Economia

Com o terceiro trimestre no negativo, indústria beira a recessão

Participação do setor manufatureiro na economia retrocede a nível de 2009 e analistas temem mais um desempenho negativo no PIB

Após a produção industrial fechar o primeiro semestre com uma queda de 1,6% e registrar, portanto, baixas em três trimestres seguidos – de 0,7% no 1º trimestre e 0,3% no 4º trimestre – a indústria brasileira teme um desempenho ruim nos dados do segundo trimestre do PIB (Produto Interno Bruto) – indicador que mede a atividade econômica do país e que será divulgado na próxima quinta (29). Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – responsável pelos dados – o atual nível de produção do setor manufatureiro retrocedeu ao de 2009, o que evidencia o processo de desindustrialização que vem ocorrendo no país.

O PIB da indústria é um compilado das atividades extrativas, de construção civil, de eletricidade, dentre outras. Apesar do gradual crescimento de alguns segmentos, como o do extrativismo e do de serviços industriais de utilidade pública, analistas afirmam que o índice deve ficar no vermelho novamente. “Segundo as projeções, a economia não vai crescer mais do que 1% esse ano. A gente torce para que os indicadores passem a sinalizar que ela está melhorando, mas diante de todo esse cenário negativo atual não vejo solução a curto nem médio prazo”, avalia o economista Durval Meireles.

Além da recuperação da economia a passos lentos, o tombo da produção extrativa mineral – ainda consequência da tragédia de Brumadinho (MG) de janeiro deste ano (2019) – também contribui negativamente para o crescimento da indústria. No cenário internacional, o agravante está no aperto para a realização de exportações – consequência da recessão na Argentina – e na guerra comercial entre China e Estados Unidos – ou seja, no tensionamento das relações industriais entre essas nações a partir da divulgação de anúncios, pelos EUA, de tarifas sobre produtos importados enviados ao país asiático.

O abalo no mercado de trabalho também está relacionado a estagnação da indústria de transformação. De acordo com dados do Ministério da Economia, o número de trabalhadores formais no segmento – que chegou a atingir 8,5 milhões no final de 2013 – está praticamente estacionado em 7,2 milhões desde 2017. As dificuldades das empresas de manterem as portas abertas podem ser constatadas a partir dos levantamentos da Serasa Experian, empresa que presta serviços ao consumidor e cujo indicadores econômicos são referência no mercado. Segundo a marca, o número de indústrias que vem decretando falência no Brasil desde 2013 já passa de 9,3 mil.

Leandro Victor – 7º período

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