pelo Balaclava Fest 2026. Hailee Olivia Williams tem apenas 28 anos e já deixou sua marca no r&b alternativo desta década. Liv.e lançou dois álbuns solo, “Couldn’t Wait to Tell You…” (In Real Life, 2020) e “Girl in the Half Pearl” (In Real Life, 2023), e, em 2026, se uniu ao produtor de hip hop Karriem Riggins para formar o projeto GENA com o álbum “The Pleasure Is Yours” (Lex, 2026). Liv.e é uma das artistas mais diferentes da programação do Balaclava Fest 2026, divergindo das bandas indies com uma sonoridade única e marcante.

(Foto: Reprodução/Bandcamp)
Wishy
Mais uma estreia no palco do Balaclava Fest 2026. Wishy, banda de shoegaze de Indianapolis, Estados Unidos, formada em 2021, era originalmente uma dupla formada por Kevin Krauter e Nina Pitchkites. Posteriormente, a Wishy se tornou um quinteto com a integração de Dimitri Morris na guitarra, Mitch Collins no baixo e Conner Host na bateria. Até antes do Balaclava Fest 2026, a banda tem apenas um álbum de estúdio, “Triple Seven” (Winspear, 2024). Uma semana após o festival, no dia 2 de outubro, o grupo lançará seu segundo disco, “Nature’s Pill” (Winspear, 2026), e provavelmente cantará algumas das canções que serão lançadas uma semana depois.

(Foto: Reprodução/Clash)
Sharp Pins
Sharp Pins é o projeto solo do cantor, compositor e guitarrista de Chicago, Estados Unidos, Kai Slater. Até o momento, como Sharp Pins, ele possui três álbuns de estúdio lançados nas plataformas digitais, incluindo um relançamento remasterizado de “Mod Monday 23” (perennial, 2026) programado para o dia 4 de setembro, uma semana antes de sua estreia em palcos brasileiros. A guitarrada de Slater, com apenas 21 anos, é fortemente influenciada pelo slacker rock (cena de rock lo-fi dos Estados Unidos dos anos 1990, de bandas como Pavement, Guided By Voices e Modest Mouse). Além disso, suas melodias trazem resquícios do pop rock britânico de The Kinks.

(Foto: Reprodução/Música Instantânea)
Ludovic
Banda paulistana considerada uma das mais influentes da atual cena de indie rock, conhecida como “rock triste”, Ludovic estava em um hiato de novos discos desde “Idioma Morto” (Travolta, 2006). Esta pausa encerrou com o lançamento do álbum auto-intitulado “Ludovic” (Balaclava, 2026), vinte anos desde seu último trabalho. Liderada pelo cantor e compositor Jair Naves, a banda é conhecida por suas letras carregadas de emoções dilacerantes e performances extremas. Este novo trabalho, lançado no final de julho de 2026, representa um recomeço para Ludovic sem esquecer da própria identidade do grupo, fortemente enbasada no pós-punk inglês e no emocore. Precursora do rock triste que cresceu nos anos 2010 com bandas como Lupe de Lupe e gorduratrans, Ludovic é certamente uma forte influente nesse movimento.

(Foto: Reprodução/Youtube)
Domingo, 27 de setembro
DIIV
Como headliner de domingo, o Balaclava Fest apresenta DIIV mais uma vez no Brasil. Terceira vez da banda do país e a primeira desde sua turnê por São Paulo e Recife em 2024 com o álbum “Frog in Boiling Water” (Fantasy, 2024). Agora, em 2026, o grupo novaiorquino está prestes a lançar um novo disco, “ZIRP!” (Concord, 2026), um mês após se apresentarem no palco do Balaclava Fest 2026, no dia 27 de setembro. DIIV tem como principal influência artística o shoegaze de bandas como My Bloody Valentine e Slowdive. Além disso, é incorporado em sua sonoridade referências do pós-punk, dream pop e lo-fi. Junto do show de domingo, a DIIV fará uma apresentação extra no Bar Alto, em Vila Madalena, São Paulo, no dia 16 de setembro.

(Foto: Reprodução/Facebook)
Beach Fossils
Mais um grupo de Nova York, Estados Unidos, o Beach Fossils está programado para se apresentar no palco do Balaclava Fest 2026 no último dia do festival, 27 de setembro. O grupo, em atividade desde 2009, é conhecido pelo som jangle pop, gênero de pop rock com melodias acústicas e ritmos dançantes influenciados pelo post-punk. Esta é a terceira vez da Beach Fossils no Brasil, tendo se apresentado em 2013 e 2017, com os álbuns “Clash the Truth” (Captured Tracks, 2013) e “Somersault” (Bayonet, 2017) respectivamente. É a primeira vez do grupo em São Paulo em oito anos e eles apresentarão o repertório de “Bunny” (Bayonet, 2023).

(Foto: Reprodução/WUNC)
Wednesday
Também no domingo, 27, a Wednesday, banda da Carolina do Norte, Estados Unidos, protagoniza sua primeira apresentação no Brasil. O grupo liderado pela vocalista e guitarrista Karly Hartzman tem em sua música uma mistura única do country alternativo de bandas como Wilco e Silver Jews e o noise rock, rock construido pelas distorções barulhentas de guitarras, de bandas como Unwound e Dinosaur Jr. Uma das apresentações mais aguardadas desta edição do Balaclava Fest, Wednesday promete entregar canções de seus últimos dois discos, “Rat Saw God” (Dead Oceans, 2023) e “Bleeds” (Dead Oceans, 2025).

(Foto: Reprodução/The Needle Drop)
High Vis
Mais um estreante em palcos brasileiros, a High Vis promete entregar no Balaclava Fest 2026 um rock potente influenciado pelo hardcore punk. Formada em 2016, o grupo britânico foi criado com membros de outros grupos de hardcore ingleses como Dirty Money e Tremors. A partir da influência do vocalista Graham Sayle, imerso no magnetismo do post-punk, a High Vis foi criada misturando ambos os universos. Seu último álbum, “Guided Tour” (Dais, 2024), além de Joy Division e Husker Dü, traz influências do rock dançante do movimento Madchester, de bandas como The Stone Roses e Happy Mondays.

(Foto: Reprodução/Guardian)
Sudan Archives
Outra artista de r&b e pop alternativo no line-up, Sudan Archives fará sua estreia no Brasil no dia 27, domingo e última dia de festival. À cada lançamento de Brittney Denise Parks, nome por trás de Sudan Archives, a artista de Cincinatti, Ohio, se reinventa. Seu álbum de 2022, “Natural Brown Prom Queen”, ampliou a cantora, compositora e violinista à um patamar pop longe do nicho de r&b que ela estava estabelecida no início de sua carreira. Agora, com seu último trabalho, “The BPM”, Parks incorpora paletas eletrônicas e influências de drum and bass e techno em um dos trabalhos mais alucinantes de 2025. Sudan Archives também fará uma apresentação extra, no Cine Joia, também em São Paulo, no dia 28 de setembro, com ingressos disponíveis aqui.

(Foto: Reprodução/Mad Sound)
Winona Riders
Winona Riders é o único nome latino-americano com músicas em espanhol do line-up do Balaclava Fest 2026. Naturais de Buenos Aires, Argentina, eles estão em atividade desde 2018, ganhando notoriedade na internet por suas performances intensas e músicas de rock psicodélico e stoner rock (subgênero do hard rock influenciados pelo doom metal e blues rock). É possível escutar, na sonoridade da banda, toques de outros grupos com The Velvet Underground e The Brian Jonestown Massacre. Em menos de 10 anos de carreira, Winona Riders já se apresentou em festivais como Primavera Sound, Music Wins e Lollapalooza. Esta é a segunda vez da banda no Brasil. Seu primeiro show aconteceu em outubro de 2024, na casa de shows Bar Alto, em São Paulo.

(Foto: Reprodução/Clarin)
Adorável Clichê
Uma das bandas mais queridas do indie brasileiro dos últimos anos, Adorável Clichê é uma banda de Blumenau, Santa Catarina, conhecida pelo seu rock melancólico, sentimental e a cara do inverno do sul brasileiro. Com apenas dois álbuns de estúdio, “O que existe dentro de mim” (Nuzzy, 2018) e “Sonhos que nunca morrem” (Balaclava, 2024), a banda já carrega uma grande parcela de fãs de música alternativa nacional, tocados por temas líricos de despedida e ansiedades nas relações.

(Foto: Reprodução/Música Instantânea)
Budang
Uma das três bandas nacionais a se apresentarem nos palcos do Balaclava Fest 2026, Budang, grupo também santa catarinense, desta vez de Florianópolis, é uma revelação recente do hardcore punk brasileiro. Sua formação conta com Guilherme Larsen Güths como vocalista, Vinícius Lunardi na guitarra, Pedro Sabino no baixo e Felipe Royg na bateria. Seu primeiro álbum de estúdio, “Magia”, foi lançado há menos de um ano, em setembro de 2025 pela Deck. Gravado no Rio de Janeiro, Budang compartilha de elementos de bandas de hardcore desta nova geração, especialmente os americanos da Turnstile.

Foto de capa: Reprodução/Balaclava Fest
Reportagem de Vinicius Corrêa, com edição de texto de Cássia Verly
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