Mundial de atletismo: Competição termina com novas estrelas e boas atuações de brasileiros
O mundial de atletismo, disputado em Doha, no Catar, terminou no último domingo (06), e a participação brasileira foi melhor que a do mundial de Londres, em 2017. Apesar de não ter conquistado medalhas, a equipe Brasileira teve alguns destaques, atletas em finais e marcas expressivas.
Com a aposentadoria de grandes nomes do esporte, como o jamaicano Usain Bolt, o decatleta americano Ashton Eaton e o britânico Mo Farah, as competições ficaram muito mais abertas e disputadas. Nas provas de pista não houve um domínio jamaicano, como no passado, assim, os Estados Unidos voltaram ao topo com Christian Coleman ganhando os 100m rasos e Noah Lyles levando o ouro nos 200m. Para a Jamaica, o ouro veio apenas no revezamento 4x100m feminino.
Algumas das maiores hegemonias do esporte estão com os corredores do leste africano nas provas de fundo e meio-fundo (corridas mais longas). Com exceção das marchas de 20 e 50 quilômetros, vencidas por japoneses, Quênia, Etiópia e Uganda foram os únicos países a conquistarem vitórias nestas provas, com destaque para o etíope Lelisa Desisa, vencedor da maratona. Mesmo sem estrelas da modalidade como Kenenisa Bekele e Eliud Kipchoge, a prova foi emocionante e disputada até os últimos metros.

Neste mundial, apenas dois recordes mundiais foram quebrados. Os Estados Unidos no revezamento 4x400m misto, que pela primeira vez entrou para o programa do campeonato, e a norte-americana Dalilah Muhammad, que quebrou a marca dos 400m com barreiras. Grandes marcas foram obtidas nas pistas, mas o destaque do mundial foi mesmo para as provas de campo.
O arremesso do peso teve uma das finais mais disputadas da história, com quatro atletas quebrando com facilidade o recorde do campeonato. Entre eles, o brasileiro Darlan Romani, que por poucos centímetros não levou o bronze. O primeiro colocado, o americano Joe Kovacs, lançou para impressionantes 22m e 91cm, e os outros dois medalhistas ficaram apenas um centímetro atrás, com prata e bronze sendo decididas pelos critérios de desempate.

Uma das grandes estrelas da competição foi a corredora holandesa Sifan Hassan. Ela venceu com enorme facilidade a dura prova dos 10 mil metros e ainda poderia ganhar mais um ouro nos 5 mil metros, prova em que era a favorita, mas preferiu descansar para correr os 1500m, na qual também levou a medalha de ouro. Hassan foi o grande nome da Holanda, já que o país não teve Dafne Schipers, favorita para a prova dos 200m, que se lesionou nas eliminatórias para os 100m.
É VAGA OLÍMPICA! 🇧🇷🏃🏾♂️
— Time Brasil (@timebrasil) October 5, 2019
Esse 4º lugar no Mundial de Doha vale muito! O revezamento 4x100m está classificado para @Tokyo2020
E com direito a recorde sul-americano: 37s72. 👏👏👏
📷Wagner do Carmo/CBAt pic.twitter.com/RDAVYqpMsc
Outros destaques da participação brasileira foram o revezamento 4x100m masculino que ficou em quarto, Thiago Braz ficou em quinto no salto com vara, Érica de Sena em quarto na marcha de 20 quilômetros, Fernanda Borges em sexto no lançamento de disco e Alisson Santos que ficou em sétimo, mas quebrou o recorde sub-20 dos 400m com barreiras.
Daniel Fernandes – 8° Período
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