Eleições 2018: Movimento feminino agita com manifestação contra Bolsonaro

Jair Bolsonaro (PSL) é um dos nomes mais citados durante o período eleitoral, seguindo na liderança das pesquisas. De acordo com o IBOPE, o candidato possui atualmente cerca de 27% das intenções de voto. No entanto, a vitória ainda não está garantida: a rejeição dele é alta, principalmente entre as mulheres. A pesquisa revela que 43% das eleitoras não votariam nele de jeito nenhum.

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Mulheres são principal grupo de rejeição a Bolsonaro Foto: Visual Hunt

Com toda a aversão ao político, surgiram nas redes manifestações que chamaram a atenção. A hashtag EleNão, criada por mulheres, já conta com mais de 205 mil menções na rede social Instagram, sendo utilizada por famosos brasileiros e estrangeiros. Atrizes como Alinne Moraes e Paolla Oliveira se manifestaram publicamente. Até a cantora inglesa Dua Lipa, famosa pelo hit “New Rules”, se juntou ao movimento.

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Hashtag contra Bolsonaro já repercute internacionalmente Foto: Reprodução / Twitter

No entanto, grande parte da movimentação vem de mulheres comuns. O grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, por exemplo, já conta com mais de 3 milhões de participantes e, por isso, tem sofrido diversos ataques de hackers. Administradoras do grupo tiveram dados pessoais vazados e sofreram ameaças de grupos conservadores.

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Apesar da represália, grupo contra Bolsonaro segue crescendo Foto: Reprodução / Facebook

Para a estudante Juliana Wanderley, de 20 anos, o que gera tanta indignação feminina é a postura do ex-militar. “É um candidato que personaliza qualquer tipo de regresso social, econômico e político para a nossa democracia”, resume. Segundo ela, o movimento, ainda que virtual, tem reflexos diretos na população. “Isso gera debates, estimula o senso crítico, a pesquisa e o estudo acerca de planos de governo”.

Segundo o Datafolha, 61% do eleitorado de Bolsonaro é masculino. Embora estatisticamente sejam minoria, as defensoras do candidato do PSL estão otimistas. A técnica de enfermagem Marcela Moura, de 35 anos, o apoia pelos valores familiares. “Ele é um homem centrado no que fala, pode não entender de economia, mas é um homem de família”, declara. Para Marcela, não há motivo para temer a oposição. “Para mim é mais um movimento de baderneiros que, na hora de votar, votam nulo ou em branco”.

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Apoiadores estão otimistas para as eleições, que ocorrem dia 7 de outubro Foto: Visual Hunt

No entanto, já estão sendo planejadas manifestações femininas em diversas capitais brasileiras para este sábado (29), o que pode mudar o cenário eleitoral segundo a cientista política Camila Rocha, doutoranda na USP. “Pode influenciar, tendo em vista o impacto que os protestos de massa dos últimos anos tiveram nas instituições políticas e que ainda existem muitas pessoas que estão indecisas e vão escolher seu candidato na última hora”, explica.

Manifestações a favor do candidato também estão programadas para este sábado. O encontro dos eleitores de Bolsonaro está marcado para o fim da manhã, na orla da Praia de Copacabana, altura do Posto 6.


Maria Carolina Martuchelli – 6º período

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