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Bolsonaro veta proposta de perdão a dívidas de igrejas e provoca discussões nas redes

Especialistas e populares questionam posicionamento do Presidente

Especialistas e populares questionam posicionamento do Presidente

O Presidente Jair Bolsonaro vetou parcialmente a proposta que perdoava dívidas tributárias de igrejas, recomendado pela equipe econômica do governo. Dos três itens previstos no texto aprovado pelo Congresso Nacional, o presidente barrou a isenção do pagamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e a anistia das multas recebidas por não pagar a CSLL.

A proposta, e a possibilidade da derrubada do veto, gerou preocupação entre especialistas. A professora de Economia, Camilla Sampaio, considera o perdão das dívidas seriamente prejudicial à economia, principalmente considerando o momento de crise que o país está passando por conta da pandemia da Covid-19.

“Quando você isenta um ente, seja ele qual for, de pagar tributariamente o imposto, o governo assume a responsabilidade de colocar menos dinheiro nos cofres públicos. Isso gera menos movimentação, em uma economia já desaquecida como a nossa. Consequentemente, teremos menos investimentos e também vai deixar de honrar as questões econômicas que já estão aprovadas do orçamento, desde o final do ano passado”, afirma Camilla.

Apesar da decisão, o Presidente se pronunciou nas redes sociais contra o próprio parecer sugerindo que o Congresso derrube o seu veto. Ele também explicou os motivos pelos quais decidiu manter a anistia das multas por não pagamento da contribuição previdenciária.

Declaração do Presidente Jair Bolsonaro sobre veto da proposta de isenção de igrejas e templos

A declaração de Bolsonaro provocou diversas reações da oposição e da população, que condenaram tanto a proposta, quanto as declarações do Presidente. O designer gráfico William Rabello, de 25 anos, se sente incomodado e acredita que as falas mostram o “medo de perder suas alianças” e considera tais atitudes condenáveis. “Inepto, despreparado e covarde”, completa.

Presidente Jair Bolsonaro. / Crédito: Alan Santos /PR

O Ministério da Economia apontou que igrejas e templos acumulam R$ 868 milhões em débitos previdenciários. Atualmente a lei entende que apenas a remuneração paga ao líder religioso seja isenta da contribuição, sem mencionar outras pessoas que operam em outras funções nas igrejas.

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Bárbara Souza – 6º período

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