Palestra reúne jornalistas e estudantes para debater maio de 68

Em uma palestra realizada no campus Tijuca, da Universidade Veiga de Almeida, no ultimo dia 4 de junho reuniu profissionais da área de jornalismo e a presença de alguns alunos dos mais variados cursos, dentre eles na área de comunicação e direito. Dentre os profissionais presentes, destaca-se o experiente Florestan Fernandes Jr. e Aziz Ahmed, ex-editor chefe do “Jornal do Comércio”.

Durante a palestra, Aziz expôs algumas de suas experiencias envolvendo o abuso de poder por parte dos militares na época e sobre como o DOI-CODI (Destacamento de operação de informações) e o DOPS ( Departamento de Ordem Política e Social), muito por um mau entendido envolvendo um coronel do exército e a consequente ameaça sofrida. ” Na época costumávamos enfrentar muitos trotes e certo dia atendi a ligação de um sujeito que se dizia coronel e, já cansado, o mandei para aquele lugar. No dia seguinte fui levado a uma central do DOPS e lá o coronel me desafiou a xinga-lo novamente, só que agora na presença de outros soldados”.

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Professora Elisa Goldman, Florestan Fernandes e Aziz Ahmed. Foto: Dorval/ Tv Uva

Florestan se uniu ao discurso e citou o episódio em que seu pai, exilado nos EUA por discordar do regime militar leu seu primeiro texto de opinião em um jornal. “Eu ainda estava na faculdade quando um jornal brasileiro que tinha seus textos publicados em um diário francês me convidou para escrever um texto de opinião sobre o momento político no país. Meu pai, a época exilado, contou que se deparou com surpresa com o meu texto e chorou ao lê-lo pois era uma forma de ficarmos ainda mais próximos”.

O debate ainda caminhou para a discussão moderna mais emergencial do jornalismo: as fake news. Citando o peso que as notícias veiculadas por redes sociais tiveram nas ultimas eleições nos EUA e a consequente onda de denúncias contra algumas dessas notícias, Aziz cita que esse fenômeno não é algo restringido aos dias atuais. ” As Fake News estão em alta nos últimos anos mas é importante lembrar que elas não surgiram agora. No próprio período da ditadura tínhamos que saber separar uma informação que tinha fundamento, essa era mais difícil pois as informações não eram divulgadas, das falsas e oportunistas”.

Estudante de direito, Pedro Fontes, 21 anos, cita que o que mais o atraiu na palestra foi o quanto o assunto das Fake News está presente em seu dia a dia, tanto como no curso de direito como no cotidiano. ” Eu tenho o hábito de compartilhar notícias no meu Facebook sempre que possível mas nem sempre verifico as fontes da notícia. O mesmo vale no direito, se um advogado está a frente de um caso como esse de Fake News ele tem que ter uma noção do que é isso e o quanto elas são prejudiciais”.


Gustavo Barreto – 7° período

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