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Product Placement no Esporte, planejamento ou coincidência? 

Como as marcas se apropriam dos megaeventos esportivos

No encerramento do segundo dia da SECOM, a palestra do turno da noite falou sobre como as marcas atuam nos eventos esportivos, com o tema: “A marcas se apropriando dos grandes eventos: Product Placement no Esporte”.Maria Doria (Consultora de Marketing da MariaDoria.com e ex- Gerente de Marketing da Blue Man), Mauro Rodrigues  (Gerente de Atendimento Agência Textual) e Felipe Dannemann (Advogado e Agente da Propriedade Industrial) foram os convidados do evento.  Guilherme Carvalhido, professor de comunicação social da UVA, foi o mediador da mesa.

Palestrantes e professor
Palestrantes e professor

Dando início ao debate, a consultora de marketing, Maria Doria, apresentou o Product Placement (marketing indireto) de maneira macro e mostrou como usar essas tecnicas no eventos esportivos. A ex-Gerente da marca da Blue Man, usou como exemplo o caso do Neymar, que – acidentalmente – utilizou a cueca da grife carioca, na Copa de 2014. Isso gerou uma repercussão mundial da marca, que não pagou nada pela propaganda gratuita.

Falando ainda sobre como as marcas participam dos grandes eventos esportivos, o convidado Mauro Rodrigues, Gerente de Atendimento da Agência Textual, disse como foi a atuação da agência em que trabalha, nas Olimpíadas e Copa. Além de mostrar a diferença de como a marca é usadanos Jogos Olímpicos e na Copa. Citando ainda, projetos feito pela Coca-Cola, que deram apoio à cobertura da Copa de 1998, e das bicicletas do Itaú, que foram colocadas na Granja Comary, onde Neymar apareceu em uma das bikes gerando repercussão mundial.

Advogado Felipe Dannemann
Advogado Felipe Dannemann (Foto: Murilo Borges)

Saindo um pouco do assunto de como trabalhar as marcas em eventos esportivos, Felipe Dannemann, Advogado e Agente da Propriedade Industrial, mostrou as Leis que são usadas especialmente em eventos esportivos, os direitos das marcas, que são exclusivas em cada evento. Falou também do caso Guga Kuerten, na Olimpíadas de Sydney de 2000, em que teve o conflito entre as marcas Olympikus e Diadora, para ver quem sairia como o patrocinador do jogador.

Finalizando a palestra com as perguntas dos alunos do auditório, a convidada Maria Doria e o convidado Felipe Mannemann, falaram de como as marcas devem agir nos eventos para gerarem visibilidade, assim como foi o caso de alguns exemplos dados pelos palestrantes, e também foi questionado do direito das músicas que são usadas nos eventos, que deve, na maioria dos casos, ter autorização legal do evento.

Por: Jéssica Motta, Thamyres Vieira. 

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