Rio de Janeiro inaugura 1° laboratório de produção de tecido humano
Brasil avança mais uma etapa na busca pela não utilização de animais como cobaias em testes para produção de produtos de cosméticos. A líder mundial em bioengenharia tecidual, Episkin, comanda o projeto em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O laboratório está alocado no campus do Fundão, que foi inaugurado na tarde da última segunda-feira (09).
Com sedes em Lyon, na França, e em Xangai, na China, o Rio de Janeiro recebe a terceira filial da empresa, que trabalha na reconstituição do tecido de pele humana para substituir os testes em animais. A Episkin é subsidiária de uma das maiores empresas de cosméticos, a L’Oréal, que já não faz mais testes em animais há cerca de 30 anos.
O processo de reprodução do tecido da pele humana consiste na reutilização de fragmentos da pele que foram descartados durante cirurgias, sobe doação do paciente. Em seguida, são extraídas células que compõem a epiderme. No laboratório, os queratinócitos, tecido retirado, se multiplicam sobre uma membrana, formando camadas da epiderme. Por fim, ela é exposta ao ar para se multiplicar.

Além de ser uma evolução para a ciência brasileira, a reconstituição da pele humana é um avanço para a causa animal. Para um produto de cosmético ser vendido, é necessário comprovar que o mesmo não prejudicará a pele do ser humano. Por isso, antes de ir para as prateleiras, os produtos são testado em animais.
Movimentos à favor da vida dos animais crescem cada dia mais. Além de irem contra da indústria alimentícia, os ativistas veganos também lutam para que os animais não sejam mais cobaias dos cosméticos. Um desses ativistas é o Felipe Moura, vegano há mais de cinco anos. Ele conta que o Brasil está avançando.
“O teste em animais é um dos processos mais torturadores para um animal. O produto é colocado nos olhos do coelho, para saber até quando ele aguenta sem ficar cego. Esse é um dos mais clássicos. Acredito que a reprodução de pele humana poderá livrar os animais desta tortura”, comenta o ativista.
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