‘Deadpool’ mantém seu humor ácido e para maiores de 18 anos

Deadpool e Cable. Foto: Fox Movies / Divulgação

Deadpool e Cable. Foto: Fox Movies / Divulgação

O anti-herói mais querido das telas do cinema está de volta! “Deadpool 2” estreia nesta quinta-feira (17/05) e se você gostou do primeiro filme da franquia, pode comprar seu ingresso com tranquilidade, porque ele continua com seu humor satírico e passando dos limites em diversas situações. Sempre violento, os roteiristas mantiveram as cenas de ação sangrentas cheias de efeitos especiais, fazendo com que, mais uma vez, o filme tenha recebido a classificação para maiores de 18 anos. Atenção, jovens. Nem com seus pais é permitido a sua entrada. Se já comprou, verifique como funciona o reembolso.

“Deadpool” é diferente de todos os filmes de super-heróis por diversas razões, principalmente quando há a quebra da “quarta parede” e é cheio de referências de assuntos ligados à cultura pop. Ele conversa em inúmeras situações do filme com o público, o que deixa ainda mais engraçado e interessante de se ver, já que poucos apostam nessa tática. Destaque novamente para a atuação de Ryan Reynolds vivendo o personagem e, em algumas cenas, brincando com a sua própria vida pessoal dentro do longa.

Nessa sequência, um soldado do futuro conhecido como Cable viaja no tempo e chega na época em que Deadpool vive. Esse antagonista é interpretado por Josh Brolin, que também interpreta Thanos em “Vingadores: Guerra Infinita” (confira reportagem sobre spoiler). Ele se vê obrigado a montar um super time para detê-lo e, ao decorrer do filme, é possível notar  que os dois têm personalidades completamente diferentes uma da outra, gerando cenas de luta e de humor notórias,  típicas do anti-herói.

Sendo politicamente incorreto o tempo todo e lotado de referências da mídia popular, ele brinca com muitos assuntos recente e que são polêmicos, fazendo piada até com filmes da franquia concorrente e da Marvel em si. Suas ironias dão destaque até na parte musical, quando Celine Dion, famosa por dar a voz na canção de Titanic (assista ao clipe no Youtube), canta na abertura do longa e Deadpool aparece dançando e dando um tom triste para o filme (esta cena já tinha sido mostrada na divulgação do filme; não foi um spoiler!). Em algumas cenas, ele mesmo pede para a música ser tocada antes da cena que ainda vai acontecer.

Continuando falando sobre a música, sua trilha sonora é bastante variada, possuindo músicas atuais como rap e voltando para o rock dos anos 80. Os efeitos especiais não são perfeitos e isso acontece de forma proposital para combinar com o estilo do falante mercenário, mostrando que o longa é diferenciado dos demais filmes de herói. O roteiro em si é bom, mas pequenas falhas existem, como os personagens secundários não terem muito destaque no filme e, ao caminhar das cenas, algumas falhas de conexão existem. Em algumas cenas, isso é até destacado pelo próprio Deadpool, sendo uma forma engraçada de justificar, mas nada que atrapalhe o filme.

Sempre chamando atenção por suas cenas underground, o público-alvo não vai se decepcionar com a sequência do filme. A risada é garantida do começo ao fim, então não percam nenhuma fala para ir ao banheiro. Atenção para as cenas pós-crédito! Simplesmente genial, então aguardem mais um pouco depois que o longa acabar. A interação do ator com o público é de fato um detalhe a mais e, para quem tem estômago fraco, as cenas de ação são fortes e o fator de cura do personagem é muito bem explorado. Bom filme!


Kim Oliveira – 6º período

 

 

 

 

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