Diversão para todas as idades

226855-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxUltimamente, a vida do Batman não está nada fácil nas telonas. Depois de protagonizar uma das melhores trilogias de histórias de heróis já feitas no cinema (saga “Cavaleiro das Trevas”), o homem morcego estrelou dois blockbusters – “Batman v Superman” e “Esquadrão Suicida” –, que mesmo faturando muito, muito mesmo, nas bilheterias, foram sumariamente criticadas. Todavia, quando menos se espera, eis que surge “LEGO Batman: O Filme”, um oásis no meio de um grande deserto.

Depois do sucesso de “Uma Aventura LEGO”, os bonequinhos de montar voltam às telonas com uma história magnífica do herói de Gotham. A obra não se sobressai só por criar uma boa trama original. O que mais se destaca no longa são as dezenas de referências aos antigos Batmans. De 1960 à 2016 nada escapou. De Adam West e seu personagem pastelão ao solitário Cavaleiro das Trevas de Frank Miller. Dos lendários desenhos de Bruce Timm ao super tecnológico “BvS”. Tudo, tudo mesmo, foi lembrado na animação. Inclusive o ilustre Robin.

O fiel escudeiro do Batman é peça chave da nova história. Contextualizando, o extremamente egocêntrico Bruce Wayne acaba se envolvendo em grandes problemas com o coringa depois de, aparentemente, não dar todo o amor, ou melhor, ódio que o vilão merecia. Paralelamente a isso o herói ainda tem de lidar com a aposentadoria do comissário Gordon, que deu seu posto a sua filha Barbara Gordon, e com conflitos pessoais relacionados – como sempre – a perda de seus pais, que leva o protagonista a se perguntar se deve ou não adotar um órfão. A conclusão dessa última dúvida todo mundo já sabe.

Com o time escalado para escrever a história, ficou claro que o roteiro iria fundo nas piadas jocosas, mas, por sorte, nada apelativas. Os responsáveis já trabalharam em filmes como “Detona Ralph”, “Bettlejuice 2” e “Frango Robô”, todos muito engraçados. Nesse novo conto, tudo é motivo para fazer graça e transforma a premissa simples, em uma trama divertida e inteligente.

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A direção também merece destaque. Chris McKay, que também trabalhou no primeiro sucesso da franquia LEGO nos cinemas, consegue capturar o lado sombrio de Gotham e, ao mesmo tempo, dar um toque de vida e alegria que a trama precisa para se desenrolar. O único ponto não tão legal da obra são as cenas mais frenéticas de ação, que tem tanta informação em tela que quase não dá para entender o que se passa. Mais parece um take de luta de “Residente Evil”.

A dublagem brasileira foi digna de aplausos. Duda Ribeiro (Batman), Marcio Simões (Coringa), Julio Chaves (Alfred), Guilherme Briggs (Super-Homem) e tantos outros profissionais da área fizeram um trabalho belíssimo e conseguiram adaptar todas as piadas do roteiro para a realidade brasileira. No fim das contas, “LEGO Batman: O Filme” é um filmão, que com certeza irá agradar a todos os públicos. Do mais velho ao mais novo. Do esportista ao nerd. Não há quem resista a história do homem morcego, pelo menos quando ela é bem contada.


Iago Moreira- 7º Período

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