Cultura

Conheça mais sobre o passado e o presente do Rádio

A data é uma homenagem ao nascimento de Edgard Roquette-Pinto, responsável por fundar, em 1922, a primeira emissora radiofônica do país: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro

No Brasil, o dia do rádio é comemorado, nesta quarta-feira, dia 25 de setembro, apesar da celebração interacional do Dia Mundial do Rádio ocorrer no dia 13 de fevereiro. Aqui, o meio de comunicação de massas é celebrado nesta data porque no mesmo dia, em 1884, nasceu Edgard Roquette-Pinto, fundador da primeira emissora radiofônica do país: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, atual Rádio MEC.

Microfone em moderno estúdio de estação de rádio (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Hoje em dia, ela é uma das mais de 10 mil emissoras de rádio brasileiras que, com programas jornalísticos, culturais e educativos, ajudam a manter o rádio como veículo essencial para a difusão de informação e a integração do país.

A História do Rádio no Brasil

No dia 7 de setembro de 1922, o Brasil comemorava o primeiro centenário da independência. Em comemoração, foi instalada uma antena de rádio, tecnologia inovadora para a época, trazida dos Estados Unidos, no pico do morro do Corcovado, onde hoje está localizado o Cristo Redentor. Foi então que aconteceu a primeira transmissão radiofônica do Brasil: um discurso do presidente Epitácio Pessoa.

Edgard Roquette-Pinto, fundador da primeira emissora radiofônica do país (Imagem: Divulgação CBN)

Na época, o médico e antropólogo carioca Roquette-Pinto convenceu a Academia Brasileira de Ciências a comprar os equipamentos da nova tecnologia, criando, em 1923, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que tinha o objetivo de divulgar educação e ciência no país. Em 1936, a emissora passou a ser posse do Governo Federal, dando origem à atual rádio MEC.

O rádio teve um importante papel na sociedade brasileira desde sua consolidação. Foi o primeiro grande veículo de comunicação de massas, sendo relevante através da difusão de radionovelas, programas de entretenimento, informação e música, que alcançavam, além dos grandes centros urbanos, áreas mais isoladas do território nacional.

O radialista Roquette Pinto, em 1953, durante solenidade na Associação Brasileira de Televisão comemorativa pelo 30º aniversário da implantação do rádio no Brasil. (Foto: Reprodução/Arquivo Governo Federal)

Além disso, o rádio foi muito utilizado politicamente pelo Estado, por partidos políticos e movimentos sociais, estando no centro de transformações que definiriam a história moderna do Brasil.

O Rádio Hoje

Segundo dados do Governo Federal, o Brasil tem hoje mais de 10 mil emissoras de rádio, sendo 5.463 nas categorias AM e FM, comercial e educativa, além de outras 4.775 emissoras comunitárias.

A professora do Curso de Comunicação Social da Veiga de Almeida, e Coordenadora da Rádio UVA, Mônica Nunes, acredita que o rádio é o veículo q melhor se apropriou das tecnologias. Ela afirma que o veículo já se reinventou diversas vezes e continuará a se manter relevante.

“Creio que o rádio não vai acabar, como alguns pessimistas profetizam. Ele vai continuar se reinventando. É o rádio expandido como afirma o autor Marcelo Kischinhevsky, em que ouvimos o rádio em diversas plataformas como acontece hoje, pelo celular, pelo tablet e vários outros suportes”, comentou Mônica.

Ainda de acordo com a professora, o rádio ainda é muito importante como meio de comunicação no Brasil, principalmente em pequenas cidades onde muita vezes é o principal veículo de notícias.

Os Podcasts arejaram o mercado radiofônico e mudaram a maneira como os jovens lidam com as transmissões de rádio. A funcionária pública, Arielle Oliveira, de 22 anos, é uma assídua ouvinte de podcasts. Ela afirma ter desenvolvido esse hábito com o pai e a avó. “Pelo menos uma vez ao dia eu escuto um podcast. Acho uma ótima fonte da informação”, conta.

“É muito fácil a gente colocar o fone de ouvido e seguir, eu posso fazer isso no trem, no metrô, quando eu estiver parada no trabalho, enquanto eu espero de uma aula para outra na faculdade”, completa Arielle. Para ela, os programas são uma maneira de se manter informada e de aprender conteúdos novos sem precisar ficar parada em frente a uma televisão.

Num período em que novas tecnologias se tornam rapidamente obsoletas, o rádio, mesmo sem fazer uso de imagens, se mantém como importante veículo informativo e de entretenimento.

Matheus Marques – 8° período

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