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Pantanal: queimadas assolam a região, e nuvens de fumaça preocupam

Pantanal tem o pior número já alcançado na região por queimadas e necessita de ajuda urgente para recuperar sua vegetação.

As queimadas ocorrem já no Brasil há bastante tempo. Seja pela ação da natureza, que beneficia o próprio solo e animais da região, ou também através da ação do homem, que usa das queimadas como técnicas agrícolas. Mas, nesse começo do ano de 2020, se intensificou muito na Amazônia e mais recentemente, com uma situação mais crítica, no Pantanal.

As queimadas no Pantanal já consumiram 12% do local. (Foto: Pedro Silvestre / Canal Rural)

Do início de 2020 até o dia 3 de Setembro, o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou 10.316 focos de queima, maior recorde desde 1998. E só tende a piorar, visto que esse mês tem a maior média de focos e a chuvas só aparecem na segunda metade de outubro. Segundo pericias feitas pelo CIMAN (Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional) do Mato Grosso, estima-se que muitos dos incêndios têm acontecido pela ação humana.

Para dar um jeito na gravidade da situação em que se encontra o Pantanal nesses dias, o Governo Federal liberou R$ 3,81 milhões para combater as queimadas. Esse dinheiro deve ser usado num prazo de seis meses, que é o tempo para trabalhar na reestruturação da região, pois as queimadas conseguiram acabar com cerca de 1,4 milhão de hectares da vegetação do local.

As queimadas não afetam apenas a região do Mato Grosso do Sul. A fumaça gerada no incêndio, com o tempo vai afetando as demais regiões. É previsto que ela atinja o Sudeste ainda no dia 17 deste mês. Deve primeiro atingir São Paulo e logo após Minas Gerais e Rio de Janeiro, ainda nesta sexta-feira, dia 18.

“O ar seco afeta as mucosas e o trato respiratório. Essa fumaça ainda pode aumentar a atividade inflamatória no organismo, podendo proporcionar eventos coronarianos. Nesta época do ano temos aumento do risco de enfartes”, comenta o clínico geral e cardiologista Gilmar Reis, coordenador de medicina na PUC, em entrevista ao site O Tempo.

“Aqui o clima é muito seco durante inverno e a primavera favorecendo as queimadas”, afirma a arquiteta Josiane Ferreira, de Cuiabá.

Ainda não é tempo suficiente para avaliar a tragédia no geral, porém a reestruturação da flora é uma incógnita, podendo levar anos para se chegar a uma solução.

Rafael Barreto – 8º período

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