Educação

Academia para bebês: é brincando que se aprende? 

Academia que auxilia no desenvolvimento infantil é uma novidade na Tijuca. Especialista em psicologia infantil comenta o assunto

O termo “academia para bebês” gera curiosidade e desperta atenção. O primeiro pensamento é um modelo de academia tradicional, com crianças levantando peso. Contudo, o espaço de nome curioso é uma nova modalidade de interação entre responsáveis e bebês, com o intuito de auxiliar no desenvolvimento infantil de forma lúdica, reforçando cinco pilares: cognição, movimento, afetividade, socialização e estímulos sensoriais.

Para profissionais que lidam com a infância, surge um debate sobre a real necessidade de uma academia para bebês, ante uma maior preocupação com espaços já existentes de educação infantil. 

A unidade Tijuca da franquia “Let´s Grow” (Foto: Juan Julian/Agência UVA)

A “Let’s Grow”, franquia de academias para bebês com seis unidades no País, incluindo uma na Tijuca, segue a nova proposta. As atividades da academia são feitas em planos semestrais com mais de mil exercícios elaborados especialmente para o desenvolvimento dos bebês. A divisão de atividades é feita pela necessidade de desenvolvimento das crianças, e as turmas separadas por idades de 6 meses a 4 anos.

O objetivo principal é a socialização dos bebês com outros bebês, e reforçar a importância da companhia do responsável na realização das atividades. É o que afirma Fernado Provete, o criador da Franquia “Let’s Grow”.

“A presença de alguém de vínculo familiar ou do círculo da criança auxilia na sua segurança emocional para estar na sala. Cada bebê tem o seu responsável em cada uma das atividades realizadas”, explica o CEO.

Jaqueline Maia, psicóloga infantil e Mestre em Psicologia, reconhece a importância do contato entre as crianças e ambientes sensoriais com recursos estratégicos, como a academia de bebês. Contudo, ela reforça a importância da educação infantil como mecanismo de desenvolvimento da psicomotricidade, e não somente de alfabetização e de conhecimentos matemáticos. 

“Quando se vê o real valor da educação infantil, frases como ‘não vou pagar para meu filho brincar’ perdem o espaço. A educação infantil também é responsável pelo brincar, por aceitar o faz de conta, pela dramatização, a afetividade, e o psicossocial [da criança]. Ter um espaço favorável para trabalhar esses pilares de desenvolvimento é importante, mas ele também existe dentro da educação infantil”, lembra ela, que é professora da disciplina de Psicologia da Infância na Universidade Veiga de Almeida (UVA).

Assista abaixo a reportagem completa, produzida por Isabella Caneschi e Juan Julian.

Foto de Capa: Juan Julian/Agência UVA

Reportagem: Isabella Caneschi e Juan Julian, com edição de Gabriel Folena

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