Cultura pop em voga

Nesta segunda-feira, 06, foram iniciadas as primeiras atividades da XII SECOM (Semana da Comunicação), no campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida.  E a programação vespertina do evento foi agitada com a Oficina de Fotografia de Cinema, ministrada pelo fotógrafo e estudante de Direção de Arte, Yuri March.

As inscrições superaram as expectativas – o dobro do número de alunos compareceram ao Laboratório, às 14h, para o workshop. O convidado começou mostrando os equipamentos utilizados na iluminação cinematográfica e explicando os efeitos que cada técnica provoca.

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Para tornar a assimilação dos ouvintes mais fácil, Yuri citou séries como “Demolidor”, que trabalha bastante com contraste, ou seja, as personagens possuem sombras em suas feições – “como se todos tivessem algo a esconder”, nas palavras do próprio fotógrafo.

March também ressaltou o fato de, hoje em dia, a produção cinematográfica não ser mais algo tão inalcançável como costumava ser – para exemplificar, Yuri falou sobre o famoso Efeito Bullet, que deixou boquiabertos os espectadores do longa “Matrix”, e foi produzido com uma câmera fotográfica comum. O fotógrafo também citou o mundialmente premiado filme “Tangerine”, o qual foi inteiramente gravado com um iPhone.

Yuri aproveitou para contar que, atualmente, Tiradentes e Teresina são dois dos grandes polos cinematográficos do Brasil, tão importantes quanto Rio de Janeiro e São Paulo. Ao final da oficina, March tirou dúvidas dos alunos – especialmente acerca de tipos de câmeras.

Ele também sugeriu dois livros para quem deseja se aprofundar no tema. “’50 Anos de Luz, Câmera e Ação’, do Edgar Moura”, ele apontou. “E, sobre cinema, de uma forma geral, tem um que é muito legal que se chama ‘Tudo Sobre Cinema’, que pega cada diretor e analisa o diretor, as escolhas, a história, o roteiro”.

Logo em seguida, Jean Souza deu continuidade as oficinais com ênfase em produção de conteúdo. Jean contou um pouco de sua trajetória como diretor de Marketing do grupo Nextel, mesmo sem possuir uma faculdade, e todos os aspectos que o fizeram chegar ao cargo. Ele viu, a chance de colocar em pratica o que já estava arquitetado em sua mente, um projeto próprio, quando o grupo Nextel, não conseguia dar ao profissional uma remuneração plausível ao seu trabalho. Foi então que Jean desenvolveu o portal mídia.com, que tem apenas onze meses e quarenta comunicadores, entre eles colunistas e colaboradores. O site está presente em 10 estados e já possui mais de 110.000 visitas únicas.

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“Me Inspirando” oficina ministrada por Jean Souza

Durante todo discurso, Jean frisou a importância de se acreditar no seu potencial. Ele citou diversas marcas que tem uma imagem positiva como um todo para a sociedade e defendeu a tese de que, nossa imagem é algo que sempre precisamos estar atentos. Além de mencionar vinte dicas para o sucesso de um projeto e de apresentar duas regras para conseguir o objetivo. “A primeira é, nunca conte tudo o que você sabe, e a segunda, nunca conte tudo o que você sabe”, afirma Jean.

O público por sua vez, interagiu do início ao fim, e para finalizar a oficina, teve selfie oficial com toda galera que sem dúvidas levara para a vida, as dicas discursadas na primeira oficina da Secom 2016.

No turno da noite, às 19h, os alunos começaram a ocupar os assentos do auditório para assistir ao debate “A Cultura Pop e a Contemporaneidade”, mediado pela professora Ediana Avelar. Os convidados eram a professora Ariane Holzback, o pesquisador Yuri Garcia, o jornalista Rafael Moura e a produtora cultural da TV Globo, Beatriz Pimentel.

Antes do início do evento, Yuri e Beatriz concederam uma breve entrevista para falar sobre a experiência da SECOM. “Estou ansiosa para começar. O pessoal está empolgado”, comemorou Pimentel. Sobre o tema escolhido, ela prosseguiu, “Acho pertinente, acho que é um momento interessante para se discutir cultura, cultura popular e implicações sociais”. “É legal. Já estou acostumado a dar aula”, brinca Yuri sobre o contato com estudantes universitários.

Antes do início do debate, o comitê organizador apresentou um vídeo curto a respeito de cultura popular, mostrando os principais representantes deste nicho. A abertura das palestras contou com a presença dos coordenadores dos cursos de Jornalismo e Publicidade, Luís Carlos Bittencourt e Miriam Aguiar, respectivamente.

A doutora Ariane afirmou que “é mais fácil falar sobre as Teorias da Comunicação do que sobre cultura pop”, já que os jovens conhecem a maioria dos exemplos que poderiam ser apresentados. Holzback também afirma que “estamos em uma época do século XXI em que vivemos a ‘horizontalização’ da hierarquia, ou seja, sempre vai ter alguém que sabe mais que você sobre algum assunto”. Ariane explicou aos presentes que não há cultura popular sem os meios de comunicação – e com a modernização destes, novos mercados surgem, como o YouTube.

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Ediana Avelar, Ariane Holzbach, Beatriz Pimentel, Yuri Garcia e Rafael Moura

A segunda fala da noite foi de Beatriz Pimentel, que falou sobre a pop culture e a televisão. Ela ressaltou que, muitas vezes, um programa que muitos pensam que representa a cultura popular, na verdade está apenas repetindo conceitos conservadores. Pimentel citou o seriado global, “Chapa Quente”, da qual faz parte da produção. Ela destacou que entre todos as personagens, apenas uma é negra e um traficante.

O terceiro a falar foi Yuri, que tratou das histórias em quadrinhos, games e cinema. Para o pesquisador, “as HQ’s no cinema são uma tendência; os games são uma tentativa”. Além disso, Garcia também apresentou uma possível motivação por trás do bom de filmes derivados de revistas em quadrinhos nos últimos anos. “Desde o 11/09, os Estados Unidos carecem de heróis”. Ele também salientou que, apesar das boas adaptações de gibis, o cinema ainda falha ao transportar jogos para a telona.

O último a se pronunciar foi Moura, que abordou o tema do ponto de vista da moda relacionada a cultura pop. O principal exemplo utilizado por Rafael foi o de Jeremy Scott, que foi descoberto por Katy Perry e, hoje, são relacionados a grandes estrelas, como Lady Gaga e Kanie West. Segundo Moura, a irreverência do estilista o levou a fechar parcerias com empresas como Adidas. E, em 2013, Scott assumiu a marca Moschino, chamando sua descobridora – Perry – para estrelar as campanhas. Outro detalhe que conecta a moda ao universo pop – neste caso – foi a galardoada coleção inspirada na boneca Barbie, com a qual Jeremy levou os três maiores prêmios do mundo fashion.

Após uma rodada de perguntas empolgadas feitas pelos espectadores, foi realizada uma série de sorteios de itens dos patrocinadores do evento, vale-tattoo, brownies e kits das redes Red Zero e Fisk. Nada melhor para encerrar a noite de debates sobre Cultura Popular e a Contemporaneidade do que concorrer a brindes oferecidos por alguns dos principais representantes da pop culture da atualidade.

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Daniel Deroza – 3º período

Cássio Inácio – 2º período

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