Cidade Literatura

Em homenagem ao título de Capital Mundial do Livro, conheça 10 obras que vieram do Rio de Janeiro

A UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, nomeou o Rio de Janeiro como a nova Capital Mundial do Livro para 2025. Essa é a primeira vez que uma cidade da língua portuguesa recebe o título, e ele passará a valer oficialmente nesta quarta-feira, dia 23 de abril, Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais.

Como uma forma de celebração — e também para mostrar a nossa riqueza literária — a Agência UVA reuniu uma seleção de 10 livros escritos por autores nascidos no estado do Rio de Janeiro.

“Triste Fim de Policarpo Quaresma”, Lima Barreto.

(Imagem: Editora/Principis)

Nacionalista irredutível e apaixonado pela cultura brasileira, Policarpo Quaresma, o major, tem o sonho de tornar o Brasil uma grande nação e fará de tudo para que sua utopia se torne realidade. Mas ele nem imagina o tamanho real do desafio que encontrará.

“O Homem que Sabia Javanês”, Lima Barreto.

(Imagem: Editora/Lafonte)

Outra obra-prima de Barreto, a sátira conta a história de um farsante que conquista prestígio ao fingir dominar o exótico idioma javanês.
“A Alma Encantadora das Ruas”, João do Rio.

(Imagem: Editora/Martin Claret)

O prestigiado cronista João do Rio mergulha nas vielas e praças do Rio de Janeiro para revelar a alma vibrante, contraditória e encantadora da vida urbana no início do século XX.

“O Garoto Quase Atropelado”, Vinícius Grossos.

(Imagem: Editora/Faro Editorial)

Um garoto solitário sente-se perdido e decide ir atrás de euforia. Nessa história, somos atropelados pelo despertar de emoções poderosas e pelas diversas reviravoltas de uma vida cheia de emoções.

“Dom Casmurro”, Machado de Assis.

(Imagem: Editora/Antofágica)

Um dos maiores enigmas da literatura brasileira — afinal, houve ou não traição? Acompanhe Bento Santiago em uma visita a suas memórias antigas em busca da verdade.

“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, Machado de Assis

(Imagem: Editora/Martin Claret)

Outra obra-prima de Machado. Nessa recomendação, o nosso narrador é um homem morto, que decide contar a história de sua vida, levantando profundas reflexões filosóficas e uma crítica à vaidade humana.

“Água de Barrela”, Eliana Alves Cruz.

(Imagem: Editora/Malê)

As histórias dos tempos de resistência de mulheres negras durante o Brasil escravocrata atravessam gerações dentro desta obra. A protagonista Damiana nos envolve em suas lembranças.

“A teus pés”, Ana Cristina Cesar.

(Imagem: Editora/Companhia das Letras)

Ambientado no Rio de Janeiro dos anos 70 e 80, Ana Cristina reúne cartas, diários e poemas em um livro que retrata as angústias e desejos de uma mulher em conflito com o mundo e consigo mesma. 

“Os Sertões”, Euclides da Cunha

(Imagem: Editora/Casa Flutuante)

Entre a razão e a emoção, Euclides da Cunha documenta a Guerra de Canudos e revela a complexidade do sertão nordestino e um retrato profundo das contradições do Brasil.

“O Amor dos Homens Avulsos”, Victor Heringer

(Imagem: Editor/Companhia das Letras)

No subúrbio carioca, Camilo vive a descoberta do primeiro amor ao se encantar por Cosme, seu novo vizinho. O romance retrata com delicadeza os desafios de crescer lidando com sentimentos que fogem às expectativas sociais.

Foto de capa: Reprodução/Pexels

Reportagem de Maria Eduarda Vianna Nogueira, com edição de texto de João Agner

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2 comentários

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