No Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down, o que eles desejam é respeito

O convívio com portador de SD pode ajudar a romper com os preconceitos 

Síndrome de Down (SD) não é uma doença, é uma condição genética humana e qualquer pessoa pode nascer com ela. É causada pela presença de três cromossomos no par 21, totalizando 47 cromossomos, um a mais que o esperado. Além de definir se a criança terá SD, é dentro das células que se define a cor dos olhos, dos cabelos, a altura e outras características.

Essa condição vai além do que uma simples explicação sobre genes. Aborda vidas, sentimentos e respeito. Nesta quinta-feira (21) é comemorado o Dia Internacional do Síndrome de Down, que tem como objetivo combater o preconceito e mostrar que eles são iguais a qualquer um, ficam tristes, sentem raiva e atração por outras pessoas. Deve-se entender apenas, que o desenvolvimento cognitivo e motor dessas pessoas é diferente dos demais.

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Sarah Petali tem oito anos e nasceu com Síndrome de Down Foto: Arquivo Pessoal

Segundo a fonoaudióloga, Helenice Cristina, é importante o acompanhamento de um psicólogo para ajudar os pais a entender as possíveis limitações da criança, além do acompanhamento médico do portador. “Os tratamentos devem ser precoces, porque algumas coisas podem não se desenvolver como deveriam. É uma equipe que vai ajudar no tratamento, nunca um profissional sozinho. Não há uma receita de bolo quanto a isso, mas geralmente trabalham fonoaudiólogos, psicólogos, neurologistas e motricistas. Mesmo a criança crescendo, isso não pode faltar”.

É o caso da filha da professora Beatriz Petali, a Sarah, de oito anos. Ela tem Síndrome de Down e passa por muitos profissionais: fisioterapeuta, psicopedagoga, fonoaudióloga, psicomotricidade, além de estudar em uma escola inclusiva, que tem como método de ensino o construtivismo. “Eu e meu marido trabalhamos para que a Sarah tenha uma melhor qualidade de vida. O que eu mais quero é que minha filha seja uma mulher independente, que trabalhe, construa uma família, viaje sozinha e conquiste os sonhos dela”.

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A família Petali reunida com a pequena Sarah Foto: Arquivo Pessoal

Além da inclusão social, é importante também que as pessoas com Síndrome de Down sejam incentivadas a ter uma alimentação equilibrada. Rica em frutas, vegetais, fonte de fibras e vitaminas, pois alguns apresentam problemas cardíacos e respiratórios. Além disso, possuem características diferentes: olhos puxados, marcas nas mãos, dedos dos pés muito separados e estatura mais baixa. Atualmente, a expectativa de idade deles aumentou e pode chegar até os 60 anos. Ao contrário do que diz o senso comum, um Down é capaz de ler, escrever e ter uma vida autônoma.

Apesar disso, mesmo com muitos anos de luta contra a discriminação, o portador de SD ainda passa por dificuldades no dia a dia. É o que relata a mãe de Alisson, de seis anos, Luciana Souza, de 25, que mesmo com uma gravidez indesejada, dá todo o suporte para melhorar o desenvolvimento do filho, mas, infelizmente, as dificuldades e os preconceitos existem. “O Alisson tem mediador na escola, mas quando o profissional falta, meu filho não pode frequentar a aula e isso acaba prejudicando a evolução dele. Além disso, é muito difícil o preconceito que ele sofre até na família, as pessoas acham que ele não é gente como a gente”.

A mãe da Sarah compartilha também as dificuldades que passou devido o preconceito. “Minha filha estudava na mesma escola na qual eu lecionava. Depois que eu parei de trabalhar lá, a diretora veio conversar comigo para falar que Sarah dava muito trabalho para manter, pois era uma criança que precisava de mais cuidados. Eu saí de lá muito chateada”.

Essa inclusão, portanto, não é só importante para eles, mas também para os ditos “normais”, pois ter pessoas com Síndrome de Down em seu convívio pode ajudar a romper preconceitos, através do entendimento e da empatia, que são os nortes dessa data.


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