Sem esperar nada em troca, voluntários fazem a diferença

Inovação, responsabilidade, alegria e confiança. Esses são os valores do Viva Rio, que, desde 1993, vem se empenhando em projetos de assistência à saúde e educação em locais que sofrem com tragédias naturais e também trabalha orgulhosamente com o voluntariado.

Não há restrições. Para fazer parte da equipe, basta solidariedade e amor ao próximo. E quem quer seguir esse caminho, vai por atalhos: desde simples buscas na internet, que direcionam o indivíduo ao link do site do Viva Rio, até os turistas sociais, os estrangeiros que chegam ao Rio de Janeiro em busca desse tipo de atividade e são indicados o Viva Rio por meio de hostels ou companhias turísticas parceiras.

A maioria desses ajudantes vem de forma espontânea, como Neusa Emilliano, de 43 anos, que está há cinco meses com o Viva Rio. E já que sua profissão é técnica de enfermagem, tem um carinho especial com projetos em hospitais. “Procurei esse tipo de ação para não me sentir inútil. As pessoas costumam reclamar o tempo todo, mas se acomodam porque só olham para elas mesmas”, diz, emocionada. Conciliar com a correria da vida não é fácil, mas Neusa conta que procura adaptar ao máximo a rotina com o voluntariado.

Diversidade é lei para o Viva Rio. E quem sente a pluralidade na pele é Antônio Januário, de 27 anos, portador da Síndrome de Asperger, um tipo de autismo. O voluntário, que ama atuar em projetos com crianças, conta que a doença nunca foi problema, e que ajuda na interação com quem recebe seu apoio. “Eu passo a minha experiência de trajetória de vida e superação como portador de necessidade especial incentivando as pessoas a ajudarem o próximo e também aprendo a lidar com o sofrimento dos outros”, diz.

O perfil de voluntários não segue nenhum padrão. E quem afirma isso é Sávio Hermano, técnico social da organização. “São pessoas de todos os tipos, de todas as idades, desde adolescentes até idosos”, conta. Todos são bem-vindos, mas vale ressaltar que menores de idade precisam de autorização e acompanhamento do responsável nos projetos.

E o Viva Rio não alcança só asilos, creches e hospitais: está presente também nas empresas. De acordo com Diego Silva, Supervisor de Voluntariado, essa parceria corporativa só traz benefícios. “As portas da ONG estão sempre abertas para doações das companhias, e, ao mesmo tempo, também enviamos grupos de voluntários que possam fazer esse trabalho generoso lá”, conta.

O trabalho altruísta não está ligado somente à fidelização e ao cadastro como voluntário. Qualquer um pode fazer sua doação individualmente juntando brinquedos, roupas, acessórios e até alimentos não perecíveis e deixar na sede. Com isso, os colaboradores selecionam, organizam todo o material e distribuem para aqueles que mais precisam de auxílio.


Rayara Lassance e Maria Gabrielle Gama

*Reportagem realizada para o Projeto Interdisciplinar em Jornalismo I – Impresso.

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