‘Salvando Vidas, Gota a Gota’ é um incentivo à solidariedade

A doação de sangue é um ato capaz de salvar vidas. Estimativas do Viva Rio revelam que somente no primeiro semestre de 2017, o Projeto Salvando Vidas, Gota a Gota atingiu um número recorde de doações. Foram coletadas mais de 441 bolsas de sangue, superando a média anual do mesmo período do ano passado, que foi de 171 bolsas doadas. Desde 2010, mais de 6 mil pessoas já foram salvas.

A campanha é resultado da colaboração da Secretaria Municipal de Saúde, por intermédio das Clínicas da Família, hemocentros, instituições de caridade e empresas, como Metrô Rio, Eletrobras e Forbin Formação Especial. O objetivo é incentivar a população carioca a doar sangue. A equipe do voluntariado fica responsável pelo transporte de ida e volta dos doadores até os locais de coleta. Além disso, o Viva Rio oferece treinamento para a divulgação do projeto.

A principal motivação dos voluntários é ajudar o próximo. Jorge Dimitrescu, 25 anos, assistente administrativo do Viva Rio, é responsável pelo projeto, e já doou mais de dez vezes. “A divulgação é feita com flyers, cartazes e redes sociais. A campanha é nosso carro forte. Um doador pode salvar até três vidas, e quem doa sangue, tem direito por lei a um dia de folga no trabalho. Pontos turísticos são iluminados de vermelho para conscientizar as pessoas sobre a importância da doação”.

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Como forma de incentivo e agradecimento ao desempenho dos enfermeiros e médicos, e à dedicação de toda comunidade participante, é preparado um café da manhã na sede da organização. Dez por cento dos doadores são convocados e durante a confraternização. A unidade com o maior índice de doações permanece durante um ano com uma taça, prêmio com um grande significado. A Clínica da Família de São Godofredo, na Penha, é a atual campeã.

Apesar da iniciativa do Viva Rio e parceiros, muitos desconhecem a importância de doar. Andressa Cossilha, 47 anos, agente comunitário de saúde da Clínica da Família Wilma Costa, na Ilha do Governador, destaca que o estímulo do poder público e de empresas é fundamental. “A doação é muito importante e deveria ser mais incentivada pelas instituições. Doar sangue é rápido e o doador ganha um dia de folga”.

Doar sangue traz também a sensação de realização pessoal. O Programa Academia Carioca também é porta de entrada para conseguir novos doadores. Rodrigo Morela, 34 anos, educador físico da Clínica da Família Wilma Costa, tornou-se um doador graças ao Programa Academia Carioca. “Doar vidas, salvar vidas, essa é a importância. Eu fui a primeira vez e não doei porque estava tomando antibiótico. Fui com um grupo, levei muita gente, o pessoal gostou e aquilo ali me pegou. De dois em dois meses, eu estou lá ajudando. O que me importa é salvar vidas”.

No início do mês, Carlos Alberto Fernandes, 38 anos, professor do FIRJAN, foi baleado enquanto usava fones de ouvido e dormia dentro do ônibus, na Avenida Brasil. Funcionários da mesma escola técnica, como Andrea Solano, 47 anos, auxiliar administrativa, foram fazer uma doação para repor o sangue utilizado na cirurgia e salvar outras vidas. “Se todos tivessem a consciência em doar, não teríamos falta. Precisamos pensar em todos”.

A doação é muito importante e medidas como triagem clínica e utilização de material descartável garantem a segurança. Segundo Altiva Lima, 70 anos, técnica de enfermagem há mais de 25 anos no Hospital Geral de Bonsucesso, não há riscos para a saúde do doador. “Muitas pessoas têm medo de adquirir doenças, mas isso não existe, pois é tudo descartável”.

Outras considerações são importantes para se tornar um doador. Maurício Castelhano, 55 anos, enfermeiro, faz algumas observações para quem deseja ser um doador. “O doador precisa ter mais de 50 kg; idade entre 18 e menos de 70 anos; se alimentado bem no dia da doação, com alimento não gorduroso e não ingerir bebida alcoólica oito horas antes e depois da doação. Homens podem doar a cada dois meses, até quatro vezes ao ano, e mulheres a cada três meses, até três vezes ao ano. A pessoa deve beber muita agua após a doação”.


Jean Carlos da Silva

*Reportagem realizada para o Projeto Interdisciplinar em Jornalismo I – Impresso.

 

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