Capa em cores

Não é de hoje que a fotografia é uma das mais belas ferramentas que possibilitam a apreciação das belezas do mundo. Seja em uma foto ou álbum para recordação de paisagens, família e amigos, a fotografia está sempre presente nas sociedades. E no fotojornalismo, isso não é diferente, pelo contrário, é retratado a história e tudo o que aconteceu durante a época. Independente do gênero, como é no entretenimento, esporte, política, entre outros. E, agora, a população carioca tem a possibilidade de pelo menos conhecer ou recordar um profissional, que durante anos, fez história com fotografia de guerra. Ninguém menos que o húngaro Robert Capa (1913-1954), grande fotógrafo que capturou imagens da Guerra Civil Espanhola, II Guerra Mundial e, por último, a Guerra da Indochina.

img_4457

Ala da mostra exibe imagens capturadas por Capa em uma de suas viagens à Noruega [foto: Lucas Monteiro /Agência UVA].

Entretanto, não eram só as guerras que chamavam a atenção, e sim, o tipo de fotografia. Capa costumava fotografar para provocar ação, imagens tremidas, sem foco. E isso fez com que fossem definidos dois procedimentos: o primeiro de que a foto não é boa quando feita de perto; e outro que a fotografia de guerra possa ficar, sem ser percebido, fora de foco. Foram 4.500 negativos feitos por Capa, que, logo depois, viraram referência para o mundo da fotografia. Fotos icônicas de guerra, com o olhar preciso do húngaro. Porém, as fotografias de Robert não entraram para a história da humanidade como um todo, mas também de artistas bastante conhecidos até hoje. Como por exemplo, a fotografia de Pablo Picasso brincando com o filho no mar.

Além do artista espanhol, há fotografias de outras grandes personalidades da arte, tais quais o ator Humphrey Bogart, o escritor Hemingway, e os cineastas Ingmar Bergman e Roberto Rossellini, mostrando a versatilidade de Capa, cuja carreira perpassou as guerras, praias e resorts, e chegando até as fotografias de moda em Paris e Roma. Ademais, o acervo revela uma faceta desconhecida de Capa: as fotos coloridas. Nunca antes havia acontecido de Capa fotografar com filme colorido. E mesmo com belas fotografias em preto e branco, o trabalho ficou único. Trazendo mais beleza e peculiaridade ao acervo.

E, por fim, devido à obra do destino, o fim de Capa foi tão singular quanto a trajetória do fotógrafo, que morreu ao voltar à base de seu trabalho: os campos de batalha. Durante a Primeira Guerra da Indochina, em 1954, Robert estava seguindo os soldados, quando acidentalmente pisou em uma mina terrestre, ocasionando o falecimento, tornando a carreira deste nome ainda mais intrigante. Em meio ao acervo cheio de preciosidades do grande trabalho de Robert Capa, há também a única gravação de voz do fotógrafo, feita em uma entrevista na rádio The Rare, em 1947. Isso e muito mais, está disponível ao público na exposição “Capa em Cores”, no Oi Futuro Flamengo. A exposição está aberta gratuitamente até o dia 9 de abril.


Lucas Monteiro-  3º PERÍODO

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s