João Victor, o sertanejo que agita as noites na Baixada Fluminense

Carioca do riso fácil, simpático e carismático. Faz amizades por onde passa, com uma personalidade leve e uma enorme vontade de conquistar seus objetivos. É assim que João Victor Antônio Fraga, de 26 anos, completa cinco anos de carreira solo como cantor sertanejo e muita correria em busca de seus sonhos. Ele começou a cantar na igreja católica que frequentava com sua família, sempre participou do grupo jovem, mas nunca tinha feito parte da banda. Seu irmão, que sempre cantou na igreja, foi a motivação de João para começar a cantar. Mas houve um dia em que um dos professores de canto da igreja o ouviu cantar junto a seu irmão e quando precisou de alguém para cantar na missa, João foi convidado: “Foi assim que eu descobri que as pessoas gostavam de me ouvir”.

João Victor tem trabalhado em músicas autorais. Foto: Acervo pessoal

João Victor tem trabalhado em músicas autorais. Foto: Acervo pessoal

Passou-se um ano, João estava mais confiante e já gostava de cantar tão quanto gostava de sorrir, e passou a levar seu violão para a escola para se divertir com seus amigos. Com 16 anos, brincando de cantar no colégio, o convidaram para participar de uma audição, para ser vocalista de uma banda pop. Ele passou e entrou na banda. Na época, conciliava a música e seu trabalho como garçom. Todos os fins de semana, a banda tocava em matinês, às vezes não recebia nada. Mas o grupo chegou a tocar até na Festa do Tomate, tradicional evento de Paty do Alferes, que promove shows com grandes nomes da música popular brasileira, com feiras de artesanato e comidas típicas.

Aos 19 anos, sua banda chegou ao fim, pois todos estavam na faculdade e precisavam estudar. Mas João decidiu seguir seu sonho e montou uma dupla sertaneja com seu amigo de infância. Eles estavam sempre juntos. No grupo de amigos, eram eles que puxavam a cantoria e a roda de violão. “Eu acreditava que ia dar certo”. A dupla teve a oportunidade de cantar na Festa do Aipim, um grande evento de Nova Iguaçu, que reúne cantores e barracas com muitas comidas típicas à base de aipim. “Quando começamos eu ainda trabalhava como garçom, tive que largar, pois não tinha como as pessoas pagarem para me ver cantar e no outro dia eu estaria servindo as mesas. Desde então, comecei a focar só na música”.

Na época, o que estava em alta era o pagode, não existiam tantas duplas sertanejas. O início foi difícil, o mais complicado foi a aceitação das pessoas por conta do estilo da música. Mas sempre encontravam algum lugar para tocar. Aos 21 anos de João, após a dupla chegar ao fim, ele iniciou a carreira solo. Sua família e amigos o apoiaram desde o início e deram ainda mais força quando ele decidiu seguir em carreira solo. Alguns ficaram com o pé atrás, pois pensavam que era um futuro incerto, mas a mãe dele sempre o apoiou. “O sonho da minha mãe sempre foi ter um filho artista, ela ficou muito feliz com a minha decisão de ser cantor”.

A família de João é do interior de Miguel Pereira e ele cresceu ouvindo sertanejo, pois sempre escutou esse estilo de música. E ele ama as românticas, que tocam o coração. Desde que aprendeu a tocar violão, não abandona o sertanejo. Em sua antiga banda pop, pegava esse tipo música e as colocava no estilo da banda para poder cantar nos shows. “Eu não escolhi o sertanejo, foi o sertanejo que me escolheu. É com ele que me identifico”.

Hoje, João está trabalhando em algumas músicas autorais. E está de volta com os vídeos no Facebook e no seu canal no Youtube, ambos de nome João Victor Fraga, para que mais pessoas conheçam seu trabalho. No instagram, @cantorjoaovictor, ele faz vídeos diariamente para deixar seus fãs por dentro da sua agenda. João toca nos mais conhecidos estabelecimentos da Baixada Fluminense: Armazém do Samba, Beer King, Gregos e Troianos e Rio Sampa, em Nova Iguaçu, no Dubai Beer Point, em São João de Meriti, e outros lugares do Rio de Janeiro. “Nunca desista dos seus sonhos. Se você sonha, independentemente de qualquer coisa, vá em frente, que o resto Deus resolve”.


Reportagem de Karine Barcellos para a disciplina Projeto Interdisciplinar de Jornalismo Impresso

 

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