A mulher na História do Brasil

Casamento - estratégia política

Quadro representando a união entre as famílias reais portuguesa e austríaca.

O Museu de Arte do Rio apresenta até 26 de junho a exposição “Leopoldina, a Princesa da Independência”, que retrata a vida de uma das figuras mais marcantes da História do Brasil: Maria Leopoldina, Arquiduquesa de Áustria e esposa de D. Pedro I – com quem teve sete filhos -, e que desempenhou um papel essencial no processo de libertação da então colônia portuguesa nas Américas.

A exposição trata dos acontecimentos mais importantes da trajetória da imperatriz, desde o nascimento, em Viena, passando pelo momento em que Leopoldina, aos dez anos, viu a mãe, Maria Teresa da Sicília falecer, aos 34 anos, em 13 de abril de 1807, até chegar à morte da arquiduquesa no Rio de Janeiro.

Entre os quadros, cartas, documentos, e mobílias que compõem a mostra, há um item que se destaca: a tela que retrata o casamento de D. Pedro I e Maria Leopoldina. A obra relembra o público o fato de que durante aquela época, os casamentos reais funcionavam como aliança e apoio político entre famílias. E no caso deles, o matrimônio fortalecia relações entre a Áustria e Portugal.

A união se deu porque Leopoldina, sabendo que exerceria apenas o papel de arquiduquesa na Áustria, decidiu se casar com dom Pedro, mas ela tinha consciência dos desdobramentos da ação e exerceu com boa vontade o papel de esposa e mãe. Entretanto, a Imperatriz não exerceu apenas essa função.

A arquiduquesa acompanhou diversos acontecimentos, como o sistema de comércio escravocrata liderado pela Inglaterra, os debates sobre a legalidade e a tolerância à comunidade judaica e a formação da Santa Aliança, estabelecida entre os Impérios Russo e Austríaco e o Reino da Prússia.

Na exposição, o público percebe por que Maria Leopoldina é uma figura tão icônica até os dias de hoje. Após a ida de Dom Pedro I para São Paulo em agosto de 1822, para pacificar a política, a Imperatriz foi nomeada pelo marido à Chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente, para governar o país durante a ausência do consorte.

quadro do ultimo momento juntos

D. Pedro I e Maria Leopoldina.

Além disso, não foram só os esforços do imperador que culminaram no grito da independência, mas também, os atos de Leopoldina, pois, após saber que os portugueses estavam preparando uma ação contra o Brasil, a imperatriz se reuniu com o Conselho de Estado, assinando um decreto da independência, declarando o Brasil separado de Portugal. E assim, sacramentando a proclamação da independência em setembro.

Em meio aos esforços da imperatriz para fazer o melhor para todos, acabou não sendo o suficiente para se livrar de uma morte tão antológica quanto sua trajetória. A princesa Leopoldina morreu de causas ainda não apuradas, tendo em vista, comentários de que a morte foi causada por “febre”. A notícia se espalhou por todos os lugares, seguido de choro e tristeza pelo falecimento.

A exposição destaca a importância da princesa para o Brasil, pois, além de ter sido esposa de dom Pedro I, era conhecedora de técnicas científicas e cultura, contribuindo para o desenvolvimento artístico e tecnológico do país. A partir disso, podemos destacá-la como um grande símbolo feminino, afinal, àquela época, a mulher não possuía liberdade de aprender e exercer o que quisesse, apenas fazia o que era mandado e considerado certo para elas.

No dia 8 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher, dia que não deveria ser esquecido ou questionado. Leopoldina mostrou-se forte durante muitos anos, principalmente diante do fato de morar no Palácio de São Cristóvão com a amante de dom Pedro I, Domitila de Castro, o que, obviamente, não a agradava. Diante dos problemas no relacionamento e do isolamento que sofria desde muito nova, continuava impondo-se e mudando a política do país e influenciando os costumes da sociedade.


Lucas Monteira– 3º Período

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