Presidente do Flamengo depõe à polícia sobre incêndio no Ninho do Urubu

Rodolfo Landim foi a 42ª DP prestar esclarecimentos. Inquérito tem previsão de ser concluído em 60 dias

O atual presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, foi prestar depoimento à Polícia Civil, no início da tarde desta quinta-feira (21), em inquérito que busca investigar as reais circunstâncias da morte de dez jovens atletas da base do clube, em incêndio ocorrido no Ninho do Urubu. Landim foi ouvido pelos investigadores na 42ª DP e chegou ao local acompanhado de um advogado criminal contratado pelo próprio Flamengo, além do vice-presidente geral e jurídico do clube, Rodrigo Dunshee.

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Rodolfo Landim, em pronunciamento oficial Foto: Reprodução / Agência Brasil

As investigações continuam mais de 40 dias após a tragédia em nova fase do inquérito, prevista para ser encerrada no dia 8 de abril. Futuramente, figuras que fizeram parte da gestão do clube nos últimos anos também serão ouvidas, como o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello e o antigo vice de patrimônio, Alexandre Wrobel, que encabeça as obras no CT do Flamengo desde 2011, ainda na gestão de Patrícia Amorim, quando foram instalados os primeiros contêineres.

Inúmeros relatos já foram colhidos pela polícia, que primeiro buscou ouvir testemunhas oculares que estavam no Centro de Treinamento do clube no dia do acontecimento, como funcionários e jovens sobreviventes. Também já foram ouvidos dirigentes da base e outros nomes importantes da atual gestão no Flamengo, como o diretor executivo Marcelo Helmann, o gerente de hotelaria Luiz Drummond e o engenheiro Marcelo Sá. Ao todo, mais de 45 pessoas já falaram à polícia em depoimentos para maiores esclarecimentos sobre o caso.

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Centro das investigações sobre o incêndio, a 42ª DP recebe depoimentos de testemunhas Foto: Reprodução / Agência Brasil

Anteriormente, Edson Colman, presidente da empresa responsável pela manutenção dos aparelhos de ar-condicionado no alojamento, também depôs. Na ocasião, ele revelou que o último reparo realizado em um dos aparelhos aconteceu dia 6 de fevereiro, dois dias antes da tragédia, no quarto três. Porém, o incêndio que resultou na tragédia teria começado no ar-condicionado do quarto seis e um curto-circuito teria provocado um segundo foco de incêndio no quarto quatro, segundo a perícia.

O incêndio no Ninho do Urubu aconteceu no dia 8 de fevereiro deste ano, provocando a morte de dez pessoas, todos jovens entre 14 e 17 anos. As investigações da polícia continuam para esclarecer os possíveis culpados e causas da tragédia. O Flamengo ainda negocia indenizações com algumas famílias das vítimas, enquanto outras buscam resolução na justiça, por meio de advogados.

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Homenagens às vítimas da tragédia em frente ao Ninho do Urubu, no dia do incêndio Foto: Reprodução / Agência Brasil


Victor Leal – 7º Período

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