Esporte

Novas regras barram participação de atletas trans em diferentes esportes

Federação Internacional de Natação impede atletas trans em modalidades femininas, e outros esportes acompanham a decisão

No último domingo (19), uma decisão tomada pela Federação Internacional de Natação (Fina) levantou, mais uma vez, uma pauta que que vem ganhando peso nos debates esportivos e sobre direitos humanos há algum tempo: a proibição de atletas trans na categorias femininas da elite dos esportes aquáticos.

Em nova decisão, a entidade se baseia, entre outros pontos, na puberdade masculina, que resulta em uma evolução hormonal (especificamente nos níveis de testosterona) que contribuiria para uma melhora no desempenho esportivo das atletas. Assim, a nova regra determina que somente serão aceitas nas modalidades femininas atletas que tiverem realizado sua transição até os 12 anos de idade.

Os modelos e critérios adotados como embasamento para tal decisão foram adotados, também, em outros esportes como Ciclismo e Rugby.

Nas redes sociais, personalidades dos esportes e fãs têm se posicionado, alguns contra e outros a favor desses últimos acontecimentos, criando um cenário de divisão e debate entre os admiradores e praticantes. A jogadora olímpica de Vôlei Tandara Caixeta demonstrou apoio à Fina em uma de suas redes sociais:

Para quem se mostra contrário a decisão, a argumentação da Fina soa como uma tentativa de barrar a entrada do grupo nos esportes. Alina Durso, ativista travesti e produtora de conteúdo, demonstrou seu descontentamento:

Contra ou a favor, a decisão tomada pela entidade de esportes aquáticos deixa dúvidas até para aqueles que entendem mais do assunto, uma vez que os dados usados como base não geram confirmação ou certeza sobre a real justificativa da proibição, como questionou Joanna Maranhão, campeã do esporte:

A Fina informou ainda que vai continuar com as pesquisas afim de encontrar novas soluções que o órgão entenda como ideais para a inclusão trans nos esportes. Até lá, o Presidente da entidade, Husain Al-Musallam, admitiu interesse na criação de um terceiro modelo de competição, uma chamada “liga aberta”, que contaria com a participação de atletas transgêneres.

Confira aqui o documento oficial divulgado pela entidade, em inglês.

Foto de capa: Piqsels

Juan Julian (2º período) com revisão de Gabriel Folena (5º período)

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2 comentários em “Novas regras barram participação de atletas trans em diferentes esportes

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